Mostra Sesc de Cinema movimenta Cataguases
Documentário sobre evasão escolar filmado em escola no Taquaril será o representante mineiro entre os 31 filmes selecionados e divididos em duas seções
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Berço do cineasta Humberto Mauro (1897-1983) e do Ciclo de Cataguases, movimento que ajudou a consolidar as bases do cinema brasileiro nas primeiras décadas do século 20, a cidade da Zona da Mata recebe, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, a abertura nacional da 9ª Mostra Sesc de Cinema, um dos principais projetos de incentivo à produção audiovisual independente do país.
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O evento será realizado em um momento de destaque para o cinema mineiro. Os longas "Vicentina pede desculpas", de Gabriel Martins, e "Nosso segredo", de Grace Passô, estiveram entre os pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar 2027.
Mais recentemente, Minas voltou a ganhar destaque nacional com "Se eu fosse vivo... vivia", de André Novais Oliveira, vencedor do principal prêmio do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, encerrado no último sábado (19/9).
EVASÃO ESCOLAR
Na Mostra Sesc de Cinema, Minas será representada pelo documentário "Ausente", da diretora belo-horizontina Ana Carolina Soares. Ambientado em uma escola pública do bairro Taquaril, em Belo Horizonte, o filme aborda a evasão escolar a partir das vivências de estudantes, professores e familiares e foi apontado pela curadoria como um dos destaques da produção mineira contemporânea.
A edição deste ano registrou 1.904 obras inscritas, de 20 estados e do Distrito Federal, e teve recorde de inscrições de produções mineiras, reforçando o momento de efervescência vivido pelo audiovisual produzido no estado. A programação reúne 21 filmes do Panorama Nacional, 10 do Panorama Infantojuvenil, além de debates, ações formativas e encontros com realizadores.
CIRCULAÇÃO
O evento contará com a participação do ator e diretor Renato Novaes, ligado à produtora Filmes de Plástico, como mediador de rodas de conversa. Após a abertura em Cataguases, os filmes selecionados circularão por unidades do Sesc em diversas cidades brasileiras, incluindo Belo Horizonte.
HOMENAGEM MERECIDA
A memória do músico mineiro Célio Balona (1938-2025) agora faz parte oficialmente da paisagem da Savassi. A Lei nº 12.138, publicada no Diário Oficial do Município de Belo Horizonte e sancionada pelo prefeito Álvaro Damião em 16 de setembro, denomina Célio Balona a antiga Praça Silva Guimarães, no bairro.
A homenagem partiu de Bruno Golgher, empresário à frente do Clube de Jazz do Café com Letras, do Café com Letras e do Ototoi Bar de Discos, e da jornalista, escritora e produtora cultural Malluh Praxedes. “Se tem uma pessoa que amou Minas Gerais, seu nome é Célio Balona!
Dividiu sua música com carinho, elegância e criatividade. Soube dar espaço aos novos, sempre pensando em ampliar horizontes”, destaca Malluh. Para ela, ter uma praça com o nome do músico “não só engrandece sua memória, como também dá vida e charme ao coração da Savassi”.
CLUBE DE JAZZ
Filho de Célio, o músico e empresário Pingo Balona diz que a família recebeu a homenagem com muita emoção: “Nossa família está super-honrada. Bruno Golgher e Malluh Praxedes deram este presente para nossa cidade. Nossos agradecimentos a todos que viabilizaram esta homenagem.”
A relação de Bruno Golgher com Balona também é marcada por muitos anos de convivência e trabalho. Em 2017, o Savassi Festival prestou homenagem ao músico, com um concerto acompanhado por orquestra, no Teatro Sesiminas. Ao longo dos anos, os dois realizaram diversos shows juntos.
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A última apresentação de Célio Balona ocorreu justamente no Clube de Jazz do Café com Letras. “Dar seu nome à praça será uma forma de manter viva a memória de sua extraordinária contribuição para a música e para a vida de todos nós”, afirma Bruno.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.