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Estado de Minas ATAQUE DE DRONE

Lula e Kalil: MPF apura ataque com drone

Um empresário é suspeito de ter contratado duas pessoas para manusear o drone e lançar a substância em direção aos apoiadores


17/06/2022 19:21 - atualizado 17/06/2022 19:21

Drone ataca apoiadores de Lula e é apreendido pela PMMG
Ataque com drone é investigado pelo MFP (foto: PMMG/Divulgação )
O Ministério Público Federal (MPF) vai conduzir a apuração sobre o episódio do uso de um drone para lançar uma substância com forte odor na direção de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), durante um encontro dos dois políticos, pré-candidatos à Presidência da República e ao Governo de Minas, respectivamente, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na última quarta-feira (15/6).  

De acordo com informações levantadas pela reportagem em Uberlândia, um empresário é suspeito de ter contratado duas pessoas para manusear o drone e lançar a substância mau-cheirosa (produto químico usado para atrair moscas em lavouras) em direção aos apoiadores de Lula e de Kalil.
 
 
O empresário e outros dois suspeitos chegaram a ser presos pela Polícia Militar (PM) e levados para a delegacia. Eles foram liberados após a assinatura de um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO), ficando à disposição da Justiça para  responder ao processo em liberdade. 

 
Além de Lula e de Kalil, o encontro contou com a presença do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), pré-candidato a vice na chapa do petista. 

Conforme informações da 9ª Região da Polícia Militar de Uberlândia, o Termo Circunstancial de Ocorrência foi encaminhado ao Ministério Público Federal, que  “vai verificar eventuais ilícitos ligados à legislação eleitoral” e também encaminhar o processo para a justiça comum, diante de representação ou queixa por parte de alguma pessoa que tenha se sentido ofendida.
 
A Polícia Federal também pode participar da investigação, se for acionada pelo MPF. 
 

Inicialmente, a apuração deverá ser conduzida pelo procurador da República em Uberlândia, Onésio Soares Amaral. Nesta sexta-feira (17), a reportagem tentou, mas não conseguiu contato com o representante do MPF no Triângulo para comentar sobre o assunto. 

O drone usado na ação foi apreendido pelos policiais e levado para o 17º Batalhão da Polícia Militar em Uberlândia, onde se encontra. 

De acordo com testemunhas, momentos antes do início do encontro de Lula e Kalil, apoiadores do petista e do ex-prefeito de BH foram atingidos por uma substância com um odor forte, lançada por um drone que sobrevoava o local.
 
Inicialmente, eles alegaram que as substâncias eram fezes e urina. 

Mas, após a detenção dos responsáveis pelo manuseio do drone, um deles informou que tratava-se de um produto químico usado como armadilha para atrair moscas nas lavouras (Target), um produto inofensivo para humanos. 
 
 
Os três suspeitos de manusear o drone foram detidos pela PM em uma  caminhonete Hilux, que estava estacionada na área de um condomínio, ao lado do Campus do Centro Universitário Unitri, onde acontecia o encontro político. O drone estava na carroceria do veículo. 

Vídeo sobre o manuseio do drone


Na quinta-feira (16/6), foi revelada a circulação de um vídeo, nas redes sociais, supostamente feito por operadores do drone usado para jogar a substância.
 
 
Um  dos operadores  mostra o instante em que o equipamento sobrevoa o Centro Universitário do Triângulo (Unitri), local do evento em Uberlândia.

“Pode levantar. Joga pra cima do palco. Joga pra cima do palco”, disse um dos envolvidos, que aparentemente filmava a ação. “Roda mais para o lado da arquibancada”, continuou.
 
Outro indivíduo que guiava o aparelho disse que a vazão do líquido “estava no máximo” e que “o povo estava correndo”. O próprio controlador garantiu que existiam 2 litros da substância no equipamento. 
 

Ele também frisou que várias pessoas estavam arremessando objetos em direção ao drone, provavelmente para derrubá-lo.
 
O material foi jogado por volta das 16h30 de quarta-feira, antes do início do evento. Os suspeitos não tinham autorização para usar o equipamento.
 

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