PL à espera de Cleitinho, PT de um nome próprio
Cleitinho será candidato, sustenta o presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, mas já informou ao PL que pretende encabeçar uma chapa pura
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Enquanto aguarda a definição do senador Cleitinho (Republicanos) para a sucessão mineira, o PL prioriza no estado a candidatura ao Senado do deputado federal Domingos Sávio (PL). Com a informação, Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL deixa implícita a importância que Cleitinho assume, neste momento, para a candidatura nacional à Presidência da República de Flávio Bolsonaro (PL): o desempenho do senador mineiro transita junto ao eleitorado lulista e bolsonarista, característica que, se do ponto de vista ideológico é um problema para os radicais, sob a perspectiva pragmática, é uma habilidade importante em eleições de dois turnos. Embora ainda não tenha anunciado publicamente, Cleitinho será candidato, sustenta o presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen. Mas já informou ao PL que pretende encabeçar uma chapa pura, com Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas filiado do Republicanos, na posição de vice.
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Embora o PL reivindique a indicação do vice – e o ex-prefeito Vittorio Medioli, nome mais cotado, já tenha tido conversa com Cleitinho –, hoje seria baixa a probabilidade de o Republicanos abrir mão da chapa pura, deixando ao PL a indicação da primeira candidatura ao Senado e, a um outro eventual aliado, a segunda indicação da chapa ao Senado. Domingos Sávio, ainda considera possível consolidar acordo com o Republicanos com o PL indicando o vice. “A composição do Republicanos com o PL dá a ele condição de estruturar melhor a campanha e de garantir a governabilidade", afirma Domingos Sávio.
Na hipótese, contudo, de Cleitinho não concorrer ou se a aliança PL e Republicanos ao governo de Minas não se viabilizar, Domingos Sávio afirma que o PL deverá lançar candidatura própria, representada por Vittorio Medioli ou Flávio Roscoe, presidente licenciado da Fiemg. Eventual coligação com o governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição é menos provável, em decorrência do contexto da disputa presidencial. “A aliança entre PL e Mateus em Minas só se viabilizaria em cenário de união geral de nosso campo em Minas”, afirma Domingos Sávio.
É em Cleitinho que o PL de fato centra a sua aposta. Um Cleitinho que interlocutores assinalam, cada vez mais quer se distanciar da polarização entre bolsonaristas e lulistas para defender, de forma independente, as suas próprias pautas. Ele sabe que em eventual situação de segundo turno na sucessão estadual precisará ampliar alianças: quanto mais independente se colocar na arena da disputa, mais chance terá de convergir apoios.
Se o PL aguarda Cleitinho; o PT em Minas vai cozinhando o galo. Em princípio está definido que terá candidatura própria e sabe-se que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos irá concorrer ao Senado. Diferentemente dos demais estados, em que as candidaturas ao Senado foram priorizadas em detrimento às sucessões estaduais, em São Paulo, em Minas e no Rio de Janeiro o presidente Lula defende palanques fortes, que alavanquem a disputa ao segundo turno.
Trata-se de evitar, nos três maiores colégios eleitorais, o que aconteceu na sucessão presidencial de 2022 em Minas, quando Lula ficou sem palanque no estado com a reeleição em primeiro turno de Romeu Zema (Novo). Em São Paulo, tudo indica que será eleição de um turno único, polarizado entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). Ali Lula quer administrar a diferença.
Mas, em Minas, não anda fácil a concertação do PT para a montagem da chapa, depois da desistência de Rodrigo Pacheco (PSB). O partido ensaiou aproximação com o MDB de Gabriel Azevedo, com o PSB de Jarbas Soares. Agora vive o momento em que vai se formando convergência por um nome próprio. A prevalecer essa tendência, Sandra Goulart, ex-reitora da UFMG ganha destaque. Os deputados federais Paulo Guedes, Reginaldo Lopes e Rogério Correia são também nomes da legenda considerados, mas há a preocupação em não desfalcar a chapa proporcional à Câmara dos Deputados.
Enquanto o PT se agita em busca de convergência, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT) joga parado. Não quis coligação com o PT no primeiro turno, na expectativa de que, por osmose, na ausência de uma candidatura forte, vá recepcionar o apoio da esquerda, como ocorreu em sua eleição à Prefeitura de Belo Horizonte em 2016 e reeleição em 2020.
Na corrida
A ex-reitora da UFMG Sandra Goulart está pronta pra enfrentar a campanha ao governo de Minas, se essa for a decisão do PT. "Minas precisa de um projeto sério, construído com diálogo, responsabilidade e compromisso com o desenvolvimento do estado. A decisão sobre o melhor caminho será coletiva, liderada pela presidenta Leninha em Minas e pelo presidente Edinho Silva nacionalmente, em diálogo com o presidente Lula e com as forças democráticas", afirma. Capacidade de diálogo e para a convergência de talentos são características necessárias para a condução do estado. "A dívida do estado dobrou, não há obras e projetos estruturantes, não há políticas públicas robustas para a população nem um projeto de futuro para o estado", diz ela, que tem trajetória construída na educação, na ciência e na gestão pública. "Passei a minha vida inteira na academia, pesquisando e encontrando soluções concretas para problemas complexos", afirma, lembrando que quer apresentar um plano estruturante para o futuro de Minas.
José Afonso Bicalho
O ex-secretário de Estado de Fazenda de Minas Gerais José Afonso Bicalho Beltrão da Silva morreu na segunda-feira, aos 77 anos. Economista e professor, ele esteve à frente da pasta durante o governo Fernando Pimentel (PT), entre 2015 e 2018. Natural de Grão Mogol, no Norte de Minas, José Afonso formou em Economia pela UFMG, onde também concluiu o mestrado. Posteriormente, obteve o título de doutor (PhD) em Economia pela Universidade de Manchester, no Reino Unido. Ao longo da carreira, acumulou passagens pela administração pública, pela academia e pelo sistema financeiro.Também presidiu o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), o Banco de Crédito Real e a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. (Vinícius Prates).
Ecossistema digital
Os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG); Fábio Teruel (MDB-SP); Gustavo Gayer (PL-GO); Erika Hilton (PSOL-SP); e André Janones (Rede-MG) integram a lista dos parlamentares top 5 em engajamento nas redes. O levantamento foi realizado pela Nexus Pesquisa, que desenvolveu índice de desempenho específico para mensurar o engajamento nas redes. Enquanto deputados de direita concentram mais da metade (52,6%) das interações; os de centro respondem por 27,1% e os de esquerda, por 20,3%.
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Mauro Werkema
O jornalista e escritor Mauro Werkema foi homenageado ontem com diploma e voto de congratulações em audiência pública da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A vice-presidente da ALMG, deputada Leninha (PT), é a autora do requerimento.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
