Publicidade

Estado de Minas

Zema sobre Cemig: 'gostaria de privatizá-la no momento oportuno'

Medida depende do valor de mercado oferecido e de mudança na Constituição. Ações da estatal sobem após declaração


postado em 22/11/2018 22:18 / atualizado em 22/11/2018 22:31

Romeu Zema participou de evento do banco BTG Pactual com 700 investidores, em São Paulo(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Romeu Zema participou de evento do banco BTG Pactual com 700 investidores, em São Paulo (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
As ações da Cemig na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiram nesta sexta-feira, 22, depois do governador eleito Romeu Zema (Novo) falar que pode acelerar a venda da estatal, depedendo do valor de mercado. “Se o mercado precificar bem, por que esperar?”, disse.
 
A declaração foi dada durante evento do banco de investimento BTG Pactual em São Paulo, em resposta a questionamento da plateia sobre a privatização da estatal do setor de energia elétrica. As ações da companhia subiram 5,44% no Ibovespa, encerrando o dia a R$ 12,22.
 
Zema disse que há dois caminhos para a companhia: sanear e depois privatizar a empresa, o que aumentaria seu preço, ou fazer a privatização direta. Esta última opção dependeria do preço que o mercado pagaria pela empresa.
 
À noite, em entrevista à Globo News, o governador eleito voltou a ser questionado sobre da privatização da Cemig e se entregaria a estatal mineira caso o governo federal exija para negociar a dívida de estado. “Com toda certeza sim”, disse Zema ao lembrar que durante a campanha afirmou que a Cemig é uma empresa subavaliada, que perdeu 70% do seu valor nos últimos anos. “Eu gostaria de recuperar a empresa e gostaria de privatizá-la no momento oportuno”, afirmou.
 
Zema disse ainda que a questão da privatização da Cemig e de outras estatais “ainda vai ser decidida com o governo federal”. À tarde, ele ressaltou, no entanto, ser preciso mudar a Constituição do estado primeiro para permitir a privatização.
 

Regime fiscal

 
Durante o evento do BTG Pactual, Zema também comentou sobre a entrada de Minas no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) do governo federal para renegociar a dívida. "Não há alternativas para Minas a não ser repactuar a dívida de R$ 90 bilhões que tem com a União", disse.
 
O RRF foi criado pelo governo federal para oferecer aos Eestados com grave desequilíbrio financeiro instrumentos para o ajuste das contas. Além da questão do endividamento, Zema disse que Minas deve aos 853 municípios do Estado R$ 10 bilhões em repasses constitucionais, que deveriam ter sido repassados nos últimos meses, mas acabaram ficando retidos.
 
Para adesão ao RRF, Zema disse que o governo federal exige algumas contrapartidas, principalmente medidas de austeridade fiscal. O governador eleito ressaltou que pretende realizar a venda de empresas estatais e também congelar contratações de funcionários públicos e reajustes, que ficarão limitados à reposição da inflação.
 
(Com informações do Estadão Conteúdo)

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade