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Estado de Minas COVID-19

Após aval emergencial, infectologista pede 'plano robusto' de vacinação

Unaí Tupinambás quer que Ministério da Saúde formule campanhas de conscientização popular sobre a necessidade de vacina


17/01/2021 16:45 - atualizado 17/01/2021 17:03

Infectologista da Prefeitura de BH quer conscientização popular sobre importância de vacinação.(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press - 30/12/2020)
Infectologista da Prefeitura de BH quer conscientização popular sobre importância de vacinação. (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press - 30/12/2020)
Em meio ao furor popular pela aprovação emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) das vacinas contra a COVID-19, o Ministério da Saúde precisa pensar na formulação de um grande plano nacional de imunização. A opinião é do infectologista Unaí Tupinambás, integrante do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 da Prefeitura de Belo Horizonte.

“Uma vacina aprovada tem que chegar no braço da população. Ainda precisamos desenhar um plano robusto de campanha de vacinação, fazer uma publicidade importante, incentivar a população e garantir que essas doses cheguem para nós o quanto antes”, disse, em entrevista ao Estado de Minas.

A agência reguladora autorizou a utilização de seis milhões de doses da CoronaVac, ligada ao Instituto Butantan e ao laboratório chinês Sinovac. Fora liberadas também dois milhões de unidades do imunizante do consórcio entre a Universidade de Oxford, no Reino Unido, e o laboratório AstraZeneca.

O cronograma do Ministério da Saúde prevê prioridade a profissionais de saúde, indígenas e idosos moradores de casas de repouso. Depois, a ideia é estender as doses aos brasileiros com mais de 75 anos. Para Unaí Tupinambás, os reflexos da imunização ainda vão demorar a ser sentidos pelo sistema de saúde.

“O desafio ainda é muito grande. Vão começar pelos profissionais da saúde na primeira etapa. Em seguida, quase que imediatamente, ampliar para a população mais generalizada, que começa a diminuir o impacto no sistema de saúde”, explica, projetando março como início do alívio ao sistema de saúde em locais como os Estados Unidos e países europeus, que iniciaram a vacinação antes do Brasil.

Unaí teme que o governo federal atrase a imunização da população brasileira. “Estão havendo algumas confusões do ministério quanto à importação dos insumos. Parece boicote do próprio governo contra a vacina da COVID-19. Isso é muito grave. A sociedade civil tem que cobrar uma postura firme do Ministério da Saúde na compra, aquisição e campanha. Não pode ter essa postura incompetente do ministério quanto a este problema”, pontua, citando os desencontros quanto aos sucessivos adiamentos na decolagem do avião destacado para buscar, na Índia, as doses de Oxford.

“Mais do que nunca, a população precisa exigir e cobrar do ministério que faça a campanha e não só um plano de enfrentamento de vacinação. Uma campanha publicitária junto à população falando da importância que é a vacinação contra a COVID-19”.  

Belo Horizonte se movimenta por vacinas 

O planejamento para a imunização dos belo-horizontinos depende da chegada das injeções à capital mineira. Unaí Tupinambás não detalhou os planos do Executivo municipal, mas a reportagem apurou que, se as doses previstas para Minas Gerais chegarem ao estado amanhã, a cidade tem condições de dar o pontapé inicial na campanha na quarta-feira (20/01). A distribuição às unidades federativas começa às 7h desta segunda (18/01), a partir do Aeoroporto de Guarulhos, em São Paulo.

“Chegar o insumo, começar a produzir e começar a campanha. Nada disso está garantido. A aprovação é um passo importante, mas como disse, nós temos que ter a vacina no braço da população e acelerar a produção no Brasil”.

O infectologista lembra, ainda, que outras doenças estão por vir com o fim do verão. O outono se aproxima, uma temporada de outras doenças virais. Devemos ter campanha de vacinação da gripe. Ou seja: quanto antes começar a vacinação da COVID-19, melhor vai ser o desempenho da vacina”, projeta.

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.


transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.


A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Vídeo: Flexibilização do isolamento não é 'liberou geral'; saiba por quê

Principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia
  • Em casos graves, as vítimas apresentam:
  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal
  • Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus 

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.


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