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Estado de Minas PANDEMIA

Manaus: brasileiros culpam 'negacionistas' pelas mortes por COVID-19

Capital do Amazonas vive uma crise de abastecimento de oxigênio em hospitais, o que está causando a morte de pacientes com COVID-19


14/01/2021 18:38 - atualizado 14/01/2021 19:34

Bia Kcis, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro(foto: Agência Brasil/Reprodução)
Bia Kcis, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro (foto: Agência Brasil/Reprodução)
Em meio à crise de abastecimento de oxigênio em Manaus, no Amazonas, internautas usam as redes sociais para culpar o discurso negacionista pelas mortes por COVID-19. A palavra ‘lockdown’ está entre os assuntos mais comentados no Twitter.

 

Nos posts, brasileiros de diversos estados culpam aqueles que não apoiaram as medidas de restrição e incentivaram aglomerações que contribuíram para o colapso da capital amazonense. 


Em alguns posts, internautas também culpam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelas mortes. Isso porque o presidente brasileiro tem um posicionamento negacionista, é contra o lockdown e incentiva o uso de remédios que não tem comprovação cientifica para o tratamento da doença.

“Já passou da hora do Brasil ter um lockdown sério. E um presidente sério também”, escreveu um perfil. 

“A extrema-direita bolsonarista incitou de forma orquestrada e sistemática a população a não seguir as regras de proteção, a protestar contra lockdown e a desafiar a pandemia. Agora cinicamente se esconde ou procura culpar outros pelo crime.
 
Precisam ser denunciados ostensivamente”, postou outro.

Deputados bolsonaristas  

Um tuíte da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), publicado em dezembro de 2020, circula nas redes sociais. No post, ela comemora o fim do lockdown em Manaus na semana do Natal e Ano Novo.

"A pressão do povo funcionou também em Manaus. O governador do Amazonas voltou atrás em seu decreto de lockdown. Parabéns, povo amazonense, vocês fizeram valer seu poder!", escreveu Bia à época.
 
A deputada, no entanto, publicou nesta quinta-feira (14/01) uma mensagem lamentando as mortes na capital do Amazonas. "Manaus hoje sem oxigênio para os doentes. Não fosse a providência do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Pazuello muitas pessoas teriam morrido asfixiadas. Governo do estado e da capital não cuidaram da saúde da população".   

No final de dezembro de 2020, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também celebrou as manifestações contra as medidas restritivas adotadas em Manaus devido à pandemia de COVID-19. 

“Primeiro Búzios e agora Manaus. Todo poder emana do povo”, escreveu o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 26 de dezembro.

Na época, Manaus, apesar de não ter adotado lockdown, decretou medidas restritivas. 

O decreto não foi bem aceito pela população, que respondeu com manifestações pela cidade. Na ocasião, a polícia precisou usar spray de pimenta e balas de borracha para conter os manifestantes

 
Veja alguns comentários nas redes sociais

 

 


 

 

 

 

 

Terror volta para as ruas de Manaus


 
Agora, a capital do estado do Amazonas volta ter dias de terror. Entre 1º e 11 de janeiro, foram registradas 1.979 novas internações pelo novo coronavírus, contra 2.128 em abril de 2020 – pior mês desde a chegada da pandemia.
 
Os enterros de vítimas da COVID-19 também batem recordes: nos primeiros 10 dias de 2021 foram registrados 379, mais do que os 348 de maio. 
 
Até quarta-feira (13/01), mais de 5,8 mil morreram por COVID-19 no estado. 

Falta de oxigênio

Segundo profissionais que atuam no atendimento de pacientes de COVID-19, há hospitais sem oxigênio em Manaus, o que teria causado a morte de diversos pacientes. 

Pelas redes sociais, brasileiros pedem socorro. A frase “oxigênio para Manaus” e a palavra “Manaus” estão entre os assuntos mais comentados. 

Lockdown

Na tarde desta quinta-feira (14/01), o governador Wilson Lima anunciou um decreto que proíbe a circulação de pessoas em Manaus entre 19h e 6h. 

Todas as atividades, exceto serviços essenciais, também estão proibidas.
 
*Estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira 



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