Dia Mundial do Café: gestantes devem consumir bebida com moderação
Data lembra curiosidades sobre os diferentes tipos de grãos e reforça os cuidados que grávidas devem ter com a cafeína
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O Dia Mundial do Café, nesta terça-feira (14), é mais do que uma data simbólica: ajuda a trazer à tona discussões importantes sobre saúde, especialmente para gestantes, que precisam ter atenção redobrada ao consumo de cafeína.
Embora o café seja uma das bebidas mais presentes na rotina do brasileiro, para mulheres grávidas a questão vai além do hábito cultural. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que gestantes com ingestão elevada de cafeína, acima de 300 mg por dia, reduzam esse consumo para diminuir riscos como perda gestacional e bebês com baixo peso ao nascer. A orientação não estabelece proibição, mas reforça a importância do controle da quantidade total ingerida ao longo do dia.
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Uma parte relevante desse cuidado envolve entender diferenças entre os tipos de grãos. O arábica costuma apresentar teor de cafeína mais baixo e sabor mais suave, enquanto café robusta e conilon tendem a ser mais intensos e naturalmente mais ricos em cafeína. Para gestantes, isso significa que a escolha do grão, assim como o método de preparo, pode influenciar o efeito estimulante da bebida.
Segundo a nutricionista Marisa Resende Coutinho, gerente de nutrição do Grupo Santa Joana, a principal dúvida das pacientes é se a gestante pode ou não tomar café. “Na maioria dos casos, o consumo pode ser mantido, desde que de forma equilibrada. O risco está nos excessos e na soma de diferentes fontes de cafeína ao longo do dia, como chás, refrigerantes à base de cola, energéticos e chocolate. A orientação deve sempre considerar hábitos, sintomas e as particularidades de cada gestação”, explica.
A especialista reforça que muitas mulheres subestimam o total consumido. “Às vezes a paciente pensa apenas no café da manhã, mas esquece que tomou um chá preto, comeu chocolate ou consumiu refrigerante com cafeína. Para gestantes, esse cálculo global importa mais do que um único alimento.”
Outro ponto importante é que a tolerância ao café pode mudar ao longo da gravidez. Náuseas, azia, refluxo, palpitações, insônia e desconforto gástrico podem se intensificar, fazendo com que até quantidades habituais passem a incomodar. “A gravidez altera digestão e metabolismo. Mesmo quando não há contraindicação, o próprio corpo muitas vezes indica a necessidade de reduzir a ingestão”, afirma Marisa.
Mulheres com hipertensão, ansiedade significativa, distúrbios do sono ou refluxo severo também podem precisar de ajustes maiores no consumo. Por isso, a recomendação mais segura é evitar excessos e conversar com o obstetra durante o pré-natal.
“Não existe uma regra única que sirva para todas. O café pode fazer parte da rotina, desde que haja bom senso, atenção aos sinais do corpo e orientação profissional”, diz a nutricionista.
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O Dia Mundial do Café reforça a importância de abordar a bebida para além de sua presença cultural. Para gestantes, informação e moderação são essenciais. A questão não é eliminar o café, mas consumi-lo com consciência, garantindo equilíbrio em uma fase em que cada escolha influencia a saúde da mãe e do bebê.