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Estado de Minas CORONAVÍRUS NO BRASIL

Caos na saúde faz Manaus abrir valas comuns para enterrar vítimas do coronavírus

Covas coletivas têm capacidade para abrigar até 10 corpos; estado soma 193 vítimas fatais por conta da infecção


postado em 21/04/2020 20:09 / atualizado em 21/04/2020 20:25

Em Manaus, covas coletivas têm sido abertas para enterrar baixas ocasionadas pela COVID-19.(foto: Reprodução/Twitter)
Em Manaus, covas coletivas têm sido abertas para enterrar baixas ocasionadas pela COVID-19. (foto: Reprodução/Twitter)
O número de mortos por coronavírus em Manaus tem feito a prefeitura da capital do Amazonas abrir valas comuns em cemitérios para enterrar as vítimas fatais da infecção. Na cidade, há covas coletivas destinadas a até 10 pessoas. O mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta que, em todo o estado, já foram contabilizadas 193 baixas ocasionadas pela doença. O índice de letalidade, que é de 8,5%, está cerca de dois pontos percentuais acima da média nacional.


Um vídeo publicado no Twitter mostra o procedimento adotado pelos coveiros da cidade durante um dos enterros coletivos. Dez caixões são colocados lado a lado em uma cova e, depois, cobertos por terra. 



Para preservar os corpos que ainda não puderam ser enterrados, o Executivo municipal de Manaus instalou câmaras frigoríficas nos cemitérios


O Amazonas tem, ao todo, 2.270 casos confirmados da doença. Segundo levantamento Secretaria Municipal de Limpeza Urbana da cidade, obtido pelo UOL, 656 corpos foram enterrados no cemitério da cidade entre os dias 12 e 19 deste mês.

Sistema em colapso

A saúde pública amazonense tem 118 leitos de terapia intensiva. Na última sexta-feira (17), o governador Wilson Lima (PSC chegou a dizer que todas as UTIs do estado estavam ocupadas. A declaração foi dada à Rádio Tiradentes.

Valas comuns nos EUA

Em meados deste mês, um expediente similar foi utilizado em Nova York, nos Estados Unidos. A administração local precisou abrir valas comuns para enterrar vítimas fatais da COVID-19. Os corpos foram depositados na ilha Hart, utilizada pela cidade para enterrar corpos não-identificados, não requisitados pelos parentes ou cujos familiares não podem pagar por um cemitério particular.


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