‘Quilos Mortais Brasil’ volta mais íntimo e emocional na 2ª temporada
Série documental estreia com seis episódios que exploram os desafios físicos e emocionais da obesidade severa
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A segunda temporada de “Quilos mortais Brasil” estreia nesta quinta-feira (7/5) na HBO Max, com a proposta de aprofundar o olhar sobre a obesidade severa. A série não quer abordar apenas como condição física, mas como um fenômeno complexo, atravessado por questões emocionais, sociais e psicológicas.
Ao longo de seis episódios inéditos, a série documental acompanha histórias reais de brasileiros que enfrentam o desafio de transformar suas vidas por meio da cirurgia bariátrica.
Diferente da primeira temporada, o novo ciclo aposta em um formato mais intimista: cada episódio é dedicado a um único paciente. Com cerca de 45 minutos de duração, os capítulos permitem acompanhar com mais profundidade o início, os conflitos e os desdobramentos de cada trajetória.
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“A gente conseguiu conviver mais com esses personagens. São histórias muito únicas, cada uma com uma singularidade. Não são histórias iguais em que só muda a pessoa, cada episódio traz uma camada diferente”, afirma Luciana Soligo, da Warner Bros. Discovery.
“A gente tentou entrar ainda mais nas histórias, trazer uma outra camada de cada personagem. É uma temporada muito mais emocional”, reforça Fernando Contreras, da Endemol Shine Brasil.
Muito além da balança
Um dos principais diferenciais da versão brasileira em relação à original americana está na abordagem. Aqui, não há peso mínimo para participação nem a centralidade em um único médico. O foco está nos pacientes.
“Essas pessoas já iriam passar por esse processo mesmo se a gente não estivesse ali. A gente entra para acompanhar essa jornada. É muito mais um docu-reality de observação do que um programa que induz alguma decisão”, explica Soligo.
Outro ponto forte da nova temporada é a forma como a série incorpora a realidade brasileira. Questões como hábitos alimentares, contexto social e acesso à saúde aparecem de maneira orgânica.
“O motivo de cada um buscar a bariátrica é muito brasileiro. “Tem gente que cresceu com hábitos alimentares que hoje a gente entende como equivocados, mas que na época não eram vistos assim”, diz Soligo.
“Não é só sobre comida. A série mostra que existem várias camadas — emocionais, familiares, sociais. Isso foge daquele senso comum de que é apenas uma questão de alimentação”, completa Contreras.
Além disso, o formato se distancia da versão americana ao não centralizar a narrativa em um único especialista. “Aqui, o foco são os pacientes, não o médico. Isso permite que a gente conte mais histórias e reflita melhor a realidade do país”, explica.
Personagens que emocionam
Entre os destaques da temporada está Sandra, protagonista do primeiro episódio. Sua trajetória envolve não apenas a preparação para a bariátrica, mas também uma cirurgia anterior necessária para viabilizar o procedimento.
“Ela é uma mulher encantadora, mas que perdeu um pouco o brilho da vida por questões emocionais. E a gente acompanha esse processo de reencontro com a felicidade”, destaca Soligo.
Mas ela não é a única história marcante. “A gente se apaixona por todos. São histórias diversas, e de alguma forma você se reconhece em cada uma delas”, ”, diz Contreras.
Um dos principais méritos da série é enfrentar o estigma ainda associado à obesidade. Ao longo dos episódios, fica evidente que a condição está longe de ser resultado de “falta de força de vontade”.
“A maior dificuldade ainda é esse primeiro passo: entender que é uma doença e que precisa de ajuda especializada. Existe muito preconceito em torno disso”, afirma Soligo.
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Contreras reforça que a produção teve cuidado com essa abordagem. “A gente sabe que existe um senso comum. Então, nosso papel é justamente mostrar que é muito mais complexo do que parece”, aponta.