A cantora Zaynara inicia uma nova fase da carreira com o lançamento do EP e audiovisual “DELIRAR”, projeto que aposta em uma sonoridade mais intensa, dançante e eletrônica. A primeira faixa do EP, “Algema”, foi lançada nessa quarta-feira (28/5). O trabalho une Beat Melody, Rock Doido e elementos tecnológicos para apresentar uma nova faceta da artista de 24 anos.
Gravado em Belém do Pará, o audiovisual reuniu fãs, influenciadores e mais de 50 profissionais em uma experiência sensorial pensada para traduzir a atmosfera do projeto. As faixas também serão lançadas no YouTube em formato de vídeos individuais.
Segundo a artista, o novo trabalho surgiu após um longo período de imersão no álbum “Amor perene”. Ela diz que o processo criativo desta vez foi mais rápido e intenso. “Eu estava sentindo falta dessa coisa mais dinâmica, mais rápida. ‘DELIRAR’ nasceu assim, de forma muito mais frenética”, explica.
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A cantora afirma que o projeto representa um reencontro com a energia dos palcos paraenses e com a linguagem audiovisual presente no início de sua trajetória.
“DELIRAR” também marca o primeiro audiovisual da cantora gravado com plateia. Segundo Zaynara, a troca com os fãs transformou a experiência. “A proximidade com o público foi muito especial porque consegui sentir o que eles estavam sentindo no primeiro contato com as músicas”, conta.
A proposta futurista do projeto também aparece no visual. O figurino usado pela cantora foi desenvolvido pelo estilista paraense Fabrício Neves, que já trabalhou com artistas como Gloria Groove e Christian Chávez.
Identidade artística
Produzido por Will Love, da Gang do Eletro, o EP amplia as possibilidades do Beat Melody ao aproximá-lo ainda mais do Rock Doido, estilo conhecido pela explosão de energia nas aparelhagens do Pará. “Experimentar o Beat Melody com elementos do Rock Doido é algo muito natural para mim, porque isso sempre existiu nos meus shows”, aponta.
O trabalho conta com cinco faixas, incluindo músicas inéditas e releituras de sucessos da cantora em versões mais eletrônicas. Além de “Algema”, outra faixa inédita é “Delirar”. O projeto ainda traz remixes de “Aceita meu tchau”, “Águas rasas” e “A destruidora”, esta última com participação da Gang do Eletro.
Entre as músicas do projeto, Zaynara admite ter dificuldade para escolher uma favorita, mas destaca a coreografia da faixa-título. “Eu amo a coreografia de ‘Delirar’. São músicas muito dançantes”, disse.
A artista também reconhece o potencial das músicas para viralizarem nas redes sociais, especialmente no TikTok. “Quero muito que a galera dance e sinta isso. As músicas foram feitas para serem sentidas”, declarou.
Em “Algema”, Zaynara dialoga com “Prisioneira”, do Bonde do Tigrão, conhecida pelo verso “Mãos para o alto, novinha”, mas adaptando a letra para “novinho”. Para Zaynara, a mudança vai além de apenas atualizar a música. “Eu continuo nesse discurso de pessoas donas de si, que sabem o que querem”, explicou.
Resistência aos ritmos do Norte ainda existe
Segundo Zaynara, o pop produzido na Amazônia conversa diretamente com a música pop feita no restante do país. Ela destaca que o crescimento do Beat Melody e do Rock Doido fora da região Norte ajudam a popularizar ainda mais os ritmos, mas que ainda existe resistência em alguns ambientes.
“Não dá para negar que às vezes existe resistência, mas a gente já vem ocupando espaços que sempre foram nossos”, afirmou.
Para a artista, a expansão do gênero depende principalmente de dar mais visibilidade aos músicos paraenses. “Tem muitos artistas incríveis aqui no Pará. Quanto mais as pessoas conhecerem, mais o ritmo vai se firmar no Brasil inteiro”, disse.
Próximos passos
Mesmo com o lançamento recente do EP, Zaynara afirma que já pensa nos próximos projetos. Entre os planos está a gravação de um DVD ao vivo ainda em 2026. “Não tem como parar. A gente acaba um projeto já pensando no outro”, confessa.
A cantora comentou o desejo de se aproximar do público mineiro. Apesar de ainda não ter feito shows em Minas Gerais, ela disse que espera visitar o estado em breve.
“Tenho muita vontade de ir para Minas. Quero muito viver isso com as pessoas daí e comer um feijão tropeiro de verdade”, brincou.
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Em troca, ela recomenda aos mineiros um dos pratos mais tradicionais do Pará: a maniçoba, preparada com folhas de maniva cozidas durante sete dias. “É como se fosse uma feijoada do Pará”, explica
