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Estado de Minas TORNOZELEIRA ELETRÔNICA

Juiz determina relaxamento de prisões de donos de postos acusados de cartel

Todos haviam sido detidos no início deste mês sob suspeita de integrar organização criminosa que praticava cartel em postos de combustíveis de Uberaba


14/09/2020 11:31 - atualizado 14/09/2020 12:19

No dia das prisões foram apreendidos celulares, certa quantidade em euros e dólares, cerca de R$ 120 mil e documentos. Também foi efetuada uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.(foto: Foto Gaeco/Divulgação)
No dia das prisões foram apreendidos celulares, certa quantidade em euros e dólares, cerca de R$ 120 mil e documentos. Também foi efetuada uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. (foto: Foto Gaeco/Divulgação)
Após pagarem fiança de R$ 30 mil cada, dez donos de postos de combustíveis que haviam sido presos acusados de formação de cartel em Uberaba, no Triângulo Mineiro, além de um gerente de rede, estão deixando a penitenciária de Sacramento. Como o processo é sigiloso os nomes dos suspeitos não foram divulgados. O Ministério Público divulgou que é contrário ao relaxamento da prisão.

Os onze suspeitos terão que utilizar tornozeleiras eletrônicas, estão proibidos de sairem de suas casas de segunda a sexta, entre 22h e 6h, além de terem de permanecerem em suas residências aos sábados e domingos. Eles também não podem se aproximar das empresas investigadas, nem deixar a cidade sem autorização. 

 

Segundo informações, as condições do relaxamento das prisões foram fixadas pelo juiz Fabiano Veronez, acatando o pedido do juiz Fabiano Garcia Veronez, titular da 2ª Vara Criminal, sendo que o pagamento da fiança foi fixado na última sexta-feira (11). Os juízes determinaram que no momento não há indicação de risco concreto às ordens pública e econômica, ou mesmo a prática de novas infrações penais.

 

Os onze suspeitos foram presos na Operação CONEXU$, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã do dia 3 de setembro (quinta-feira), após indícios que seriam uma organização criminosa voltada à prática de cartel no ramo de postos de combustíveis, em Uberaba. 

Além das prisões (nove mandados cumpridos em Uberaba e dois em Uberlândia), foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, sendo 15 em Uberaba, quatro em Uberlândia, um em Formiga, um em Franca e um em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Durante as operações foram apreendidos celulares, euros e dólares (quantia não divulgada pelos militares), além de cerca de R$ 120 mil e documentos. Também foi efetuada uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Segundo o Gaeco, as investigações tiveram início em dezembro de 2018, em parceria com a 1ª Promotoria de Defesa do Consumidor.

 

Os levantamentos se intensificaram a partir de novembro de 2019. As apurações também comprovaram outras ações criminosas, como adulteração de combustível, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro por ‘laranjas’, que blindavam os verdadeiros proprietários dos lucros ilícitos obtidos com o cartel. Também foram identificados indícios de sonegação fiscal.

 

Em Uberaba, num primeiro momento da investigação, de cerca de 60 postos existentes na cidade, se descobriu que 35 estão relacionados com o cartel, ou seja, 60% dos postos estariam envolvidos na irregularidade.


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