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Estado de Minas JUSTIÇA

TJMG libera aulas presenciais nas escolas estaduais de Minas

Retomada pode ocorrer nas regiões que estão na onda amarela ou na onda verde do programa Minas Consciente; Sind-UTE vai recorrer da decisão


10/06/2021 15:18 - atualizado 10/06/2021 22:52

(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press )
(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press )

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou na tarde desta quinta-feira (10/6) o retorno às aulas presenciais, pondo fim à batalha judicial entre a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), travada desde outubro do ano passado.




Nesta quinta-feira, o Tribunal de Justiça concluiu o julgamento do mérito do mandado de segurança, impetrado pelo Sind-UTE/MG, que impediu o retorno das aulas presenciais em meio à pandemia da COVID-19.

Na primeira sessão, em 28 de maio, quatro dos cinco desembargadores foram favoráveis à volta às aulas,  mas  desde que o governo garantisse condições de trabalho adequadas, sem o risco de a infecção pela COVID-19 se disseminar. Apenas o magistrado Versiani Penna pediu vistas do processo.

Mas, conforme o TJMG, ao apresentar seu parecer nesta quinta-feira, o desembargador Versiani Penna, decidiu negar o  mandado de segurança impetrado pelo Sind-UTE para impedir o retorno da volta às aulas.
Ele alegou que o pedido depende de prova e não pode ser feito por meio de mandado de segurança. 


Versiani Penna  foi acompanhado por outros dois desembargadores que mudaram o voto e discordaram do relator Pedro Bitencourt Marcondes. Assim, por 3 a 2, os desembargadores negaram o mandado de segurança do Sind-UTE/MG,  autorizando a reabertura imediata das escolas estaduais.

 

De acordo com a SEE, o retorno será facultativo e restrito às cidades localizadas nas regiões em verde e amarelo do Plano Minas Consciente, e onde não houver restrições da prefeitura à volta. O regime de estudo não presencial segue ativo, com as atividades dos planos de estudos tutorados (PETs) obrigatórios pra contagem da carga horária. Também continuam disponíveis o programa "Se liga na educação" e o aplicativo Conexão Escola. 

 

Sind-UTE responde


Por meio de nota, o Sind-UTE informa que vai recorrer da decisão tão logo o acórdão seja publicado. A categoria diz que a reversão do resultado causou “estranheza” e a atribui a uma “pressão exercida pelo governo do estado”. “A repentina mudança dos votos dos desembargadores que acompanharam a divergência causa ainda mais estranheza e perplexidade em razão de que estamos em mais um momento de agravamento da crise sanitária em nosso Estado, com o constante crescimento do número de casos em toda Minas Gerais, inclusive com a chegada de novas cepas da doença, o que ensejaria na necessidade de manutenção da medida e não o contrário, conforme foi decidido.”

 

A coordenadora-geral do Sind-UTE, Denise Romano, divulgou um vídeo na noite desta quinta-feira (10/6) para reafirmar o compromisso com a segurança dos professores e afirma que há um risco enorme de explosão de casos.

 

"Somos 200 mil trabalhadores que atendemos 1,5 milhão de alunos. A repercussão dessa decisão para a saúde pública, com relação à ocupação de leitos, será denunciada para garantir a vida dos trabalhadores. O estado mal começou o processo de vacinação e deve a segunda dosea uma infinidade de mineiros. Nas últimas 24 horas, tivemos 319 óbitos. O que vai ocorrer com as nossas escolas é um processo amplo de contaminação e disseminação do vírus"

 

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