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Estado de Minas REAÇÃO DO PREFEITO

Kalil rebate Mateus Simões: 'Protocolos não resolvem. O que resolve são médicos'

Prefeito de Belo Horizonte respondeu a críticas feitas pelo secretário-geral do governo de Minas sobre reabertura de shoppings populares na capital


postado em 19/06/2020 14:34 / atualizado em 19/06/2020 16:29

Kalil elevou o tom contra o governo de Minas nesta sexta-feira(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Kalil elevou o tom contra o governo de Minas nesta sexta-feira (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), rebateu as críticas feitas pelo secretário-geral do governo de Minas, Mateus Simões, sobre a reabertura dos shoppings populares na capital. O chefe do Executivo municipal voltou a cobrar o estado quanto ao incremento no quadro de profissionais de saúde.

“Protocolos não resolvem. O que resolve não são tendas. O que resolve são médicos, intensivistas, virologistas. Esqueceram e só lembraram disso em junho”, disse o prefeito.

Kalil também criticou diretamente Mateus Simões, que era vereador em Belo Horizonte até março deste ano, quando se transferiu para o governo estadual. O chefe do Executivo relembrou das chuvas que castigaram a capital mineira em janeiro.

“O único ser capaz de salvar o outro é o ser humano. Esse secretário está falando muito em BH, é exatamente quando caiu aquela tempestade. Zero. Fizeram nada”, disparou.

O prefeito também lembrou das críticas feitas pelo governo de Minas quando decidiu manter grande parte do comércio fechado em Belo Horizonte. Kalil e o governador Romeu Zema (Novo) apresentaram divergências no passado quanto à retomada da economia. Enquanto Zema defendia uma maior abertura de lojas, o chefe do Executivo de BH optou por manter a cautela.

“O próprio secretário geral, que está falando em lockdown, disse, em alto e bom som, que não entendia o porquê de tanta pressa (para adotar medidas sanitárias). Talvez agora ele entenda o porquê de tanta pressa. E que agora não venha ensinar o pai nosso ao vigário", rebateu.

Desde que a prefeitura liberou o funcionamento de serviços não essenciais, em 25 de maio, Belo Horizonte viu a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dar um salto. O número passou de 40% para 74%. Além disso, a demanda por leitos clínicos para pacientes com coronavírus também aumentou de 34% para 62%.

A capital mineira também registrou um aumento considerável no número de casos e mortes por COVID-19. Entre março, quando o primeiro caso de coronavírus foi detectado, e 24 de maio, véspera da reabertura dos primeiros estabelecimentos comerciais não-essenciais, Belo Horizonte tinha registrado 42 óbitos. Nos 26 dias pós-flexibilização, foram mais 48 vítimas, indo para um total de 90 até esta sexta, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG). Na época pré-reabertura, eram 1.434 pacientes infectados. Atualmente são 3.789, de acordo com a pasta estadual.

A prefeitura distinguiu a reabertura do comércio em Belo Horizonte em seis fases. No dia 18 de março, Kalil publicou um decreto autorizando apenas o funcionamento de comércios essenciais, como supermercados, farmácias, entre outros. Já no dia 25 de maio, salões de beleza (exceto clínicas de estética), shoppings populares e comércios varejistas puderam reabrir as portas. A fase mais recente da retomada da economia em BH foi aplicada no dia 8 de junho, quando foi iniciado o retorno de 91,9% dos empregos.

Na semana passada, Kalil decidiu manter a retomada da economia em Belo Horizonte na Fase 2, por causa do aumento no número de pacientes infectados na capital. Nesta sexta, o prefeito anunciou, mais uma vez, que não vai reabrir mais lojas em BH na próxima semana.


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