Apontada como nome ligado à direita dos Estados Unidos, Sydney Sweeney nega qualquer posicionamento político - (crédito: Patrick T. Fallon / AFP)
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Depois de inúmeras críticas, a atriz Sydney Sweeneyrejeitou o apelido de “Barbie MAGA” e negou qualquer ligação ideológica com Donald Trump. A estrela de “Euphoria” é alvo de controvérsia nas redes sociais desde que participou de campanha publicitária para a American Eagle Outfitters. Em entrevista à revista Cosmopolitan, publicada na quinta-feira (29/1), a atriz afirmou que não quer ser associada a debates políticos.
A polêmica teve início após o lançamento da campanha “Great Jeans”, que, em inglês, tem pronúncia semelhante a “genes”. Na publicidade divulgada em julho de 2025, Sweeney aparece promovendo jeans da marca. Parte dos internautas criticou o anúncio, alegando que a ênfase em características físicas da atriz, como cabelos loiros e olhos azuis, evocaria discursos ligados à eugenia e até à propaganda nazista.
“Nunca estive aqui para falar de política. Sempre estive aqui para fazer arte, então esta não é uma conversa na qual eu queira estar no centro”, afirmou Sweeney à Cosmopolitan.
A atriz, de 28 anos, é registrada como republicana – partido de Trump – desde junho de 2024, mas nunca confirmou publicamente qualquer alinhamento ideológico. Segundo ela, essa informação acabou servindo de base para projeções e ataques. “Acho que, por causa disso, as pessoas querem ir ainda mais longe e me usar como peão. Mas é alguém me atribuindo algo, e eu não posso controlar isso”, disse.
Sweeney destacou que não se considera uma pessoa movida por ódio e reconheceu a dificuldade de lidar com acusações politicamente carregadas. “Se eu disser: ‘Isso não é verdade’, eles vão me atacar dizendo: ‘Você só está dizendo isso para se promover. Eu só tenho que continuar sendo quem eu sou, porque eu sei quem eu sou. Não posso obrigar todo mundo a me amar. Eu sei o que defendo”, afirmou.
A atriz também reforçou que sua carreira sempre esteve centrada nas artes, não na política. “Estou nas artes. Não estou aqui para falar de política”, declarou.
“Essa não é uma área na qual eu jamais imaginei me envolver. Me tornei atriz porque gosto de contar histórias, mas não acredito em ódio de nenhuma forma. Acredito que todos devemos nos amar, respeitar e compreender uns aos outros”, defendeu.
Em outra entrevista, concedida recentemente à revista People, Sweeney admitiu que seu silêncio inicial sobre a campanha pode ter contribuído para os mal-entendidos. “Quem me conhece sabe que estou sempre tentando unir as pessoas. Sou contra o ódio e a divisão. No passado, minha postura era nunca responder à imprensa, mas percebi que meu silêncio só aumentou a divisão, em vez de diminuí-la”, disse.
Ela afirmou ainda que ficou surpresa com a repercussão negativa do anúncio. “Eu participei porque amo os jeans e amo a marca. Não concordo com as opiniões que algumas pessoas escolheram associar à campanha. Muitos me atribuíram motivações e rótulos que simplesmente não são verdadeiros”, apontou.
A American Eagle também se manifestou, afirmando que a campanha tinha como único objetivo promover seus produtos. “Continuaremos a celebrar como todos usam seus jeans AE com confiança, do seu jeito. Jeans incríveis ficam bem em todos”, declarou a empresa em comunicado nas redes sociais.
Apesar das críticas, o anúncio recebeu apoio de integrantes da administração Trump, incluindo do próprio presidente, especialmente depois da circulação de informações sobre a suposta filiação republicana da atriz, algo que ela nunca confirmou oficialmente. Na entrevista à Cosmopolitan, que também marcou o anúncio de sua nova linha de lingerie, a SYRN, Sweeney comentou o impacto pessoal do cancelamento online.
“Definitivamente não é confortável ter pessoas dizendo o que você acredita ou pensa, especialmente quando isso não se alinha com você. Tem sido estranho ter que lidar com isso e digerir, porque não sou eu. Nada disso me representa”, afirmou.
Ela disse ainda que tem se afastado gradualmente das redes sociais por considerar o ambiente tóxico. “Chegou a um nível que não é saudável para mim digerir tudo isso”, disse.
Sydney está em um relacionamento com o polêmico produtor musical Scooter Braun. Eles se conheceram em junho, durante o casamento de Jeff Bezos e Lauren Sánchez, em Veneza. De acordo com o The Sun, o casal estaria levando a relação a um novo patamar e planejando morar junto em breve.
Wikimedia Commons / Ashley Graham
Na vida pessoal, Sweeney começou a namorar o empresário Jonathan Davino em 2018, e eles ficaram noivos em 2022. Produziram juntos filmes como "Todos menos Você" e "Imaculada" O casal se separou em 2025.
Reprodução Instagram
"Eu treinava três vezes por dia, todos os dias. Pesos de manhã, kickboxing ao meio-dia e musculação à noite", explicou. Além disso, seguiu uma dieta rigorosa com frango, shakes e frutas. Nas filmagens, enfrentou lutas reais, que chegaram a causar hematomas e concussões.
Reprodução/Instagram
Seu próximo filme, "Christy", estreia em novembro nos Estados Unidos e a atriz revelou a preparação intensa para viver Christy Martin, um ícone do boxe e membro do Hall da Fama. urante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, ela contou que ganhou 13 kg em apenas três meses.
Reprodução/Instagram
No mesmo ano, Sydney estrelou seu primeiro filme de terror. Em "Imaculada" ela interpreta Cecília, uma jovem religiosa que se torna freira e passa a ser assombrada por forças malignas. Além de atuar, Sweeney também tem sua própria produtora, a Fifty-Fifty Films, fundada em 2020.
reprodução / imaculada
Em 2024, Sweeney interpretou a super-heróina Julia Carpenter, no filme "Madame Teia". O filme foi detonado pela crítica mundial e foi muito mal nas bilheterias.
Sony Pictures/Divulgação
O resultado foi uma divulgação massiva e orgânica, levando o filme a ultrapassar US$ 200 milhões em bilheteria mundial e se tornar um raro fenômeno do gênero nos últimos anos.
Instagram @sydney_sweeney
A comédia romântica "Todos Menos Você", citada pela produtora Carol Baum, estreou em 2023 e não foi bem nas críticas, porém fez sucesso nas redes sociais, principalmente por causa dos rumores de romance verdadeiro entre Sydney e o ator Glen Powell.
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Por esses papéis em "Euphoria" e "The White Lotus", a atriz foi indicada ao Emmy Awards duplamente em 2022.
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Em 2021, Sweeney chamou a atenção novamente ao interpretar a personagem Olivia Mossbacher na 1ª temporada da série "The White Lotus", outra produção de sucesso da HBO.
reprodução The White Lotus
Em 2019, a atriz ganhou ainda mais status ao fazer uma ponta no filme "Era Uma Vez em... Hollywood", do diretor Quentin Tarantino, e principalmente a série "Euphoria" da HBO.
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No mesmo ano, ela atuou na minissérie da HBO "Objetos Cortantes", ao lado de Amy Adams.
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Nascida em 1997, em Washington, Sydney Bernice Sweeney tem ganhado destaque nos últimos anos por papéis em produções de sucesso. Embora tenha começado a atuar em 2009, aos 12 anos, ela só passou a ganhar projeção em 2018, ao participar da 2ª temporada da série "O Conto da Aia".
reprodução / O Conto da Aia
Recentemente, ao saber que a atriz americana é filiada ao Partido Republicano desde 2024, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou: “Agora eu adoro o comercial dela. Se Sydney Sweeney é uma republicana registrada, acho o comercial dela fantástico”, disse.
Gage Skidmore/Wikimedia Commons/
O comercial parece fazer referência a outro vídeo publicitário (e polêmico) dos anos 1980. Protagonizada por Brooke Shields aos 15 anos e lançada pela Calvin Klein, aquela propaganda também citava fatores genéticos.
Foto: Pixabay
A propaganda faz um trocadilho com as palavras "jeans" e "genes" (no inglês, a pronúncia dos termos é similar), destacando que são azuis (a roupa e os olhos da atriz). Muita gente associou esse trocadilho à eugenia, teoria pseudocientífica que defende a superioridade genética e que, no século 20, influenciou o nazismo.
Foto: Instagram American Eagle
Em resposta, a assessoria da atriz divulgou um comunicado: “Muito triste uma mulher na posição de compartilhar sua esperteza e experiência escolher atacar outra mulher. Menosprezar injustamente uma companheira fala muito sobre o caráter de Ms. Baum". A produtora pediu desculpas.
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"Eu estava assistindo a 'Todos Menos Você' no avião.. Ela não é bonita, ela não sabe atuar. Por que ela é tão atraente?"", disse a produtora, em um bate papo com Janet Maslin, crítica do New York Times.
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Não é a primeira vez que o nome de Sydney Sweeney é alvo de críticas. Em 2024, uma produtora veterana de Hollywood, Carol Baum, fez duras críticas à sua atuação.
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A artista classificou a escolha como “estranha” e afirmou estar descontente com a escalação, dizendo apenas esperar que a atriz receba outra proposta que a afaste do projeto.
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Segundo ela, embora Sweeney seja talentosa, é “frágil e minúscula”, além de muito diferente em aparência, postura e modo de pensar.
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A atriz Kim Novak criticou duramente a escolha de Sydney Sweeney para interpretá-la no filme “Scandalous”, dirigido por Colman Domingo.
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