O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou a aquisição de 114 lojas que operam sob as bandeiras Epa e Mineirão Atacarejo pelo Supermercados BH. Anunciado em abril, o negócio envolve 103 supermercados e 11 atacarejos, consolidando uma das maiores movimentações do setor varejista mineiro.

A totalidade das 114 unidades adquiridas está localizada em Minas Gerais, distribuídas em 19 municípios. A negociação inicial previa a compra de 120 lojas, mas o CADE determinou a exclusão de seis unidades para evitar alta concentração de mercado em cidades específicas. A maior parte das lojas está em Belo Horizonte (75), seguida por Contagem (10) e Ribeirão das Neves (5).

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Como será a mudança para o consumidor?

A principal mudança visível para os clientes será a identidade visual. As fachadas, os uniformes dos funcionários e toda a comunicação interna das 114 lojas serão gradualmente adaptados para o padrão do Supermercados BH. Este processo envolve uma reforma estrutural e de layout para alinhar as unidades ao modelo da nova gestão.

Com a troca, os consumidores podem esperar um novo mix de produtos nas prateleiras, além de acesso às promoções e ao programa de fidelidade já conhecidos da rede mineira. A expectativa é que a transição ocorra de forma faseada para minimizar o impacto na rotina de compras dos clientes.

O fim da marca Epa?

Apesar da venda do bloco de lojas em Minas Gerais, as bandeiras Epa e Mineirão Atacarejo não desaparecerão. A DMA Distribuidora S/A, antiga proprietária, continuará operando com essas marcas nos estados onde mantém presença, como no Espírito Santo.

Após a publicação da decisão, o CADE estabelece um prazo de 15 dias para que concorrentes ou terceiros interessados apresentem contestações. Somente após esse período a operação poderá ser considerada definitiva e concluída.

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A transação se refere especificamente ao grupo de 114 lojas em território mineiro. Para o Supermercados BH, fundado em 1996 por Pedro Lourenço, a aquisição representa um salto estratégico que, segundo projeções, deve elevar o faturamento da empresa para cerca de R$ 34,6 bilhões, consolidando sua posição como uma das maiores do setor supermercadista nacional e líder absoluta em Minas Gerais.

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