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Dezoito tumbas egípcias antigas com dezenas de “línguas” de ouro foram descobertas ao longo da costa do Mediterrâneo

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
27/07/2026
Em Curiosidades
Tumbas com línguas de ouro são descobertas no Egito

Tumbas com línguas de ouro são descobertas no Egito

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O interior de uma área funerária preservou sinais de pessoas que viveram em uma época de grandes mudanças culturais. Entre corredores, pedras e espaços de sepultamento, arqueólogos encontraram objetos ligados à comunicação com o mundo dos mortos. As línguas de ouro fazem parte de um conjunto que ajuda a revelar como tradições diferentes se encontraram.

Onde as 18 tumbas foram encontradas?

As tumbas foram encontradas em Marina el-Alamein, cidade antiga situada no litoral mediterrâneo do Egito. O local fica cerca de 100 quilômetros a oeste de Alexandria.

A missão arqueológica egípcia encontrou 11 tumbas abertas em áreas mais profundas do terreno. Outras 7 sepulturas estavam mais próximas da superfície. O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou que as escavações também revelaram caixões, restos humanos e vários objetos funerários.

Arqueólogos encontram línguas de ouro em tumbas egípcias

O que foi encontrado dentro das sepulturas?

Os arqueólogos encontraram 24 peças de ouro colocadas dentro da boca de alguns mortos. O formato lembra uma língua humana, por isso esses objetos passaram a ser chamados de línguas de ouro.

O conjunto incluía materiais ligados ao enterro e à vida religiosa:

  • Peças de ouro: 24 objetos em forma de língua estavam na boca de alguns mortos.
  • Caixão de granito: uma grande estrutura de pedra guardava restos de um sepultamento.
  • Restos humanos: esqueletos apareceram em diferentes pontos da área funerária.
  • Altar de oferendas: uma base lembrava uma porta simbólica entre vivos e mortos.
  • Esculturas: fragmentos representavam figuras ligadas às culturas egípcia e grega.
  • Recipientes: vasos e ânforas acompanhavam parte das sepulturas.

Para que serviam as línguas de ouro?

As línguas de ouro tinham uma função funerária simbólica. A interpretação mais aceita é que elas ajudariam o morto a falar no outro mundo, participar de julgamentos e recitar palavras religiosas.

O ouro tinha uma relação especial com as divindades na religião egípcia. Sua cor, brilho e resistência ajudavam a representar algo eterno e ligado aos deuses.

Isso não significa que todas as pessoas enterradas no período recebessem uma língua. A prática aparece apenas em algumas sepulturas e poderia depender da época, do costume local e das condições da família.

Leia também: Fóssil com filhotes de 125 milhões de anos revela cuidado raro na época dos dinossauros

De qual época são as tumbas?

As tumbas pertencem aos períodos ptolomaico e romano. A data estimada vai dos últimos séculos antes de Cristo aos primeiros séculos da era atual.

Durante o período ptolomaico, o Egito foi governado por uma família de origem grega. Mais tarde, o território passou ao controle romano após a morte de Cleópatra VII.

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O formato das tumbas e os objetos mostram a mistura de costumes que existia na região:

Elemento encontrado O que ajuda a mostrar
Línguas de ouro A continuidade de crenças funerárias ligadas à tradição egípcia.
Escultura de Afrodite A presença de elementos religiosos ligados ao mundo grego.
Caixão de granito O investimento feito na preparação de alguns sepultamentos.
Tumbas em níveis diferentes A variedade de construções usada na mesma cidade funerária.
Altar com porta simbólica A relação religiosa entre o espaço dos vivos e o dos mortos.

O achado revela quem eram as pessoas enterradas?

O achado ainda não identifica com segurança todas as pessoas sepultadas. Os objetos mostram costumes, posição social e contatos culturais, mas não entregam nome, profissão ou origem de cada morto.

Os esqueletos podem passar por estudos de idade, sexo biológico, doenças, alimentação e possíveis laços familiares. Esses resultados dependem da conservação do material e de análises que ainda podem ser realizadas.

As línguas de ouro chamam atenção pelo brilho, mas seu maior valor está no contexto. Elas ajudam a mostrar como antigas crenças egípcias continuaram presentes mesmo durante governos de origem grega e romana.

Sua história pode virar reportagem

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Tags: arqueologiaEgito Antigoouro funeráriotumbas antigas

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