
Cantadas e homofobia: polícia conclui investigação de homicídio em BH
O autor do crime não gostou das cantadas da vítima e a atingiu com uma garrafa na cabeça em um bar. Homem morreu no hospital
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Siga noO delegado de homicídios de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Marcos Rios, anunciou, nesta quinta-feira (24/10), a conclusão do inquérito sobre a morte de um homem de 31 anos, ocorrida em 25 de agosto. A vítima foi atingida na cabeça por uma garrafa em um bar da cidade. O suspeito, de 21 anos, está preso preventivamente e será indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil.
Na noite de 21 de agosto, o homem foi a um bar com a namorada e amigos para tomar uma cerveja. A vítima também estava presente, sentada em uma mesa próxima.
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Após algum tempo, a vítima de 31 anos começou a dar cantadas nos amigos do suspeito e nele também. “Ele dizia que queria ficar com um deles e, para outro, chegou a afirmar que queria dar um beijo”, relata o delegado Marcos Rios.
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Foi numa dessas cantadas, segundo o policial, que o suspeito golpeou a vítima com uma garrafa na cabeça, fazendo com que ela caísse no chão, desacordada. “Ali, o homem permaneceu por cerca de 15 minutos. O suspeito não demonstrou qualquer reação para tentar ajudar a vítima”, conta o delegado.
Depois de um tempo, os amigos do homem de 21 anos, que deu a garrafada, foram ajudar a vítima. “O suspeito ajudou a carregar a vítima, depois que os amigos insistiram muito, até a UPA de Neves, que fica perto. Lá, disseram que ele estava bêbado e que tinha caído e batido a cabeça.”
Denúncia
Somente após quatro dias a informação sobre o crime chegou à Polícia Civil. “Um irmão da vítima nos procurou e contou o que havia acontecido e que o irmão estava entre a vida e a morte no Hospital Municipal”, diz o delegado.
O homem morreu no Hospital Municipal São Judas Tadeu. A partir de depoimentos de testemunhas no bar, os policiais conseguiram identificar o suspeito, que estava foragido. Foi quando o delegado pediu a prisão preventiva.
No último dia 9 deste mês, o suspeito procurou a polícia e confessou a autoria do crime. “Ele disse que não tinha a intenção de matar”, conta o delegado, que acrescenta que o homem tem outras passagens pela polícia por vias de fato e agressão. “Inclusive, uma semana antes do crime, ele havia agredido outro homem.”
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Indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil, o suspeito pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.