CINEMA

Festival de Berlim começa hoje, com forte presença brasileira

Dez filmes nacionais, sendo dois mineiros, marcam presença na mostra alemã, que tem início nesta quinta (12/2), com 22 longas disputando o Urso de Ouro

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Dez filmes, nove deles longas – sendo dois mineiros. A presença brasileira no Festival de Berlim 2026, cuja 76ª edição começa nesta quinta-feira (12/2), é grande, como o foi no ano passado. Não há um longa nacional na competição principal. Mas o verde e amarelo, ainda que pela tangente, está na disputa pelo Urso de Ouro.

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Karim Aïnouz dirige “Rosebush Pruning”, coprodução entre Alemanha, Espanha, Itália e Reino Unido, com elenco internacional, que está entre os 22 longas que disputam o principal prêmio da Berlinale. A première com o elenco encabeçado por Elle Fanning e Callum Turner será neste sábado (14/2), no Berlinale Palast.

Ao Estado de Minas, Aïnouz comentou de sua vontade de trabalhar com os super-ricos, tema em alta na ficção, vide o sucesso que a série “White Lotus” vem colhendo há três temporadas.

A história acompanha uma família milionária – pai viúvo e quatro filhos – que vive ensimesmada em uma mansão na Catalunha, Espanha. A chegada de dois forasteiros mexe com as estruturas. “São personagens absurdos e, por isso, engraçados, que trabalho por meio da sátira”, disse o diretor cearense radicado em Berlim.

Puxando a farinha para o nosso saco, a Berlinale selecionou os mineiros “Se eu fosse vivo...vivia”, de André Novais Oliveira, da Filmes de Plástico, para a mostra Panorama (première no domingo, 15/2) e “Nosso segredo”, estreia na direção de longas de Grace Passô (première neste sábado). Este filme participa da Perspectives, competição criada em 2025 dedicada exclusivamente a primeiros filmes.

As produções, ambas rodadas em Belo Horizonte e arredores, têm outros pontos de interseção. São representantes do cinema negro brasileiro e contam histórias pessoais. Além disso, Grace e André são muito próximos. Boa parte da experiência dela como atriz no cinema vem das produções da Filmes de Plástico. Foi dirigida por André em “Temporada” e “O dia que te conheci”.

“Se eu fosse vivo...vivia” trata de envelhecimento e luto. A inspiração primeira foi a morte, em 2018, da mãe do realizador, Maria José, conhecida como dona Zezé, atriz de seus primeiros filmes. Seu pai, Norberto Novais Oliveira, protagoniza o drama, fazendo par com a escritora Conceição Evaristo, estreante no cinema. Eles interpretam Gilberto e Jacira, e o filme acompanha o casal da juventude à velhice, durante cinco décadas.


“Nosso segredo”


Berlim é uma novidade para a produtora Filmes de Plástico, que já levou seus títulos para outros festivais europeus, Cannes e Locarno entre eles. “Se eu fosse vivo...vivia” terá entre os concorrentes “Isabel”, de Gabe Klinger. Também selecionado para a Panorama, o filme traz Marina Person e Caio Horowicz em história sobre uma sommelière que sonha abrir seu próprio bar de vinhos.

Já a gênese de “Nosso segredo” é “Amores surdos”, primeiro texto que Grace – atriz, dramaturga e diretora – escreveu para teatro – o espetáculo homônimo, do grupo Espanca!, estreou há 20 anos. O luto também faz parte da narrativa, que acompanha uma família negra de um bairro popular de Belo Horizonte.

A maior parte do filme foi rodada na casa onde a própria Grace foi criada, no bairro Inconfidência. O drama acompanha uma família que perdeu um parente próximo justamente quando a residência estava sendo construída. Ainda que traga elementos de sua trajetória, Grace comenta que “Nosso segredo” não é uma história autobiográfica.

A participação brasileira nas mostras paralelas segue com “Feito pipa”, de Allan Deberton e estrelado por Lázaro Ramos, selecionado para a mostra Generation, dedicada a produções com temáticas infanto-juvenis. Conta a história de amadurecimento de um menino, ao lado de sua avó e seu pai. Outra atração desta mostra é o documentário "A fabulosa máquina do tempo", de Eliza Capai, sobre meninas que vivem no sertão.

Também na Generation, Priscilla Kellen apresenta "Papaya", animação sobre uma pequena semente da Amazônia que não quer se juntar ao solo, e Karen Suzane, "Quatro meninas", que acompanha garotas escravizadas que conseguem escapar de sua algoz.

Da mostra Forum participam o curta “Floresta do fim do mundo”, de Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa, e o longa “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, de Janaína Marques.

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O Brasil ainda é um dos coprodutores de “Narciso”, do paraguaio Marcelo Martinessi, sobre um artista que quer se tornar um ícone do rock e desafiar a ditadura do Paraguai, nos anos 1950.

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