Sabará, cidade mineira, guarda surpresas atrás de fachada discreta: arte de influência chinesa. A Igreja do Ó, de 1717, divide o roteiro com um chafariz de 1757 e casarões da época da mineração. Perto de Belo Horizonte, o destino combina passeios históricos com os sabores da jabuticaba e do ora-pro-nóbis.
Por que Sabará rende uma viagem pelo tempo?
A história de Sabará está ligada ao ouro extraído no século XVII. O povoado cresceu e recebeu a condição de vila em 1711. Casarões, construções religiosas e antigas fontes de água permitem acompanhar essa trajetória pelas ruas, sem depender apenas de objetos em vitrines.
Essa herança fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o que permite combinar a visita com uma estadia na capital. O passeio ganha mais sentido quando inclui paradas demoradas diante das fachadas.

Como uma fachada simples guarda influência chinesa?
A Igreja de Nossa Senhora do Ó concentra um dos contrastes mais curiosos do destino. Pequena por fora, apresenta um interior com madeira trabalhada e decoração dourada. A Prefeitura de Sabará registra influência chinesa na arquitetura e na decoração interna, além de datar o templo de 1717.
A expressão barroco mineiro descreve o estilo de muitas dessas obras, reconhecido por curvas, ornamentos e riqueza de detalhes. Nessa igreja, observar o interior muda a impressão deixada pela fachada.
Que paradas completam o passeio pelo centro?
Depois desse encontro com a arte, o Chafariz do Kaquende aproxima a visita do cotidiano antigo. Construído em 1757, ele lembra a importância das fontes públicas antes da água encanada nas casas. Sua presença entre as construções ajuda a imaginar como as ruas também serviam ao abastecimento da população.
O Museu do Ouro ocupa a antiga Casa de Intendência e Fundição, ligada ao controle do metal extraído. A instituição reúne 749 objetos, entre móveis e peças relacionadas à mineração. A página oficial informa fechamento temporário para restaurações, por isso a visita interna precisa ser confirmada antes da viagem.
A seguir listamos 4 paradas que mostram diferentes lados do destino:
- Igreja do Ó: a pequena construção merece atenção aos trabalhos em madeira e aos detalhes que aparecem em sua decoração interna.
- Chafariz do Kaquende: a fonte de 1757 acrescenta ao roteiro uma lembrança do abastecimento de água nas ruas antigas.
- Casario histórico: portas, janelas e fachadas permitem observar o passado durante a caminhada, mesmo sem entrar em todos os prédios.
- Museu do Ouro: a antiga casa de fundição guarda um acervo ligado à mineração, mas a abertura precisa ser confirmada após as restaurações.
Quem quer conhecer as riquezas históricas de Minas Gerais, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal De fora em Juiz de Fora, que conta com mais de 93 mil visualizações, onde Tati Marmon apresenta os encantos de Sabará, cidade histórica próxima de Belo Horizonte, conhecida pelas igrejas coloniais, pelo passado ligado ao ouro e pela tradição da jabuticaba:
Onde a comida entra nesse roteiro histórico?
O caminho pelas construções pode ganhar uma pausa com ora-pro-nóbis, planta de folhas usadas em pratos da cozinha mineira. Sabará realiza um festival dedicado a esse ingrediente, com receitas tradicionais e novas combinações. A experiência leva o passeio para a mesa e ajuda a aproximar o patrimônio da vida atual.
A jabuticaba é outro sabor ligado ao município, que também realiza um festival dedicado à fruta. Quem viaja por esses eventos deve confirmar a programação do ano. Fora das festas, vale perguntar aos estabelecimentos quais produtos e pratos locais estão disponíveis, sem contar com uma oferta igual em qualquer mês.
A seguir listamos 3 opções de passeio para comparar o tipo de experiência antes de montar o roteiro:
| Interesse | Parada ou experiência | Antes de sair |
|---|---|---|
| Arte e arquitetura | Igreja do Ó | Confirmar abertura do interior |
| Vida no período do ouro | Casario e chafariz | Reservar tempo para caminhar |
| Comida local | Pratos e festivais | Consultar ofertas e programação |
Como aproveitar a visita sem transformar tudo em correria?
Comece com poucas paradas bem escolhidas e confirme quais interiores estão abertos. Caminhar pelo casario já faz parte da experiência, mas os pontos não precisam caber todos no mesmo dia.
Sabará combina arte e comida mineira numa viagem que cabe junto ao roteiro de Belo Horizonte. O chafariz antigo, a decoração de influência chinesa e os sabores locais oferecem motivos diferentes para ficar. A melhor ordem do passeio nasce das aberturas confirmadas e do tempo reservado para cada parada.
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