MÚSICA

Cobra Coral revisita clássicos do Clube da Esquina

Espetáculo leva ao palco do Palácio das Artes, nesta sexta-feira (10/7), obras de Milton Nascimento, Lô Borges, Toninho Horta e Nelson Angelo em novos arranjos

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As canções do Clube da Esquina sempre fizeram parte dos shows do Cobra Coral. No entanto, a ideia de montar um espetáculo inteiramente dedicado ao movimento surgiu apenas no fim do ano passado, embora a relação do trio com esse repertório tenha começado muito antes.

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Presente na trajetória do grupo desde a fundação, em 2010, a obra de Milton Nascimento, Toninho Horta, Lô Borges e de outros nomes do Clube é celebrada no espetáculo Cobra Coral canta Clube da Esquina, que será apresentado nesta sexta-feira (10/7), no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes.


A cantora Mariana Nunes conta que o Clube faz parte da identidade artística do Cobra Coral. “A gente sempre teve músicas do Clube nos shows, nos discos. Sempre foi uma referência e uma influência para nós. Então, era natural que, em algum momento, fizéssemos um trabalho específico sobre esse repertório", afirma.


Ao longo da trajetória, o grupo chegou a dividir palco com Milton Nascimento, em diferentes ocasiões, participou do disco “Trilha sonora de uma viagem”, de Nelson Angelo, e gravou a composição “Quadros modernos”, de Toninho Horta.


O espetáculo nasceu em 2025, a partir de um convite do Sesc Palladium para integrar a programação de um encontro dedicado à música mineira. Mariana lembra que a criação do show ocorreu de forma natural, justamente pela proximidade do grupo com o repertório.


“Quando fomos montar esse espetáculo, tudo fluiu de um jeito muito natural, muito fácil, porque é um repertório que já está na gente”, diz. A apresentação agradou ao público e voltou aos palcos no início deste ano, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas. Agora, será apresentado pela primeira vez no Palácio das Artes.


Novidades

O show preserva boa parte do repertório das apresentações anteriores, mas também traz novidades que Mariana prefere manter em segredo para surpreender o público. “Tem músicas novas, mas não vou contar quais são. O que as pessoas podem esperar é um show emocionante”, afirma.


O repertório reúne clássicos como “Clube da Esquina nº 2”, “Travessia”, “Nada será como antes” e “Encontros e despedidas”. A seleção, diz a cantora, foi construída a partir das memórias afetivas dos integrantes do grupo.


“Se fosse para escolher todas as músicas que a gente gostaria de cantar, teríamos que fazer quatro shows seguidos. É muita coisa boa. A seleção foi muito afetiva. Cada um foi escolhendo aquilo que amava e sentia que não podia ficar de fora”, afirma.


O espetáculo inclui três composições do próprio Cobra Coral. Segundo Mariana, são canções que dialogam com o universo sonoro e poético do Clube da Esquina. Outra novidade é a formação ampliada. Além de Mariana Nunes, Kadu Vianna e Pedro Morais nos vocais, o show conta com Helton Lima, na bateria, e Luadson Constâncio, nos teclados.

A mudança permite explorar novas possibilidades musicais, sem abandonar a identidade vocal do trio. “Os arranjos foram surgindo muito pela intuição. Em alguns momentos, nos inspiramos nos arranjos originais, porque são incríveis, mas sempre buscando a identidade do Cobra Coral”, conta Nunes.


Para ela, interpretar o repertório do Clube da Esquina tem um significado especial para quem nasceu em Minas Gerais. “Esse repertório se diferencia de qualquer outro da música brasileira porque é algo muito nosso. É um cancioneiro que diz muito da nossa identidade. Eu costumo dizer que ele é meio sagrado para quem é mineiro”, comenta.


O local do show de hoje também tem um significado especial para o grupo. “O Palácio das Artes nasceu praticamente junto com o Clube da Esquina. Os dois têm cerca de 55 anos e fazem parte da história da música em Minas. Apresentar esse espetáculo nesse palco traz mais de uma camada de emoção. Era um lugar onde a gente realmente queria estar.”


A apresentação também será uma homenagem à memória e ao legado de Flávio Henrique (1968-2018), fundador do Cobra Coral, que morreu aos 49 anos, em decorrência de complicações da febre amarela.

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“COBRA CORAL CANTA CLUBE DA ESQUINA”
Sexta-feira (10/7), às 20h30, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 - Centro). Ingressos no Sympla e na bilheteria. Plateias I e II R$120 (inteira) e R$ 60 (meia) e Plateia Superior R$100 (inteira) e R$ 50 (meia).

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