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Estado de Minas

Mesmo com decisão judicial, passagens do metrô de BH continuam a R$3,40

Servente de pedreiro chamou a Polícia Militar na Estação Central para tentar resolver o caso, mas, mesmo inconformado, teve que pagar o valor reajustado


postado em 12/05/2018 09:30 / atualizado em 12/05/2018 12:37

Usuário chamou a PM na Estação Central, mas foi informado que nada podia ser feito pelos militares(foto: Leandro Couri/ EM/D.A Press)
Usuário chamou a PM na Estação Central, mas foi informado que nada podia ser feito pelos militares (foto: Leandro Couri/ EM/D.A Press)
Passageiros do metrô de Belo Horizonte estão indignados com o valor unitário da viagem a R $ 3,40 que está sendo cobrado à revelia de liminar proibindo o aumento. A decisão ds Justiça, expedida na noite dessa sexta-feira prevê que o bilhete retorne a R $1,80, preço praticado antes do resjuste de 88,9% concedido pela Companhia Brasileira de Trend Urbanos (CBTU). Questionados por muitos passageiros nos guichês de compras, funcionários alegam que a CBTU não foi notificada oficialmente.

O servente de pedreiro Libério José ds Silva, de 53 anos, chamou a Polícia Militar para tentar resolver o caso, na Estação Central, mas, mesmo incoformado, teve que pagar os R $ 3,40 para ir embora para casa, no Bairro Água Branca, em Contagem. "O policial falou na minha cara que não pode fazer nada, porque a ordem parte lá de cima. No meu  entender, a CBTU está indo contra a ordem do juiz. O Brasil virou palhaçada e Minas Gerais, uma desordem."

A CBTU informou, por meio de sua assessoria, que ainda não foi notificada.

A permanência do preço dos bilhetes reajustados já havia sido constatado pela reportagem do Estado de Minas na Estação Central desde a noite dessa sexta-feira. Do lado de fora do local, um ato organizado pelo Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro/MG) reuniu cerca de mil pessoas, de acordo com as lideraças. Além dos sindicalistas, diretórios estudantis de universidades públicas e privadas, a Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas de Belo Horizonte (AMES-BH) e cidadãos sem filiação a movimentos compunham o protesto. 

Usuários não encontraram mudanças nas tarifas na manhã deste sábado (foto: Leandro Couri/ EM/D.A Press)
Usuários não encontraram mudanças nas tarifas na manhã deste sábado (foto: Leandro Couri/ EM/D.A Press)


De acordo com o Sindimetro, a mobilização precisa continuar. ''Esse é o início da luta, pois se trata de uma liminar'', afirmou Romeu José Neto, presidente do órgão. 

Ainda segundo Romeu, o anúncio da liminar, contra a qual cabe recurso, reduziu o número de pessoas que compareceram ao ato. Ele também confirmou uma nova reunião na segunda-feira, às 18h, na sede do Sindimetro (Rua Tabaiares, 41, no Bairro Floresta), para avaliar os rumos da manifestação. O encontro será aberto ao público. 

Pelo lado dos estudantes, a insegurança permanecia, principalmente quanto ao peso que o reajuste representaria para comparecer às aulas. "A gente quer ir e vir da universidade com uma tarifa menos absurda. É um aumento desnecessário, que vai pro bolso de empresário. Nosso metrô não tem infraestrutura suficiente'', afirmou o estudante Caio Diogo, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas).
(Com informações de Gabriel Ronan) 

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