Nem toda mancha no rosto é melasma: saiba como identificar
Dermatologista reforça a importância do diagnóstico preciso para evitar tratamentos inadequados
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Nem toda mancha no rosto é melasma — e entender essa diferença é essencial para um tratamento eficaz. De acordo com a dermatologista Carulina Moreno, o melasma costuma se manifestar como placas acastanhadas, geralmente simétricas, mais comuns na testa, maçãs do rosto, buço e queixo, e tende a piorar com a exposição ao sol, calor e luz visível.
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No entanto, existem outros tipos de manchas que podem ser facilmente confundidos com a condição, como marcas pós-acne, hiperpigmentações após inflamações, lentigos solares e até algumas dermatites. “Por isso, o ideal é que a avaliação seja feita por um dermatologista, porque a conduta muda bastante conforme a causa”, explica a especialista.
Quando o assunto é clareamento, não existe uma solução única que funcione para todos os casos. Segundo Carulina, especialmente no melasma, o tratamento mais eficaz costuma ser combinado. “A base é a fotoproteção rigorosa todos os dias, associada a clareadores tópicos bem indicados e, em alguns casos, procedimentos realizados com critério”, afirma.
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A médica ressalta ainda que o controle dos gatilhos é fundamental. “O melasma é uma condição crônica, com tendência à recidiva. Antes de pensar apenas em clarear, é preciso acertar o diagnóstico”, reforça. Já manchas de origem pós-inflamatória, por exemplo, podem responder de forma diferente às abordagens terapêuticas.
Outro ponto de atenção é o uso do protetor solar. Muitas pessoas acreditam que já estão protegidas, mas acabam cometendo erros na aplicação. “Não basta usar qualquer protetor de forma eventual. O ideal é um produto de amplo espectro, com FPS 30 ou mais, aplicado em quantidade adequada e reaplicado ao longo do dia”, orienta.
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Para quem tem melasma ou tendência à hiperpigmentação, os protetores com cor podem ser aliados importantes, já que ajudam a proteger também contra a luz visível. “Muitas vezes, o problema não é o produto em si, mas a quantidade insuficiente ou a falta de reaplicação. Existe uma máxima que devemos considerar sempre: melasma protegido é melasma escondido”, destaca.
A influência da luz de telas, como celulares e computadores, também gera dúvidas frequentes. De acordo com a dermatologista, a luz visível pode, sim, contribuir para o agravamento das manchas em pessoas predispostas, especialmente no caso do melasma. No entanto, o impacto das telas, isoladamente, tende a ser bem menor do que o da exposição solar cotidiana.
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“O principal vilão continua sendo o sol, o calor e a falta de fotoproteção adequada. A luz de tela não costuma ser a maior responsável pelo problema”, afirma a especialista.