Geraldo Azevedo emocionou a plateia ao comemorar 81 anos com show em BH
O cantor mineiro Paulinho Pedra Azul foi o convidado da noite. Azevedo declarou seu amor por Beto Guedes
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A ideia de comemorar as oito décadas de vida foi além do imaginado. A turnê “Oitentação”, do cantor e compositor Geraldo Azevedo, estreou em 2025, mas o sucesso foi tão grande que acabou se estendendo. No último sábado (11/7), o pernambucano passou por Belo Horizonte e lotou o Palácio das Artes já em ritmo de 81 anos, completados em janeiro. “Oitentação boa de fazer”, comemorou o artista, sob aplausos, ao justificar o prolongamento da temporada.
Em quase duas horas de apresentação, Azevedo emocionou os fãs com 26 canções, sobretudo com“Dia branco”, parceria dele e Chico César. Brincou com a letra, fazendo pequena homenagem a Belo Horizonte. Trocou o verso “numa praça na beira do mar” por “numa praça em BH”. O ponto alto da noite foi “Bicho de sete cabeças”, canção dele, Zé Ramalho e Renato Rocha, que ganhou solo de flauta de César Michiles, diretor musical do show.
• EM SONHO
A surpresa foi a participação de Paulinho Pedra Azul. “Cada apresentação tem um convidado especial”, avisou Geraldo Azevedo, antes de chamar o cantor e compositor mineiro. “Tem um cara aqui que é amigo do peito, meu irmão, meu parceiro. Tenho muito orgulho de chamá-lo aqui no palco”, anunciou. A plateia recebeu Paulinho com aplausos calorosos. “Que emoção!”, disse o mineiro, que, pela primeira vez, cantou “Em sonho”, feita com Geraldo Azevedo. “Depois que ele gravou, fiquei com medo de gravar esta canção”, brincou Paulinho, garantindo que agora vai registrá-la.
• BEM TE VI
Azevedo revelou que “Em sonho”, a primeira parceria dos dois, surgiu de forma curiosa. Eles estavam em um programa de televisão quando Paulinho lhe entregou a letra. “Coloquei na caixa do violão e cheguei a Macapá, por onde ele também tinha passado. Fiquei no mesmo quarto em que ele havia ficado. Quando tirei o violão da caixa, veio a letra”, contou. “Ele me ligou, dizendo: 'Tá pronta'”, recordou.
O dono do show pediu ao convidado especial que cantasse algo de seu repertório. “Jardim da fantasia”, aquela do “bem te vi/ andar por um jardim em flor”, foi a escolhida. “Um dia vou gravá-la. Esta música marcou muito a sua trajetória e a cultura brasileira. A gente ama tanto esta linda canção”, afirmou Geraldo ao amigo. “Entreguei uma letra para ele no camarim e disse: 'Se vira nos oitenta!'”, brincou Paulinho, antes de deixar o palco.
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• BETO GUEDES
As homenagens a Minas Gerais não se limitaram a Paulinho Pedra Azul. Quase ao finalzinho da apresentação, Azevedo anunciou “O sal da terra”: “É canção ecológica que a gente ama muito, de um cara daqui”. Ao se referir ao sucesso de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, completou: “Acho que é a única do repertório que não foi composta por mim. Mas é como se fosse, pois tenho um amor muito grande por ela.” A banda de Geraldo Azevedo reuniu Romero Medeiros (teclado), Johnanthan Malaquias (acordeom), Júnior Xanfer (guitarra), Toninho Tavares (baixo), Augusto Silva (bateria) e Jerimum de Olinda (percussão).
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• REGRAVAÇÃO
Uma curiosidade do show foi a exibição no telão da letra de “Mon ami” no dialeto do autor, o angolano Liceu Vieira Dias. Com a letra errada, esta canção fez parte do primeiro LP de Geraldo Azevedo, batizado com o nome dele e lançado em 1977. Tempos depois, durante show em Angola, Azevedo conheceu o letrista Liceu e regravou a música no projeto voz e violão “A luz do solo” (1985). “Mon ami” ganhou nova versão no álbum “Oitentação”, lançado em 2025.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
