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Estado de Minas PANDEMIA

Zema anuncia distribuição de 'grande carga' de kit intubação aos municípios

Governador disse que os medicamentos serão enviados imediatamente para os hospitais do estado, para o tratamento de pacientes com a COVID-19


16/04/2021 19:28 - atualizado 16/04/2021 20:36

Governador Romeu Zema (C) disse que o Estado tem feito de 'tudo o que está ao alcance' durante a pandemia de COVID-19(foto: Luiz Ribeiro/EM/D.A Press)
Governador Romeu Zema (C) disse que o Estado tem feito de 'tudo o que está ao alcance' durante a pandemia de COVID-19 (foto: Luiz Ribeiro/EM/D.A Press)
O governador Romeu Zema (Novo) anunciou nesta sexta-feira (16/4), em visita a Montes Claros (Norte de Minas), que o Estado está recebendo uma “grande carga” de medicamentos para sedação de pacientes com a COVID-19. Eles serão enviados imediatamente para os hospitais mineiros, que sofrem a escassez dos remédios do chamado “kit intubação”.

“Muitos hospitais estavam trabalhando com um estoque próximo a zero desses medicamentos, que são fundamentais para os pacientes que são intubados", afirmou. Ele também lembrou que os insumos “vão permitir que hospitais trabalhem com menos estresse”.

Zema afirmou que seu governo tem feito “tudo que está ao seu alcance” para auxiliar os municípios no combate ao novo coronavírus, citando ações como a compra de respiradores, de agulhas e seringas e medidas para agilizar a vacinação em massa da população, destacada por ele como “a solução definitiva para a pandemia”.

A “prestação de contas” de Romeu Zema foi uma resposta ao “Movimento 100+”, deflagrado nesta sexta-feira e liderado pelo prefeito de Teófilo Otoni (Vale do Mucuri), Daniel Sucupira (PT), que convocou os chefes de executivos das 39 cidades mineiras com população superior a 100 mil habitantes, para cobrar mais ações do Estado.

O movimento acabou sofrendo um racha, liderado pelo prefeito de Coronel Fabriciano, Marcus Vinicius Bizarro. Ele alegou que a mobilização ganhou conotação de articulação político-partidária contra o governador e favorecimento ao PT e ao prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).

Outros prefeitos acompanharam Marcus Vinicius e deixaram o movimento.

Sucupira marcou compromissos dos participantes da mobilização nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, prevendo na agenda encontros com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Agostinho Patrus Filho; e o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior; além de reunião na sede da prefeitura da capital, com a participação do Kalil.

Para Marcus Vinicius – que também e vice-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) –, a aproximação do grupo 100 com Kalil e a marcação da reunião na PBH foi uma de demonstração de tendência de apoio ao prefeito belo-horizontino num possível enfrentamento a Zema na sucessão estadual do ano que vem.

Nesta sexta-feira, Zema admitiu que vai se candidatar à reeleição no ano que vem.

Pedido de socorro


Em entrevista ao Estado de Minas nessa quinta-feira (15/4), o prefeito de Teofilo Otoni negou que sua iniciativa tenha interesse politico-partidário.

“Esse movimento é um pedido de socorro que nós, prefeitos, como legítimos representantes dos municípios, estamos fazendo junto às autoridades para que nossa população não padeça sem saúde e sem assistência e que tenha a vida plena que merece”.

Daniel Sucupira negou também qualquer acordo com Kalil envolvendo disputa eleitoral.

Questionado sobre o “Movimento dos 100 , em entrevista coletiva em Montes Claros, Zema também levantou a suspeita de que a mobilização tenha interesse politico-partidário.

Ele ainda alfinetou a gestão anterior, do ex-governador Fernando Pimentel, do PT, falando de dívidas com os municípios herdadas do seus antecessor.

Ele acusou o governo passado de ter “massacrado" os prefeitos: “O Estado tem divída com os municípios, dívida contraída na gestão anterior à nossa, que esqueceu, judiou e massacrou os prefeitos. Estamos pagando dentro do limite do que é possível”.

 

O governador disse que em sua gestão já foram pagos débitos em atraso com as prefeituras: "Temos a AMM e a Granbel (Associação de Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte) que representam muito bem os municípios. Se um outro movimento está surgindo fora dessas duas entidades, parece que é uma minoria de prefeitos que, talvez, queiram fazer algum movimento político. É uma mera suposição minha”.


Zema diz acreditar que sua gestão tem aprovação dos municípios: "Tudo que está ao nosso alcance tem sido feito. Se fizer uma pesquisa com os prefeitos, é bem provável que a grande maioria apoie e esteja satisfeita com o que Estado fez”.

 


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