MAIO AMARELO

Queda de moto: o dano no quadril pode ser pior do que você imagina

Motociclistas representam cerca de 40% das vítimas no trânsito brasileiro; ortopedista cita as lesões de maior impacto e alerta para formas de prevenção

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O quadril faz parte das áreas do corpo afetadas em acidentes de trânsito, especialmente nas ocorrências com motos. Além da cabeça e dos membros inferiores - pernas e pés - e superiores - braços, ombros, cotovelos e mãos - uma queda pode causar impactos no quadril, levando a lesões como fraturas de pelve e fêmur proximal (como colo femoral). O motociclista também pode sofrer luxação de quadril, frequentemente associado a lesões nervosas ou vasculares.

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O alerta é ainda mais relevante no Maio Amarelo, movimento que reforça a importância da prevenção dos acidentes de trânsito.

Segundo o ortopedista Leandro Alves de Oliveira, cirurgião do quadril e membro da Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ), a campanha Maio Amarelo é fundamental para a conscientização sobre prevenção de acidentes de trânsito, reduzindo traumas que causam fraturas e luxações no quadril. “Ela promove o uso de equipamentos de proteção em motos, que previne boa parte das fraturas graves, poupando cirurgias complexas com alto risco de complicações”, observa.

Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal, em 2025, as rodovias federais registraram 72.483 acidentes de trânsito, com 6.044 mortes. Entre janeiro e novembro do ano passado, foram 29.317 sinistros com motos, com 1.594 motociclistas mortos, o que representa cerca de 40% das vítimas no trânsito brasileiro.

Impactos no SUS

Do ponto de vista cirúrgico, acidentes de trânsito sobrecarregam o Sistema Único de Saúde (SUS) com cerca de 10 mil artroplastias de quadril por ano, sendo que boa parte decorre diretamente de traumas. “Isso demanda recursos para fixações e próteses em fraturas de fêmur proximal. Lesões em motos elevam custos com internações longas, reabilitação e sequelas crônicas, consumindo leitos ortopédicos em emergências. Consequentemente, ampliam as filas do SUS, gerando um impacto socioeconômico muito grande”, alerta Leandro.

Para o especialista, “a fiscalização das motos deve ser especialmente rigorosa, pois os acidentes dessa natureza representam cerca de 30% das lesões graves”. Ele ressalta que algumas medidas de amplo conhecimento - mas nem sempre colocadas em prática - podem ajudar a reduzir os acidentes de trânsito no Brasil e suas consequências. “O uso de EPIs completos, com joelheiras, protetores e capacetes certificados é uma atitude fundamental”, destaca.

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“Ter um trânsito mais seguro é uma tarefa de todos”, acrescenta.

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