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Estado de Minas MANAUS PEDE SOCORRO

Oxigênio para Manaus: campanha para pacientes de COVID-19 mobiliza redes

Com vídeos, fotos e relatos, movimento no Twitter já começou a circular por todo o mundo. Médicos também fazem apelo por ajuda


14/01/2021 15:28 - atualizado 14/01/2021 17:48

(foto: Twitter/Reprodução)
(foto: Twitter/Reprodução)
Em meio à crise de abastecimento de oxigênio em Manaus, no Amazonas, e o aumento de internações por COVID-19 no estado, brasileiros pedem socorro pelas redes sociais. A frase “oxigênio para Manaus” e a palavra “Manaus” estão entre os assuntos mais comentados.

Por meio de posts, manauaras relatam o cenário de "terror" na cidade e pedem a ajuda de outros estados e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Com vídeos, fotos e relatos, a “tag” no Twitter já começou circular por todo o mundo.
 
“Como podem deixar chegar a esse ponto, é muita incompetência, falta de responsabilidade, estamos numa pandemia e o que tá acontecendo é o cúmulo da falta de respeito com a sociedade e com o povo de Manaus. #OXIGÊNIOPARAMANAUS”, escreveu um internauta.

“Eu não consigo imaginar o desespero de todos que estão trabalhando em hospitais, os familiares. E as pessoas de outros estados, outras cidades precisam levar as coisas a sério, pode acontecer igual em outros lugares. Eles estão sem o básico!!! #OXIGÊNIOPARAMANAUS”, postou outro.
 
O ex-prefeito da capital, Arthur Vírgilio Neto (PSDB), também usou o Twitter para falar sobre o assunto e atacou o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC).

Durante seu mandato, Arthur entrou em diversos embates com o presidente Jair Bolsonaro. Isso porque, no início da pandemia, em abril, Manaus vivenciou cenas de desespero com valas comuns cavadas em cemitérios públicos e caminhões refrigerados instalados fora dos hospitais para preservar os corpos dos mortos.

“Somente hoje foram 28 mortos por falta de oxigênio no Pronto-Socorro 28 de Agosto. Wilson Lima você é o pior governador que o Amazonas já teve e o que acontece em Manaus é assassinato aos moldes de Hitler, por asfixia. Isso é doloroso e cruel”, escreveu o prefeito.




Médicos também fazem apelo


Vários médicos também foram até as redes sociais para comentar a falta de oxigênio em Manaus. Ele cobram atitudes do governo federal.

De acordo com o médico Ricardo Parolin Schnekenberg, o que está acontecendo em Manaus e em outras cidades brasileiras era evitável com medidas factíveis para a realidade brasileira. “Sem coordenação nacional o controle epidêmico é impossível, e o Ministério da Saúde sempre soube disso. Estamos assistindo uma catástrofe.”
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Vou ser bem claro: o que está acontecendo em Manaus e em outras cidades brasileiras era evitável com medidas factíveis para nossa realidade brasileira. Sem coordenação nacional o controle epidêmico é impossível, e o @minsaude sempre soube disso. Estamos assistindo uma catástrofe

%u2014 Ricardo Parolin Schnekenberg MD (@parolin_ricardo) January 14, 2021


Para Vitor Valenti, médico e integrante do corpo editorial sênior da Scientific Reports Nature, o que está ocorrendo nos hospitais de Manaus é “uma forte evidência de que tentar alcançar imunidade coletiva sem vacina é algo totalmente equivocado”.


Otavio Ranzani, médico de doentes graves e populações, também usou as redes para lamentar a falta de oxigênio. “Há dias voltei a não dormir direito. Eu disse que poderiam me chamar de alarmista quanto a Manaus. Passam filmes na minha cabeça: plantões caóticos que vivi não chegam perto do noticiado hoje. Peço que escutem quem entende de doença, epidemia e doenças graves. Mentiras matam.”


Lockdown


Na tarde desta quinta-feira (14/01), o governador Wilson Lima anunciou um decreto que proíbe a circulação de pessoas em Manaus entre 19h e 6h. Todas as atividades, exceto serviços essenciais, também estão proibidas.
 

Entre 1º e 11 de janeiro, foram registradas 1.979 novas internações pelo novo coronavírus, contra 2.128 em abril de 2020 – pior mês desde a chegada da pandemia.

 

Os enterros de vítimas da COVID-19 também batem recordes: nos primeiros 10 dias de 2021 foram registrados 379, mais do que os 348 de maio. 

 

Até quarta-feira (13/01), mais de 5,8 mil morreram por COVID-19 no estado. 

Veja mais comentários no Twitter

 


 
 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Kelen Cristina


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