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Estado de Minas TELEVISÃO

'Comadres' é conto de Natal à moda mineira

Comédia de Renata Sette, que estreia na Globo em 24 de dezembro, usa o humor para tratar de temas atuais, como machismo e sororidade


18/12/2022 04:00 - atualizado 17/12/2022 03:37

Rita Clemente e Magdale Alves contracenam na comédia Comadres
Terezinha (Rita Clemente) e Guiomar (Magdale Alves) vivem em pé de guerra na pequena cidade de Ibiaci (foto: Marcelo Borja/divulgação)

Duas vizinhas – separadas por um muro –, inimigas mortais desde a juventude, vivem em pé de guerra. O conflito entre Guiomar, de 70 anos, e Terezinha, de 68, teve origem há 50 anos e conseguiu dividir até mesmo os moradores da fictícia Ibiaci, cidade do interior de Minas, e que se acostumaram com os apelidos das famosas rivais: Encrenca e Marmota. 

Será que a chegada de um novo padre e a realização do tradicional Auto de Natal vão mudar essa realidade? É o que vai mostrar a comédia “Comadres”, de Renata Sette, que estreia no próximo sábado (24/12), véspera de Natal, na Globo, depois do “Rolê nas Gerais”.

As atrizes Magdale Alves (Guiomar) e Rita Clemente (Terezinha) dão vida à história permeada por emoções, humor e surpresas. “Como essa confusão vai terminar? É preciso assistir até o fim e torcer para que venha um milagre de Natal”, brinca Breno Nogueira, produtor-executivo de “Comadres”, realização da Globo Filmes em parceria com a produtora Dromedário.

Parte da cidade fictícia de Ibiaci, onde a história se passa, é, na verdade, a região do Aeroporto da Pampulha. Duas casas da Infraero serviram como cenário para as residências das duas protagonistas. A Praça Bagatelle recebeu o Auto de Natal e a área externa do aeroporto se transformou na rodoviária da cidade.

Além do bom humor, a história também traz temas importantes como reconciliação, sororidade e protagonismo feminino. “O filme deixa a mensagem de que polarização é uma bobagem, porque cada um tem o seu pensamento e o respeito deve ser mútuo”, diz Magdale Alves, que atuou em "Amazônia", de Gloria Perez, e “Em família", de Manoel Carlos.

Rita Clemente, a Terezinha, concorda com a rival no filme. “'Comadres' passa mensagem muito clara sobre o quanto o ódio entre pessoas pode arruinar projetos, famílias e uma comunidade inteira. O filme oferece muitas outras reflexões, tudo com muito humor, o que é o melhor”, diz a atriz e diretora, que atuou no seriado “A cura” e fez parte do elenco das novelas “A vida da gente”, “Amor à vida” e “Liberdade, Liberdade”, todas da Globo.

Armadilhas 

“Comadres” também aponta, de um jeito leve e preciso, para o machismo e a forma como ele está impregnado na estrutura social. “O filme aborda a armadilha do machismo estrutural sobre a competição feminina, tão estimulada na nossa sociedade. É também por uma personagem feminina que isso é denunciado: Natália, a neta de uma das protagonistas, apresenta a elas e ao público o conceito de sororidade”, afirma Pilar Fazito, roteirista.


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