HIGIENE BUCAL

Saúde bucal: uso irregular do fio dental ainda é desafio no Brasil

Apesar do hábito de escovar os dentes, falhas na rotina, como uso irregular do fio dental, ainda comprometem a saúde bucal no pais

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Promovido globalmente pela World Dental Federation (FDI), o Dia Mundial da Saúde Bucal, realizado nesta sexta-feira (20/3), foi criado para conscientizar a população sobre a importância da saúde da boca para o bem-estar geral.  Com o tema “Boca feliz é uma vida feliz”, os dados da entidade responsável pela criação da data destacam que mais de 90% da população mundial sofrerá com alguma doença bucal ao longo da vida.A iniciativa reúne entidades odontológicas de diversos países e considera os desafios específicos de cada cultura. 

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No Brasil, por exemplo, o cenário da higiene bucal não é dos mais favoráveis. Embora o país seja conhecido pelo hábito, e a maioria das pessoas escove os dentes diariamente, falhas na técnica e na rotina ainda comprometem a saúde bucal da população, especialmente no que diz respeito ao uso do fio dental.

Um estudo do Datafolha, encomendado pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), mostra que 57% dos entrevistados afirmam utilizar fio dental. Desses, 30% usam mais de uma vez por dia e apenas 17% utilizam o produto uma vez ao dia.

 

Higiene bucal

A ausência do uso do fio dental pode aumentar as chances de lesões cariosas entre os dentes, regiões onde as cerdas das escovas não conseguem alcançar. Além disso, pode elevar o risco de gengivite e periodontite, doenças que afetam o tecido de suporte dentário, como gengiva, osso e ligamento periodontal, e que, quando inflamados pela falta do fio dental, podem causar sangramento gengival, perda óssea, mau hálito e até perda dentária.

Somado a isso, os números acendem um alerta: de acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, realizada com mais de 40 mil pessoas, cerca de metade dos adultos (de 35 a 44 anos) apresentava um ou mais dentes com cárie não tratada. Além disso, aproximadamente metade desse grupo também necessitava de algum tipo de prótese dentária.

Além da cárie, outras doenças que podem acometer a boca, de acordo com o Ministério da Saúde, são:
  • Doença periodontal (inflamação dos tecidos que suportam os dentes)
  • Lesões bucais (inchaços, manchas ou feridas na boca, língua ou lábios)
  • Câncer de boca, que, somente no triênio de 2026 a 2028, deve registrar 17.190 novos casos no Brasil, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca)
  • Mau hálito
  • Placa dentária (conjunto de micro-organismos que coloniza a cavidade bucal)
  • Tártaro (endurecimento da placa dentária)
  • Gengivite (inflamação da gengiva)

Para além da falta do uso diário do fio dental, a especialista Gabriela Ribeiro de Araújo, PhD em Odontologia e professora da Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh), destaca outras falhas que contribuem para esse cenário. 

Segundo ela, um dos maiores erros do brasileiro é o uso excessivo de antissépticos bucais, que acabam ganhando protagonismo em detrimento da escovação e da limpeza adequada. “O antisséptico, quando usado todos os dias, pode causar desequilíbrio da microbiota bucal, além de manchas, alteração do paladar e até ressecamento da boca”, explica.

Nesses casos, o produto não substitui a escovação, já que apenas a escovação associada ao fio dental é capaz de remover o biofilme responsável por cáries e doenças gengivais. Outro ponto que gera dúvidas é se é melhor molhar ou não a escova antes da escovação. “Muita gente molha a escova antes de escovar, mas isso pode diluir o creme dental e reduzir a ação do flúor”, afirma. Segundo ela, o hábito também pode gerar excesso de espuma e diminuir o tempo de escovação, favorecendo o acúmulo de placa.

Outro comportamento bastante comum é escovar os dentes com força. “O uso excessivo de força pode desgastar o esmalte e expor a dentina, causando sensibilidade e lesões”, alerta. A orientação é utilizar escovas de cerdas macias e realizar movimentos suaves. 

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A docente ressalta ainda que a saúde bucal vai além da limpeza dos dentes em casa. Consultas periódicas ao dentista ajudam a identificar precocemente problemas como lesões na mucosa, cistos, doenças gengivais e até alterações mais graves.


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