O SABOR NA CORRIDA ELEITORAL

O que candidatos ao governo de MG têm a dizer sobre gastronomia?

Nomes que lideram a disputa pelo cargo máximo do estado falam sobre como se relacionam com a cozinha, elegem pratos preferidos e destacam propostas para impulsionar o setor

Publicidade
Carregando...

*Com Nara Ferreira

Fique por dentro das notícias que importam para você!


A gastronomia é parte da identidade de Minas Gerais, reconhecida dentro e fora do país. Ainda assim, o setor ocupa pouco espaço na corrida pelo governo do estado. Planos de governo, sabatinas e debates dos candidatos ao Palácio Tiradentes têm dedicado pouca – ou nenhuma – atenção a uma área que movimenta a economia e carrega parte da cultura mineira.




O peso da gastronomia se comprova através de reconhecimentos conquistados pelo estado. A capital mineira, por exemplo, integra a rede de Cidades Criativas da Gastronomia da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), enquanto o modo de fazer o Queijo Minas Artesanal é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. São títulos que se somam a uma tradição ligada à mesa, aos produtos locais e à cultura alimentar mineira.



Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel MG), o setor de alimentação fora do lar no estado é composto por mais de 160 mil empresas, que geram mais de 501 mil empregos diretos, com movimentação financeira em torno de R$ 47,3 bilhões a cada ano. Na capital, o segmento conta com quase 30 mil empresas, gera mais de 147 mil empregos diretos e tem movimentação financeira da ordem de R$ 5,4 bilhões anuais.



Por isso, o Estado de Minas entrevistou os candidatos mais bem colocados nas pesquisas para investigar qual a proximidade de cada postulante ao cargo com o setor e revela a seguir, em ordem alfabética, o que eles têm a dizer sobre o assunto.




A reportagem aproveitou a série de sabatinas em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa para fazer as entrevistas no estúdio da redação. Gabriel Azevedo (MDB) já havia participado antes do início da apuração, o que exigiu que a conversa fosse realizada em outro local.



Charutinho com costelinha



Para o candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PDT), se há um prato que traduz Minas Gerais, a escolha é direta: “O prato que é a cara de Minas é tropeiro.” A resposta acompanha uma defesa da preservação dos sabores e tradições locais, inclusive, diante da ideia de globalização da cozinha mineira. “Globalizar é meio cosmopolita demais para quem tem uma cultura tão rica igual a nossa”, afirmou.



Alexandre Kalil defende investimento em infraestrutura para que cidades do interior sejam atrativas para o turismo através da gastronomia

Alexandre Kalil defende investimento em infraestrutura para que cidades do interior sejam atrativas para o turismo através da gastronomia Jair Amaral/EM/D.A Press



O ex-prefeito de Belo Horizonte se mostrou contrário à globalização da gastronomia e defendeu que cada lugar mantenha suas próprias referências. “Sou completamente contra. Se eu for ao Pará, quero comer um pato no tucupi. Se eu estou aqui, quero um tropeiro com linguiça. Se eu for para a Bahia, quero comer uma moqueca.”



Kalil aproveitou para falar da culinária do Norte de Minas e de outras regiões do estado, que, para ele, não ganham tanto destaque quanto a da capital. “A comida de lá é espetacular”, elogiou. Entre os exemplos de produtos típicos, citou a carne de sol de Montes Claros e o fófa, biscoito tradicional de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. “Eles foram trazidos pelos imigrantes alemães.”



A relação com a comida também passa pela história da própria família. Mineiro e descendente de árabes, o candidato do PDT é direto ao escolher entre dois pratos que representam essas referências em sua trajetória: entre torresmo e quibe, fica com a receita do Oriente Médio.




Ainda assim, a mistura entre as cozinhas aparece nas lembranças de casa. Ele relembrou que a sua mãe adaptou o charutinho árabe, o malfuf, adicionando costelinha de porco à receita, em vez de carne moída. A carne era preparada separadamente antes de ser colocada para cozinhar com os charutinhos. “Os únicos que fazem charutinho com costelinha são minha mãe e eu.”



A parada obrigatória de Alexandre Kalil em Tiradentes é no restaurante Tragaluz para comer galinha-d’angola acompanhada de arroz caldoso com paio e especiarias, telha de angu e microbrotos

A parada obrigatória de Alexandre Kalil em Tiradentes é no restaurante Tragaluz para comer galinha-d’angola acompanhada de arroz caldoso com paio e especiarias, telha de angu e microbrotos Victor Schwaner/Divulgação



Kalil também conta que cozinha, mas, na hora de comer fora de casa, tem dois restaurantes “queridinhos”. Em Belo Horizonte, o primeiro é o Alguidares, no Bairro Cruzeiro, Região Centro-Sul, especializado em comida baiana. Por lá, a indicação é a moqueca de camarão com peixe, acompanhada de arroz, farofa e pirão de peixe.



Sua outra parada obrigatória fica fora da capital. No Tragaluz Restaurante Casa, no Centro de Tiradentes, Campo das Vertentes, o favorito é a Pintada Tragaluz, galinha-d’angola acompanhada de arroz caldoso com paio e especiarias, telha de angu e microbrotos.



Para que cidades do interior como Tiradentes sejam atrativas para o turismo através da gastronomia, ele defende investimento em infraestrutura. “Por exemplo, por que Tiradentes virou Tiradentes? Porque aquilo foi cuidado, restaurado e o empreendedor foi fazendo pousada, hotel, restaurante...”




Arroz com ovo caipira



Líder nas pesquisas até o fechamento desta reportagem, Cleitinho Azevedo (Republicanos) destacou o passado, quando trabalhou como verdureiro, para falar sobre a relação entre o governo e o produtor. “O estado não pode ser o inimigo do produtor. Ele tem que ser amigo. Então, ele tem que dar essa liberdade, tem que estar perto do produtor para entender a realidade dele, porque quem produz riqueza são os produtores.”



Por acreditar que a burocracia é uma grande dificuldade para pequenos comerciantes, Cleitinho Azevedo aposta na simplificação sanitária para produtos regionais

Por acreditar que a burocracia é uma grande dificuldade para pequenos comerciantes, Cleitinho Azevedo aposta na simplificação sanitária para produtos regionais Marcos Vieira/EM/D.A Press



Cleitinho reforçou: “Se eu virar governador, quero ter esse contato direto com esse pessoal para a gente poder ver o que é que eles necessitam durante o meu mandato, para que a gente possa trabalhar para poder dar essa liberdade de trabalho para eles.”



O candidato ainda disse acreditar que as grandes dificuldades para pequenos comerciantes no Brasil é pouco incentivo e muita burocracia. “É muita burocracia, muita lei em cima do produtor que precisa produzir para poder vender”, reforçou, defendendo a simplificação sanitária para produtos regionais e a expansão de selos de qualidade e origem gastronômica.



Quando o assunto é comida e memória, o candidato não hesita em falar que arroz com ovo caipira é o prato que mais lembra a sua infância. Por outro lado, quando questionado sobre que prato melhor representa Minas Gerais, o candidato foi direto e objetivo ao dizer “tropeiro”, mirando um ícone da nossa gastronomia.



Natural de Divinópolis, na Região Centro-Oeste do estado, Cleitinho disse que um dos endereços gastronômicos que mais frequenta está justamente em sua cidade natal: o Bar e Restaurante Megatherio. “Vou muito lá para tomar um caldo de feijão. Sou fã já tem uns 30 anos”, conta, ressaltando ainda outros itens do cardápio como a vaca atolada e o fígado acebolado.



Um dos endereços gastronômicos mais frequentados pelo candidato Cleitinho Azevedo é o Megatherio, em Divinópolis, onde vai tomar caldo de feijão

Um dos endereços gastronômicos mais frequentados pelo candidato Cleitinho Azevedo é o Megatherio, em Divinópolis, onde vai tomar caldo de feijão Isabella Almeida/Divulgação




Pegando o gancho de uma cidade próxima de Divinópolis, o candidato chama a atenção para como o fomento pode levar municípios menores a conseguirem transformar a culinária em turismo, renda e emprego.



“Vou falar para vocês de uma cidade que é perto de Divinópolis, chamada Itapecerica. Lá tem um festival gastronômico maravilhoso. Então, acho que o governo mesmo pode incentivar. E a gente sabe que às vezes o orçamento é restrito, mas [podemos] buscar a iniciativa privada para poder ajudar. A gente pode fazer isso no interior. Fomenta muito o turismo e a economia da cidade.”



Perguntado sobre a seleção de produtos mineiros que apresentaria para alguém de fora do estado, o candidato focou nos grandes clássicos. “Vou falar queijo, doce de leite, que sou apaixonado. Goiabada também, que gosto muito. A cachaça também, que é tradicional, e o café.”



Frango com quiabo



O candidato Flávio Roscoe (PL) teve dificuldade em escolher um só prato que representasse Minas Gerais, mas o que logo veio à mente, quando foi perguntado, foi um clássico incontestável. “O primeiro que pensei foi o frango com quiabo.”



Se for eleito governador, Flávio Roscoe pensa em uma parceria com o Sistema S, que inclui o Senac, por exemplo, para ampliar o treinamento em gastronomia

Se for eleito governador, Flávio Roscoe pensa em uma parceria com o Sistema S, que inclui o Senac, por exemplo, para ampliar o treinamento em gastronomia Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press



Ao ser questionado sobre o estabelecimento gastronômico que mais frequenta, o candidato afirmou que não tem ido a tantos bares e restaurantes, mas destacou um grande símbolo da culinária local. “Não tenho frequentado muitos [estabelecimentos], mas recentemente tenho ido mais ao Mercado Central”, reforça Roscoe, que esteve no endereço nos últimos dias, em campanha.



Lá, em meio à tantas opções de petiscos, pratos e sobremesas, ele diz que sua perdição são os doces. “De comida eu gosto de tudo, né? Esse é um problema, mas o meu [ponto] fraco é doce, sempre. Então, doce de leite, goiabada…”, conta o candidato, que ainda diz guardar um espacinho para os queijos.



A diversidade de ingredientes é um dos grandes diferenciais do estado quando o assunto é gastronomia, na visão de Roscoe. “Gosto da ‘briga’, por exemplo, do pequi de Montes Claros com o pequi de Corinto, que são diferentes. Da carne de sol de Montes Claros com a carne de sol de Governador Valadares. E aí a culinária do Sul de Minas é completamente diferente, a culinária do Triângulo também”, comentou.



Para valorizar tal diversidade, já tão demarcada entre as regiões do estado, o candidato sugere investimento no turismo. “A culinária é um grande atrativo do turismo em Minas Gerais. E o turismo também seria uma grande âncora para a culinária. Por que o turismo é tão relevante? Porque ele cria infraestrutura que o próprio habitante local pode usufruir. Então, por exemplo, quando você tem bons restaurantes, você tem turistas e o cidadão local pode comer bem também.”



O candidato Flávio Roscoe tem frequentado bastante o Mercado Central, onde sua perdição são os doces, mas também guarda um espaço para os queijos

O candidato Flávio Roscoe tem frequentado bastante o Mercado Central, onde sua perdição são os doces, mas também guarda um espaço para os queijos Jair Amaral/EM/D.A Press





A infraestrutura em relação ao transporte é outro ponto focal do candidato, que diz querer criar um “ciclo virtuoso” de toda a cadeira do terceiro setor, onde se encontram, por exemplo, o turismo, a gastronomia e a cultura. “Se você tem boas estradas porque tem o turista, o local também passa a ter uma boa infraestrutura. Se você tem uma boa malha aérea com aeroporto, com muitos voos, porque tem turista, também. Então a gastronomia e o turismo se retroalimentam”, enfatiza.



Sobre a mão de obra do setor, que é um tópico quente, Roscoe diz que, se eleito governador, apostaria em parceria com o Sistema S (que engloba entidades como Senac, Sesc e Senai). “Faria parceria com o Sistema S, ampliaria esse treinamento, porque acho que eles têm expertise e capacidade melhor para fazer um treinamento para a gastronomia do que o próprio estado.”



Repolho com alho negro



“Para mim, a cozinha mineira é feminina, representada por uma senhora que guarda tradições e aprendeu a cozinhar com seus antepassados”, define Gabriel Azevedo (MDB). Para o ex-vereador, Minas não poderia ser “reduzida” a apenas um prato. Na sua definição, entram tutu à mineira, frango com quiabo e ora-pro-nóbis, sem a necessidade de restringir a identidade gastronômica do estado a uma única receita. “Qualquer ingrediente do nosso território vai representar a cozinha mineira.”



Em manifesto pela cozinha mineira, Gabriel Azevedo propõe ampliar parcerias para formação de profissionais qualificados com instituições já consolidadas

Em manifesto pela cozinha mineira, Gabriel Azevedo propõe ampliar parcerias para formação de profissionais qualificados com instituições já consolidadas Jair Amaral/EM/D.A Press



Entre as “descobertas feitas nas andanças” da campanha, o ex-vereador cita o pastel de umbigo de bananeira, em Itabirito, na Região Central do estado. “É um troço que não consegui parar de comer”, brinca. Já em Salinas, no Norte de Minas, a farofa de carne do mercado da cidade também ganhou espaço na memória. “Me deixou sem educação.” A passagem pelo município ainda rendeu, segundo ele, excesso de bagagem por causa das garrafas que trouxe de lá.



A relação de Gabriel com a gastronomia também passa pelo trabalho. Ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, ele é sócio-proprietário do Minas Jazz Bar, no Centro da capital (onde ocorreu a entrevista), ao lado do chef Leo Paixão. O candidato cita a experiência no negócio para dizer que conhece “as dores do setor”. “Venho muito no meu próprio bar até para trabalhar”, conta.



Fora dali, um dos restaurantes que costuma frequentar é o Xapuri, no Bairro Trevo, Região da Pampulha, dedicado à comida mineira. Gabriel diz que, quando vai ao local, reserva parte do dia para aproveitar a refeição. Entre os pratos, cita o “Cheirin no Cangote”, prato da Boa Lembrança deste ano, feito com copa-lombo suíno defumado e grelhado com molho de laranja, purê de legumes, salada de repolho roxo fermentado e farofa de cebola crispy.



Copa-lombo suíno defumado e grelhado com molho de laranja, purê de legumes, salada de repolho roxo fermentado e farofa de cebola crispy é o seu prato de destaque no Xapuri

Copa-lombo suíno defumado e grelhado com molho de laranja, purê de legumes, salada de repolho roxo fermentado e farofa de cebola crispy é o seu prato de destaque no Xapuri Ideer Digital/Divulgação




Outro hábito é comer feijoada aos fins de semana, embora prefira não eleger uma favorita. Entre os endereços que têm chamado sua atenção recentemente, está o restaurante Casa Riuga, na Savassi. “Esse tem me fisgado pelo paladar”, diz. De lá, destaca o repolho tostado com emulsão de alho negro e crocante de abóbora fermentada.



Quando a conversa passa da mesa para os desafios do setor, Gabriel cita um manifesto que elaborou para a cozinha mineira estruturado em sete pontos. Entre as propostas, estão aproximar pequenos produtores de restaurantes e meios de hospedagem, ampliar o acesso a mercados e articular instituições como Emater-MG, Epamig e IMA. O candidato também defende a promoção da gastronomia mineira sem opor tradição e contemporaneidade e propõe ampliar parcerias para formação profissional com instituições como INHAC, Senac e Sebrae.



Suflê de queijo



Governador e candidato à reeleição em Minas, Mateus Simões (PSD) é um amante da gastronomia, desde a que é apresentada nos restaurantes até a que está dentro de casa. Inclusive, o prato que melhor representa Minas Gerais na visão dele é, justamente, caseiro. “É difícil mesmo, porque Minas é muito diversa. Mas, curiosamente, a minha Minas Gerais é representada por um prato que eu faço, que é o arroz com linguiça e couve.”



Mateus Simões considera a gastronomia parte do turismo e da cultura, portanto, tema central no desenvolvimento econômico do estado

Mateus Simões considera a gastronomia parte do turismo e da cultura, portanto, tema central no desenvolvimento econômico do estado Jair Amaral/EM/D.A Press



O governador justifica a escolha resgatando, inclusive, a infância na fazenda. “Primeiro, porque embutido é uma coisa muito nossa. Couve também é muito mineira. E o fato de você ter o famoso prato único também é uma coisa que parece com as nossas casas. Mas ele [o prato escolhido] se parece com aquilo que eu, como morei na fazenda até os 14 anos, comi como sendo a experiência típica de Minas Gerais”, defendeu Simões, que nasceu em Gurupi (TO) e cresceu em Araxá (MG).



Quando questionado sobre endereços que gosta de frequentar na capital mineira, o governador logo citou chefs que trabalham com ingredientes tradicionais de Minas usando técnicas diversas.



“Gosto muito de restaurantes que se dispõem a olhar para os pratos que a gente faz em Minas Gerais e repensá-los. Então, por exemplo, tudo que o chef Felipe Rameh faz me deixa encantado. Ele é muito cuidadoso com isso. Leo Paixão também é uma referência nos seus restaurantes. Caio Soter, para mim, é outra referência.” Ele citou, nominalmente, os restaurantes Pacato, Glouton e Trintaeum.



Apesar do apreço pelas casas com pegada mineira, Simões disse que seu restaurante favorito na capital é o Taste-Vin, do chef Rodrigo Fonseca, no Lourdes, Região Centro-Sul. Lá, o prato que mais se destaca, na sua visão, é o suflê de queijo da Serra do Salitre. Falando da gastronomia de outras cidades do estado, o candidato destacou o bife do restaurante Tabu, em Uberaba, a churrascaria Farroupilha, em Montes Claros, e o peixe frito de Varginha.



O restaurante favorito de Mateus Simões em Belo Horizonte é o Taste-Vin, onde não deixa de pedir o suflê de queijo da Serra do Salitre curado com pimenta dedo-de-moça

O restaurante favorito de Mateus Simões em Belo Horizonte é o Taste-Vin, onde não deixa de pedir o suflê de queijo da Serra do Salitre curado com pimenta dedo-de-moça Francisco Dumont/Divulgação




Em relação às ações voltadas para o setor, o governador ressalta a importância do programa do governo Trilhas de Futuro, que oferece cursos técnicos gratuitos de formação profissional, inclusive, na área da gastronomia. “Tenho o maior orgulho de o Trilhas de Futuro ter, por exemplo, cursos de gastronomia como o do INHAC, que, para mim, é a mais transformadora experiência de educação para a gastronomia do estado.”



Simões ainda destacou que considera culinária, turismo e cultura um assunto só. “Da experiência gastronômica numa fazenda, onde você vai ver um queijo sendo feito e vai comer o queijo, à alta gastronomia de Tiradentes e Belo Horizonte, para nós, gastronomia é parte do processo de turismo e cultura, e turismo e cultura são centrais no desenvolvimento econômico do estado”, completou.



Arroz, feijão, angu e carne



Para Patrus Ananias (PT), a união de diferentes ingredientes faz o prato que é a cara de Minas Gerais. “Minas é um estado diversificado e nós temos muitas riquezas culinárias na nossa interlocução com as diferentes regiões do Brasil. Penso que nós temos uma base comum, o arroz, o feijão, em boa parte do território nacional, o angu e carne, para aqueles que podem. E nós queremos que cada vez mais todas as pessoas possam ter acesso a ela também”, disse, destacando as carnes de frango e porco como fortes na cultura alimentar mineira.



Na visão de Patrus Ananias, valorizar a gastronomia tem relação com o fortalecimento da agricultura familiar e dos restaurantes populares

Na visão de Patrus Ananias, valorizar a gastronomia tem relação com o fortalecimento da agricultura familiar e dos restaurantes populares Jair Amaral/EM/D.A Press



O pequi, fruta muito representativa do Norte do estado, também foi destacado pelo ex-prefeito de BH. “O mineiro é um bom consumidor também das frutas nativas. Aqui estou lembrando do meu Norte de Minas. Na região, uma fruta nativa é o pequi, que tem muita força lá”, exemplificou o candidato nascido em Bocaiúva.



Embora destaque a abundância e a qualidade dos bares e restaurantes de BH, Patrus diz que costuma fazer suas refeições em casa. Um endereço, em especial, foi enfatizado.



“Um que sempre que posso eu vou, e que frequento desde meus tempos de estudante da Faculdade de Direito, é a Cantina do Lucas. Onde teve uma pessoa inesquecível, que foi o seu Olímpio [antigo e emblemático garçom da casa], e que é um espaço, além da alimentação saudável, de boa qualidade, cerveja geladinha, é um local também de encontro do campo da esquerda democrática, de pessoas que lutam pelo bem comum”, ressaltou.



O candidato destaca o prato Filezinho, com filé-mignon grelhado, arroz branco, ovo frito, batata frita e porção de feijão. “Então, a Cantina do Lucas, além da qualidade da gastronomia, tem também essa dimensão histórica, cultural, que toca muito o meu coração”, acrescenta.



Ao destacar a Cantina do Lucas, lugar que frequenta desde a faculdade, o candidato elege como prato favorito o filé-mignon com arroz, ovo, batata frita e feijão

Ao destacar a Cantina do Lucas, lugar que frequenta desde a faculdade, o candidato elege como prato favorito o filé-mignon com arroz, ovo, batata frita e feijão Victor Schwaner/Divulgação




Patrus destaca ainda a sua preocupação com a gastronomia em termos mais amplos. “Nós temos que valorizar a gastronomia regional. Tem a ver com o fortalecimento da agricultura nas regiões, especialmente a agricultura familiar. E é importante nós lembrarmos também que, ao falar da gastronomia, o trabalho que nós realizamos aqui na Prefeitura de Belo Horizonte, quando implantamos a Secretaria de Segurança Alimentar. Conseguimos abolir a fome em Belo Horizonte. Pretendemos fazer o mesmo agora no Governo de Minas Gerais.”



Nesse sentido, é importante que o alimento de qualidade chegue a todas as famílias, conforme enfatiza o candidato. “Um trabalho muito sério nesse sentido, os restaurantes populares, as cozinhas comunitárias, os bancos de alimentos, as parcerias com a agricultura familiar. E hoje há esse grande desafio também, que é garantirmos a alimentação para todas as pessoas e famílias, mas alimentação de boa qualidade, que preserve os valores da vida.”



Roteiro dos candidatos



Listamos os restaurantes que os postulantes ao governo do estado gostam de frequentar pela comida



Alguidares Bar e Restaurante



  • Rua Pium-Í, 1037, Cruzeiro

  • (31) 3221-8877

  • De terça a quinta, das 12h às 15h e das 18h30 às 23h

  • De quinta a sábado, das 12h às 23h

  • Domingo, das 12h às 18h

  • @alguidares


Bar e Restaurante Megatherio



  • Avenida Amazonas, 1248, Planalto – Divinópolis

  • (37) 3212-1054

  • De terça a sexta, das 18h às 22h30

  • Sábado e domingo, das 11h às 15h e das 18h às 22h30

  • @bar_e_restaurante_megatherio


Cantina do Lucas



  • Avenida Augusto de Lima, 233, Centro

  • (31) 3226-7153

  • De domingo a quinta, das 11h30 à 0h

  • Sexta e sábado, das 11h30 às 2h

  • @cantinadolucas


Casa Riuga



  • Rua Cláudio Manoel, 1124, Savassi

  • De terça a sexta, das 19h às 23h

  • Sábado, das 12h30 às 16h e das 19h às 23h

  • @casa.riuga


Farroupilha Churrascaria



  • Rua Eusébio Alves Sarmento, 110, Jardim Sao Luiz – Montes Claros

  • (38) 3213-3600

  • Todos os dias, das 11h às 15h e das 19h às 23h

  • @churrascariafarroupilha


Glouton



  • Rua Bárbara Heliodora, 71, Lourdes

  • (31) 3292-4237

  • De segunda a sábado, das 19h às 23h

  • @gloutonbh


Mercado Central



  • Avenida Augusto de Lima, 744, Centro

  • (31) 3274-9434

  • De segunda a sábado, das 8h às 18h

  • Domingo, das 8h às 13h

  • @mercadocentralbh


Pacato



  • Rua Rio de Janeiro, 2735, Lourdes

  • (31) 98324-8736

  • De quarta a sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h

  • Domingo, das 12h às 16h

  • @pacatobh


Restaurante Tabu



  • Avenida Francisco Pagliaro, 299, Vila Jockey Club Sii – Uberaba

  • (34) 3336-7702

  • De segunda a sexta, das 11h às 14h e das 18h30 às 22h

  • Sábado, das 11h às 14h30 e das 18h30 às 22h30

  • Domingo, das 11h às 14h30 e das 18h30 às 21h45

  • @restaurantetabu_uberaba



Tragaluz Restaurante Casa



  • Rua Direita, 52, Centro – Tiradentes

  • (32) 3355-1424

  • Segunda, quarta, quinta e domingo, das 19h às 23h

  • Sexta, das 19h à 00h

  • Sábado, das 12h30 às 15h e das 19h à 00h

  • @tragaluztiradentes


Trintaeum



  • Rua Professor Antônio Aleixo, 20, Lourdes

  • (31) 97141-7308

  • Segunda, das 7h às 10h30

  • De terça a quinta, das 7h às 10h30; das 12h às 15h30; e das 19h às 23h

  • Sexta, das 7h às 11h30, das 12h às 15h30 e das 19h às 23h

  • Sábado, das 7h às 10h30, das 12h às 16h e das 19h às 23h

  • Domingo, das 7h às 10h30 e das 12h às 16h

  • @trintaeumrestaurante


Taste-Vin

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia



  • Rua Curitiba, 2105, Lourdes

  • (31) 3292-5423

  • Segunda a terça, das 19h às 23h

  • Quarta, das 19h às 23h30

  • Quinta e sexta, das 19h à 0h

  • Sábado, das 12h30 às 16h e das 19h às 23h30

  • @restaurante_tastevin


Xapuri



  • Rua Mandacarú, 260, loja 1 – Trevo

  • (31) 3496-6198

  • De terça a sábado, das 11h às 22h

  • Domingo, das 11h às 17h

  • @xapurirestaurante


Tópicos relacionados:

eleicoes2026 gastronomia propostas

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay