12 de outubro

Varejo está pessimista com as vendas do Dia das Crianças 2026

Percentual de empresários que acham que vão vender mais do que no ano anterior caiu de 40,2%, em 2025, para 29,1%, neste ano

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O comércio está mais pessimista quanto às vendas relativas a esse Dia das Crianças do que no ano anterior. Uma pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) mostra que 29,1% dos empresários têm expectativa de vendas melhores, enquanto 26,5% projetam estabilidade e 21,8% esperam uma retração.

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Como comparação, em 2025 os otimistas somavam 40,2%, enquanto os que achavam que as vendas ficariam estáveis em relação ao ano anterior eram 21,4% e os que consideravam que o desempenho seria inferior representavam 9,3% dos entrevistados.

Entre os que esperam um crescimento das vendas, 20,5% dos empresários preveem altas que variam entre 5% e 10% ou entre 10% e 15% (11,6%). Entre os motivos apontados por eles, 56,3% justificaram pelo simples otimismo/expectativa, enquanto 34,5% confiam no apelo afetivo da data e 16% pelo aquecimento do comércio. 




Já entre os que preveem queda nas vendas, 31,3% acreditam que o recuo vai ficar entre 5% e 10%, enquanto 26,6% consideram que a queda vai ficar entre 10% e 15%. A retração do comércio é o motivo mais apontado pelos pessimistas, justificativa de 48,9% desse grupo, seguida pelo endividamento das famílias (25,6%), crise econômica (23,3%) e percepção sobre o governo atual (15,6%).

“Os resultados mostram um varejo atento a uma data que combina apelo emocional e potencial comercial, mas que também exige cuidado na tomada de decisão. O empresário percebe a oportunidade, porém considera o ambiente de consumo e a capacidade de compra das famílias antes de ampliar estoques ou intensificar investimentos”, avalia Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG.



Brinquedos continuam liderando a lista de presentes


O Dia das Crianças é considerado uma das principais datas do calendário comercial, impactando 78,2% das empresas do comércio varejista de Minas Gerais, tendo como principais segmentos os brinquedos, livros, jogos, vídeos, eletrônicos, vestuário, calçados, artigos esportivos e lazer.

De acordo com a Fecomércio MG, a data também se tornou um período de lançamentos de produtos voltados às festas de fim de ano, abrindo espaço para o clima natalino no varejo. 




Assim, 64,6% das empresas mostram que se planejaram com antecedência para o 12 de outubro, já tendo recebido todas as encomendas em seu estoque. Outros 28,6% ainda aguardavam remessas, enquanto 6,5% não haviam realizado os pedidos. Entre essas últimas, a principal justificativa foi a baixa expectativa de demanda, mencionada por 45,5%.

Para atrair os clientes e converter vendas, as estratégias adotadas pelos empresários são o atendimento diferenciado (20,2%), propaganda (17,1% ), promoções e liquidações (15,8%). Ainda chamou atenção na pesquisa que 19,9% não vão adotar nenhuma ação.

Quanto ao valor dos presentes, as faixas de tíquete médio mais citadas na pesquisa são de R$ 70 a R$ 100 e de R$ 100 a R$ 200, ambas com 23,6% das respostas. Os brinquedos lideram como opção de presente, citados por 23,1% dos empresários, seguidos por roupas (17,2%), balas e doces (10,7%), e calçados (8%).

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Presença digital


Aos empresários, a Fecomércio MG recomenda atenção à presença do digital. Entre as empresas impactadas pela data, 33,5% realizam vendem on-line. Nesse grupo, o WhatsApp é o principal canal, utilizado por 81,5% dos estabelecimentos, seguido pelas redes sociais, com 25%.

Algumas empresas relatam que as vendas digitais representam uma fatia relevante do faturamento, concentrada principalmente nas faixas de 15% a 20% (20,4% dos casos) e de 10% a 15% (18,5%) das receitas.

“Mais do que uma extensão da loja física, o ambiente digital aparece como parte da jornada de compra. O destaque do WhatsApp mostra que conveniência e contato direto continuam sendo importantes para o consumidor. Para o varejo, isso significa estar disponível no canal em que a decisão de compra efetivamente acontece”, afirma Gabriela.

A expectativa dos empresários é de que 85,1% dos consumidores comprem os presentes na semana do Dia das Crianças. “A concentração das compras na semana da data reforça a importância de o comércio estar preparado para responder rapidamente ao aumento da demanda. O consumidor pode deixar a decisão para os últimos dias, mas espera encontrar disponibilidade, facilidade de pagamento e uma experiência de compra simples”, acrescenta a economista.


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