CUIDADOS

Saúde bucal: 6 mitos que muitos acreditam

Hábitos comuns, como escovar com força ou ignorar sangramentos, seguem presentes no dia a dia e podem levar a problemas; saiba os riscos e como prevenir

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Estamos em 2026, mas hábitos prejudiciais à saúde bucal ainda persistem no dia a dia dos brasileiros, muitos deles baseados em crenças antigas que continuam sendo reproduzidas dentro das famílias e, mais recentemente, nas redes sociais.

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Para especialistas, esse cenário reflete uma combinação entre tradição cultural e desinformação. “Grande parte dessas crenças nasce da transmissão familiar e da falta de acesso a informações qualificadas. Mesmo com a evolução da odontologia, muitos desses conceitos continuam sendo repetidos”, diz a ortodontista e periodontista Camila Borges Fernandes.

Segundo a especialista, a ciência odontológica já investigou e refutou diversas dessas ideias. “Mitos como a percepção de que o sangramento gengival é normal ou de que só devemos procurar o dentista quando há dor não encontram respaldo na literatura científica”, afirma.

Camila Borges Fernandes, ortodontista e periodontista
Camila Borges Fernandes, ortodontista e periodontista Arquivo pessoal

Entre os equívocos mais recorrentes observados nos consultórios, destacam-se:

“Se não dói, não tem problema”

Mito. Doenças como cáries e problemas periodontais podem evoluir de forma silenciosa. Quando a dor aparece, o quadro costuma estar mais avançado.

“Escovar com força limpa melhor”

Mito. A prática pode causar desgaste do esmalte, retração gengival e aumento da sensibilidade.

“Sangramento na gengiva é normal”

Mito. O sangramento é um sinal de inflamação, que pode evoluir para quadros mais graves se não tratado.

“Dente de leite não precisa de cuidado”

Mito. Essenciais para a fala, mastigação e desenvolvimento da dentição permanente.

“Tratamento odontológico é caro”

Mito. A prevenção segue sendo mais acessível do que intervenções complexas.

“Procedimentos são dolorosos”

Mito. Com os avanços tecnológicos, os tratamentos se tornaram significativamente mais confortáveis.

Outro ponto de atenção está na popularização de receitas caseiras nas redes sociais. Misturas com bicarbonato, carvão ativado ou limão, frequentemente associadas ao clareamento dental, podem causar danos irreversíveis ao esmalte. “Essas substâncias são abrasivas ou ácidas e podem aumentar a sensibilidade e comprometer a estrutura dos dentes”, alerta.

Além disso, práticas como substituir o fio dental por palitos ou utilizar enxaguantes bucais como alternativa à escovação também estão entre os hábitos que preocupam os especialistas.

Impactos vão além da estética

As consequências da desinformação não se limitam à aparência. Problemas bucais podem comprometer funções básicas, como mastigação e fala, além de impactar diretamente a autoestima e o convívio social.

“A saúde bucal está diretamente ligada ao bem-estar geral. Quando negligenciada, pode afetar desde a nutrição até a confiança ao sorrir e se comunicar”, destaca Camila.

Avanços reforçam a prevenção

A odontologia baseada em evidências tem ganhado protagonismo, orientando práticas mais seguras e eficazes com base em estudos científicos. A educação em saúde também tem papel central nesse processo. “Não se trata apenas de informar, mas de transformar comportamento e estimular o autocuidado”, afirma a especialista.

Paralelamente, avanços tecnológicos vêm mudando a forma como a prevenção é realizada. Protocolos mais modernos, como o guided biofilm therapy (GBT), utilizam técnicas menos invasivas e focadas na remoção direcionada do biofilme, proporcionando maior conforto ao paciente. “Mais de 98% dos pacientes relatam pouca ou nenhuma dor durante o procedimento, o que aumenta a adesão ao cuidado preventivo”, explica.

Além do conforto, essas abordagens permitem diagnósticos mais precoces e tratamentos mais personalizados, reduzindo a necessidade de intervenções mais invasivas no futuro.

Hábitos simples fazem diferença

Apesar das inovações, os cuidados básicos continuam sendo essenciais: escovação adequada com creme dental com flúor, uso diário de fio dental, alimentação equilibrada e visitas regulares ao dentista. “No fim, o mais importante ainda é a consistência. São hábitos simples, mas que fazem toda a diferença ao longo da vida”, reforça.

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Segundo a especialista, a informação de qualidade segue sendo a principal aliada da saúde bucal. “Desmistificar crenças é essencial para que as pessoas assumam o controle do próprio cuidado de forma consciente e baseada na ciência”, afirma.

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