O interior de uma área funerária preservou sinais de pessoas que viveram em uma época de grandes mudanças culturais. Entre corredores, pedras e espaços de sepultamento, arqueólogos encontraram objetos ligados à comunicação com o mundo dos mortos. As línguas de ouro fazem parte de um conjunto que ajuda a revelar como tradições diferentes se encontraram.
Onde as 18 tumbas foram encontradas?
As tumbas foram encontradas em Marina el-Alamein, cidade antiga situada no litoral mediterrâneo do Egito. O local fica cerca de 100 quilômetros a oeste de Alexandria.
A missão arqueológica egípcia encontrou 11 tumbas abertas em áreas mais profundas do terreno. Outras 7 sepulturas estavam mais próximas da superfície. O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou que as escavações também revelaram caixões, restos humanos e vários objetos funerários.

O que foi encontrado dentro das sepulturas?
Os arqueólogos encontraram 24 peças de ouro colocadas dentro da boca de alguns mortos. O formato lembra uma língua humana, por isso esses objetos passaram a ser chamados de línguas de ouro.
O conjunto incluía materiais ligados ao enterro e à vida religiosa:
- Peças de ouro: 24 objetos em forma de língua estavam na boca de alguns mortos.
- Caixão de granito: uma grande estrutura de pedra guardava restos de um sepultamento.
- Restos humanos: esqueletos apareceram em diferentes pontos da área funerária.
- Altar de oferendas: uma base lembrava uma porta simbólica entre vivos e mortos.
- Esculturas: fragmentos representavam figuras ligadas às culturas egípcia e grega.
- Recipientes: vasos e ânforas acompanhavam parte das sepulturas.
Para que serviam as línguas de ouro?
As línguas de ouro tinham uma função funerária simbólica. A interpretação mais aceita é que elas ajudariam o morto a falar no outro mundo, participar de julgamentos e recitar palavras religiosas.
O ouro tinha uma relação especial com as divindades na religião egípcia. Sua cor, brilho e resistência ajudavam a representar algo eterno e ligado aos deuses.
Isso não significa que todas as pessoas enterradas no período recebessem uma língua. A prática aparece apenas em algumas sepulturas e poderia depender da época, do costume local e das condições da família.
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De qual época são as tumbas?
As tumbas pertencem aos períodos ptolomaico e romano. A data estimada vai dos últimos séculos antes de Cristo aos primeiros séculos da era atual.
Durante o período ptolomaico, o Egito foi governado por uma família de origem grega. Mais tarde, o território passou ao controle romano após a morte de Cleópatra VII.
O formato das tumbas e os objetos mostram a mistura de costumes que existia na região:
| Elemento encontrado | O que ajuda a mostrar |
|---|---|
| Línguas de ouro | A continuidade de crenças funerárias ligadas à tradição egípcia. |
| Escultura de Afrodite | A presença de elementos religiosos ligados ao mundo grego. |
| Caixão de granito | O investimento feito na preparação de alguns sepultamentos. |
| Tumbas em níveis diferentes | A variedade de construções usada na mesma cidade funerária. |
| Altar com porta simbólica | A relação religiosa entre o espaço dos vivos e o dos mortos. |
O achado revela quem eram as pessoas enterradas?
O achado ainda não identifica com segurança todas as pessoas sepultadas. Os objetos mostram costumes, posição social e contatos culturais, mas não entregam nome, profissão ou origem de cada morto.
Os esqueletos podem passar por estudos de idade, sexo biológico, doenças, alimentação e possíveis laços familiares. Esses resultados dependem da conservação do material e de análises que ainda podem ser realizadas.
As línguas de ouro chamam atenção pelo brilho, mas seu maior valor está no contexto. Elas ajudam a mostrar como antigas crenças egípcias continuaram presentes mesmo durante governos de origem grega e romana.




