Em um caso fictício, um casal aprovou um guarda-roupa planejado de 2,40 metros, mas recebeu um móvel 25 centímetros menor. A loja culpou a parede e recusou o ajuste. O projeto assinado e a nova medição permitiram verificar a divergência dimensional documentada e sustentaram o desfecho judicial inventado.
Que medida constava do projeto aprovado?
O casal tinha um desenho assinado com a medida de 2,40 metros para o guarda-roupa. Esse registro mostrava a dimensão aceita antes da fabricação e servia de referência para avaliar a entrega, além de conversas sobre acabamento e instalação.
Na marcenaria, móveis planejados precisam considerar o espaço disponível. Uma parede fora de esquadro pode exigir adaptação técnica, mas a alteração das medidas precisa ser explicada. Um projeto aprovado não desaparece porque surgiu dificuldade na obra.

O móvel chegou 25 centímetros menor
Depois da montagem, o casal percebeu que o móvel não correspondia ao tamanho desenhado. A loja sustentou que o problema era a parede e se recusou a refazer o projeto. O casal contestou a justificativa e pediu uma verificação independente.
Uma diferença de 25 centímetros pode afetar o espaço para roupas e a disposição das portas. Ainda assim, a avaliação exige saber se a medida era externa, útil ou referente a um módulo. A especificação contratada precisa ser lida por inteiro.
O que o laudo acrescentou à reclamação?
O casal contratou um profissional para medir o espaço depois da instalação. No episódio fictício, o laudo confirmou que o guarda-roupa não seguia o desenho aprovado, tornando a divergência mais clara do que uma discussão apenas verbal.
- Projeto: desenho assinado com largura de 2,40 metros. Guarde a versão anterior a qualquer mudança posterior.
- Fotografias: imagens do móvel pronto e do espaço ocupado. O enquadramento ajuda a visualizar a diferença real.
- Laudo: medição feita pelo profissional depois da instalação. O profissional pode descrever método e pontos medidos.
- Conversas: respostas da loja sobre a parede e a recusa de ajuste. Preserve a resposta dada antes da reclamação formal.
- Pagamento: comprovantes dos valores cobrados pelo projeto e montagem. A nota ajuda a separar produto e serviço contratado.
As medidas foram confrontadas com o projeto assinado e com a peça instalada. O laudo não substitui automaticamente todas as provas, mas pode mostrar se houve erro de execução ou necessidade técnica. Nesse caso, apoiou a alegação de entrega fora do combinado.
A recusa da loja manteve a diferença
A empresa manteve a versão de que a parede exigia ajuste. O casal, por outro lado, tinha documentos que sustentavam uma medida específica na compra. Sem acordo sobre a correção, a divergência passou a envolver custo de montagem e valor do móvel entregue.
O ponto não é impedir qualquer adaptação durante a instalação. Um ajuste pode ser legítimo quando necessário e autorizado. A dificuldade aparece quando a mudança relevante é feita sem concordância e o consumidor recebe menos do que contratou.

Qual solução o CDC permite para o móvel?
O Código de Defesa do Consumidor protege a oferta apresentada e prevê saídas para vícios do serviço. Dependendo da situação, são possíveis correção sem custo, restituição ou abatimento. A solução depende da natureza da falha e das provas do contrato.
O Procon-SP detalha essas opções do artigo 20. Não basta afirmar que todo móvel sob medida pode ser entregue em qualquer dimensão. A loja precisa demonstrar por que a alteração era necessária e como a mudança foi comunicada.
O desfecho fictício permite correção ou abatimento
Na sentença inventada, a comparação do projeto com o laudo fundamentou a conclusão de que houve entrega fora da medida. A decisão determinou corrigir a montagem ou devolver parte do pagamento, sem usar essa situação simulada como se fosse jurisprudência.
O resultado não dispensa conferir cada contrato real. Especificações, autorizações posteriores e condições do imóvel podem mudar a análise. Nesse exemplo, a solução preserva a medida prometida como referência e a prova documental como base para resolver a diferença.
Sua história pode virar reportagem
Conte por texto ou áudio — nomes e endereços viram fictícios antes de qualquer publicação.




