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Estado de Minas 10 TONELADAS

PC: Servidores desviam areia de obras da prefeitura para fins particulares

O crime, segundo a Polícia Civil, ocorreu em 2018 em Carmo do Paranaíba: um suspeito morreu e três deles foram indiciados


17/08/2021 17:49 - atualizado 17/08/2021 18:41

As investigações foram conduzidas na 5ª Delegacia de Polícia Civil em Carmo do Paranaíba(foto: Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação)
As investigações foram conduzidas na 5ª Delegacia de Polícia Civil em Carmo do Paranaíba (foto: Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação)
Dois servidores públicos aproveitaram o cargo ocupado para desviar 10 toneladas de areia adquiridas para obras da prefeitura e usaram o material para fins particulares. Essa é a conclusão de inquérito realizado pela Polícia Civil para apurar condutas ilícitas e desvio de patrimônio público na Secretaria Municipal de Obras de Carmo do Paranaíba.
 
O trabalho dos policiais civis foi remetido ao judiciário da cidade do Alto Paraníba nessa segunda-feira (16/8). Segundo o delegado Hiago Marciano Araújo Caixeta, os fatos ocorreram em 2018 e, além dos dois agentes públicos, envolveram dois particulares.

 
"Todo o trabalho de inteligência policial conseguiu precisar a autoria individualizada de servidores da prefeitura, valendo-se da facilidade do cargo, para a destinação ilegal da areia, adquirida para obras da prefeitura", informou o delegado.
 

Peculato 

 
Três homens, de 47, 49 e 55 anos, foram indiciados. Um dos deles foi desligado da prefeitura e o outro, segundo o delegado, continua no cargo. O terceiro citado, é um agente particular.

Eles responderão pelo crime de peculato, “subtração ou desvio, por abuso de confiança, de dinheiro público ou de coisa móvel apreciável”. A pena varia de 2 a 12 anos de prisão e multa.
 
Um dos suspeitos faleceu durante a investigação, o que levou a extinção da punibilidade, nos termos do artigo 107, do Código Penal.
 
"A Polícia Civil reitera a importância da celeridade nas apurações em crimes desta natureza, combinado com a união de informações entre a sociedade e os órgãos de segurança pública da comarca, com fito em determinar autoria e consequente responsabilização precisa de envolvidos na empreitada criminosa", finalizou o delegado Hiago Marciano.
 

Prefeitura 

 
O prefeito na época era Cesar Caetano de Almeida Filho (PL). Ele concorreu em 2020 e foi reeleito para mais um mandato. A reportagem procurou a assessoria da prefeitura e pediu um posicionamento oficial. No entanto, a comunicação alegou que não se manifestaria porque os indiciados são ex-servidores - mesmo com o delegado afirmando que um deles continua no cargo.


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