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Estado de Minas FLEXIBILIZAÇÃO

Entidades do comércio de BH se dividem sobre reabertura de restaurantes

Para alguns empresários, prefeito Alexandre Kalil poderia ter sido mais ousado, enquanto outros pedem que funcionários sigam normas à risca para evitar retrocesso


20/08/2020 19:29 - atualizado 20/08/2020 19:54

Paulo Pedrosa, presidente do Sindibares, faz pedido aos comerciantes para cumprirem as determinações eitas por Kalil(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Paulo Pedrosa, presidente do Sindibares, faz pedido aos comerciantes para cumprirem as determinações eitas por Kalil (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Diversos representantes dos setores do comércio de Belo Horizonte se posicionaram sobre a reabertura dos restaurantes, anunciada na tarde desta quinta-feira (20) pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD). Para eles, o programa de reabertura não atende a 100% do que o setor espera, mas pelo menos ajuda na recuperação gradual dos estabelecimentos, que ficaram fechados por cinco meses.
 
Segundo Kalil, a reabertura do setor servirá para atender a outros trabalhadores que estão em serviço: "Estamos fazendo isso porque o comerciário não vai ficar comendo em fundo de loja. Estamos abrindo para atender os comerciários que estão saindo para trabalhar".

O protocolo vai começar a valer a partir de segunda-feira. Os restaurantes só poderão funcionar de 11h às 15h, de segunda a sexta-feira. Nos formatos de drive-thru, os serviços não terão restrições. Vários empresários questionaram as medidas anunciadas por Kalil

Na visão de Paulo César Pedrosa, presidente do Sindicato dos Restaurantes, bares e similares de Minas Gerais (Sindibares), todo o comércio tem de fazer sua parte para que BH não volte à estaca zero. Nesse sentido, ele faz apelo para que os estabelecimentos cumpram as determinações: "Anteontem, estivemos com Kalil. O prefeito estava bravo demais. Preocupação nossa era que os comerciantes estavam sem lugar para almoçar. Lembrando que as lanchonetes podem funcionar no horário maior. A gente alerta o setor para não desobedecer, se não vai prejudicar todo mundo".

Já o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, criticou as medidas adotadas pelo município. Segundo ele, o prefeito demonstra, novamente, desrespeito e desumanidade com os milhares de empreendedores e trabalhadores deste setor e com a sociedade belo-horizontina. “Belo Horizonte é a única capital brasileira que não retomou com as atividades de bares e restaurantes. A forma como a questão está sendo tratada é rasa, sem transparência. Não somos os vilões e não aceitaremos ser bode expiatório da crise. Essa concessão de abrir na hora do almoço não resolve a questão, é como colocar um esparadrapo numa hemorragia”.

Por sua vez, Nadim Donato, presidente do Sindilojas, entende que 2020 será crucial para que várias empresas se mantenham de pé: "O mais importante é não fechar. Vamos vagarosamente abrindo. Esse ano é para o comércio sobreviver".

Os bares seguirão fechados até os índices de transmissão do coronavírus na capital estiverem com números melhores. 


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