TARIFAÇO

Lindbergh critica discurso de Flávio Bolsonaro nos EUA: 'Lacaio de Trump'

Nas redes, deputado diz que interesse de Flávio é 'eleitoral' e que senador tenta 'apagar as próprias digitais' por ter defendido sanções contra o Brasil

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CORREIO BRAZILIENSE – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) se manifestou no X, nesta terça-feira (7/7), sobre a participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma audiência realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), em Washington. Para Lindbergh, a participação de Flávio foi de interesse eleitoral.

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“Ele não foi defender o Brasil, mas apenas tentar apagar as próprias digitais. No passado, comemorou o tarifaço contra o país e agradeceu a Trump. Agora só pede adiamento: diz que 'agora' é o pior momento. Depois da eleição, pelo visto, o Brasil que se vire”, escreveu.

De acordo com o parlamentar, o documento apresentado pelo senador transforma a defesa do Pix em justificativa para promover uma agenda de mercado.

“Propõe travar a internacionalização do Pix, aliviar a vida das bandeiras de cartões de crédito como Mastercard, Visa e American Express, cita o Zelle e o FedNow como alternativas e abre caminho para tarifa zero no etanol, em benefício direto de interesses norte-americanos”, argumentou.

Ele ainda comentou a relação do senador com Daniel Vorcaro e o Banco Master. “E ainda teve a coragem de falar em corrupção, Master e Vorcaro, omitindo sua relação direta com o banqueiro, os R$ 61 milhões do 'Dark Horse' e o elo da financiadora do filme com empresa apontada por lavar dinheiro para o PCC, uma organização classificada recentemente pelos EUA como terrorista. Lacaio de Trump e do crime organizado!”, escreveu, na publicação.

Flávio nos EUA

Durante sua exposição oral, o pré-candidato pediu às autoridades dos EUA que não imponham tarifas ao Brasil e defendeu a negociação. “O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros – especialmente os mais pobres – para a economia formal”, disse.

Segundo ele, esse avanço também beneficiou empresas americanas. “O volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do Pix, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, explicou Flávio.

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*Estagiária sob a supervisão de Victor Correia

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