O fim do mau hálito?

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Tem mau hálito? Não se desespere, você não está sozinho. Segundo pesquisas, 30% a 40% da população sofrem de halitose nome técnico do vulgo bafo de onça. Se transformarmos em números, mais de 80 milhões de pessoas, no Brasil, têm mau hálito. E convenhamos, isso é terrível. Vale ressaltar que 60% das pessoas com mais de 60 anos também sofrem com esse problema.

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A maioria das pessoas que tem o mau cheiro oral não tem consciência do fato. Conversa perto dos outros que vão se afastando, que oferecem bala ou chicletes, mas o outro não aceita, e ainda por cima vai reaproximando durante a conversa. É uma situação difícil, delicada e constrangedora. Mas como dizer para alguém que ele está de mau hálito?


O bom é que o problema pode ter solução.
Existe um exame rápido e indolor para detectar se a pessoa tem halitose, qual o tipo e a causa. O exame é feito na Radio Imagem, empresa de Raio X, Tomografia e Documentação Odontológica Digital, que acaba de completar 30 anos de mercado, do empresário e dentista Leonardo Ferreira de Faria.
Depois de fazer o cadastro é preciso preencher um questionário sobre sua saúde e hábitos cotidianos para a anamnese.


O exame é rápido, basta bochechar por um minuto com um líquido inodoro, incolor e sem sabor. Depois, ficar três minutos de boca fechada. Em seguida, a profissional introduz uma seringa fininha (sem agulha) – importada do japão – na boca do paciente e puxa o ar que está dentro da boca. Fim do exame.
O ar coletado é colocado em um cromatrógrafo, uma máquina que faz a leitura de três gases, e essa leitura é transformada em gráficos por um programa de computador. Esse processo foi criado pela bioquímica, dentista, professora, pesquisadora e doutora da USP, Olinda Tarzia, já falecida, que foi a primeira pessoa no mundo a escrever um livro sobre halitose. Foi ela também quem criou a fórmula de um enxaguante bucal, de grande eficácia, que é produzido por uma empresa paulista, o Odomed Pro². Era vendido aqui pela Farmácia Ânfora, mas recentemente informou ao dr. Leonardo que vai parar com a fabricação.


Os gráficos criados pelo cromatrógrafo informam se a pessoa tem mau hálito, qual o grau e a procedência. Os gráficos e o questionário preenchido pelo cliente/paciente é encaminhado para o dr. Jorge Luiz Cascardo, dentista cirurgião bucomaxilofacial, especialista em neurociência, que faz o laudo do exame, e informa o resultado apontando qual o nível da halitose – a escala é de 0 a 7, e qual ou quais as procedências, e faz encaminhamentos para tratamento. A escala foi criada pela dra. Olinda. Dr. Ruy Oliveira importou as máquinas do Japão. Dr. Jorge fez vários cursos com a criadora do exame, em São Paulo, e já deu vários cursos sobre o tema para seus pares, aqui em Belo Horizonte.


Constrangimento

O fato de a pessoa não perceber seu hálito forte passa pela questão de o cérebro acostumar com o cheiro, é o chamado cansaço olfativo. É o caso de pessoas que passam muito perfume, porque acostumam com o cheiro com o uso constante e cada vez que passam aumentam a “dose” para sentirem olor. E quem está perto é que sofre com isso.


Até mesmo os dentistas têm dificuldade de falar com os pacientes que estão de mau hálito, porque a pessoa fica muito constrangida com o problema. “A boca é um ecossistema e o equilíbrio é mantido pelo grau de umidade. Quando a boca resseca há escamação da parede e é dessa escamação que as bactérias se alimentam, explica dr. Jorge Cascardo.


Causas e tratamento

São muitas as proveniências do mau hálito. Entre as causas estão: má escovação, cáries, gengivite, saburra lingual, casios, glaucoma, sinusite, diabetes, hipotireoidismo, medicamentos, jejum intermitente, problemas estomacais e/ou intestinais.


A higiene da boca é um dos principais problemas, porque geralmente escovamos os dentes rapidamente e não passamos o fio dental. A escovação deve durar pelo menos dois minutos, duas a três vezes por dia, para garantir a remoção da placa bacteriana. Para ser mais eficaz, é ideal dividir a boca em quatro partes (quadrantes) e escovar cada uma por 30 segundos.


Não esqueça a língua. É preciso tirar a saburra lingual, aquela camada esbranquiçada ou amarelada na parte posterior da língua, composta por bactérias, células mortas e restos de alimentos. Isso precisa ser retirado diariamente com um raspador.


Os casios são pequenas bolinhas brancas ou amareladas, de odor forte, que ficam na parede da garganta, parecem pequenos pedacinhos de queijo. Dão principalmente em quem tem sinusite crônica ou amígdalas muito grandes que acumulam alimentos. Para tratar o casios é preciso ir no Otorrino.


“Glaucoma pode relacionar com o problema, o diabetes também porque diminui o açúcar, quebra a gordura e libera um gás que dá um cheiro muito ruim e forte, meio adocicado, que chamamos de halitose cetônica ou hálito cetogênico. O mesmo ocorre com pessoas que fazem jejum intermitente. O cheiro vem não pelo estômago vazio, mas pela quebra da gordura”, esclarece dr. Jorge.


DEPOIMENTO

Eu fiz o exame. Acordei, tomei café, escovei os dentes, passei fio dental. Depois disso, fiquei 4 horas sem fazer nova escovação e fui para o exame. Recomendação feita pela clínica Radio Imagem, que aplica o teste. Antes do exame é preciso preencher um questionário sobre nossa saúde e hábitos.É bem completo para a anamnese. O exame é rápido, fácil e indolor. Bochechei e gargarejei por um minuto com um líquido, cuspi. Em seguida tive que ficar 3 minutos de boca fechada. Introduziram uma seringa fininha – sem agulha, claro – na minha boca, com a recomendação de não deixar encostar na minha língua, e para eu prender com os lábios. Eles puxam o ar com a seringa, e pronto.


Como eu estava fazendo a matéria, permitiram que acompanhasse o processo do cromatrógrafo (descrito na matéria).


Recebi o laudo e, como a maioria das pessoas acima dos 60, tenho halitose grau 3. Tive dois encaminhamentos. O primeiro para a minha dentista, apontando que estou com algum problemas bucal. Era de se esperar, já que tomei conhecimento do teste quando fui à clínica fazer raio X dos dentes a pedido da minha dentista. Outra indicação foi para um endocrinologista pelo fato de eu ter hipotireoidismo.

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O laudo é muito completo, extenso e bem interessante, com a recomendação de retornar após o tratamento, para novo exame para comparar os resultados. 

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