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Estado de Minas

Governo pede apoio ao Congresso para combater ataques a caixas eletrônicos em Minas


postado em 21/12/2012 22:20 / atualizado em 21/12/2012 22:56

As explosões de caixas eletrônicos em Minas Gerais são comandadas de dentro dos presídios. O dinheiro obtido nestes ataques está sendo usado pelos criminosos para financiar outras atividades ilícitas, como a compra de armamento pesado e de drogas. A informação é do secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, que anunciou a criação de um núcleo de inteligência para tentar reduzir os índices desse tipo de crime em Minas Gerais.

“Investigações feitas recentemente apontaram que as explosões de caixas eletrônicos ocorrem principalmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Triângulo Mineiro e Vale do Aço e têm relação com detentos do sistema prisional dessas localidades. O dinheiro arrecadado nessas ações é empregado na aquisição de armas e de grandes quantidades de drogas”, afirmou o secretário.

Para identificar os presos que comandam esse esquema e reprimir a ação das quadrilhas, a Seds decidiu criar um núcleo de inteligência e investigação, mas Rômulo de Carvalho Ferraz disse que os detalhes da criação desse núcleo não serão revelados agora. Os ataques aos caixas foram tema de uma reunião da cúpula das polícias Civil e Militar, na manhã desta sexta-feira.

O secretário também anunciou que vai pedir apoio do Congresso Nacional para exigir mais participação dos bancos no combate às quadrilhas e para tipificar essa forma de ataque como crime. Atualmente, as explosões dos terminais de saque e depósito são consideradas roubo a banco, e não há distinção se a ação for praticada por arrombamento ou com o uso de explosivos. Um documento será encaminhado aos deputados federais e senadores de Minas Gerais, pedindo para que eles transformem em projetos de lei as propostas das forças policiais.

Minas Gerais tem cerca de 7 mil terminais bancários e as explosões são cada vez mais frequentes. Somente em dezembro 22 caixas foram atacados, aumentando o rastro de destruição e insegurança deixado pelos ladrões. Várias medidas foram adotadas nos últimos meses para tentar coibir essa prática criminosa, mas nenhuma surtiu efeito até agora.
A reunião das forças de segurança do Estado para debater a onda de explosões e formas de combater esse crime de forma eficaz ocorreu pouco depois de um novo ataque na capital.

Na Avenida Bernardo de Vasconcelos, no Bairro Palmares, na Região Nordeste de BH, bandidos explodiram um caixa eletrônico em uma agência do Bradesco. De acordo com a PM, os ladrões usaram explosivo com alto poder de destruição e boa parte do imóvel foi danificada. O grupo conseguiu levar o dinheiro armazenado no terminal eletrônico, mas a quantia não foi revelada.

Força desproporcional

Por meio de nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) respondeu à proposta da Seds de exigir das instituições financeiras maior atuação no combate às quadrilhas que cometem esse tipo de crime. A Febraban “reconhece o aumento de assaltos e arrombamentos com uso de força desproporcional, com armamentos pesados, de elevado poder de destruição, inclusive explosivos”.

No documento, a federação dos bancos ainda reconhece que “os meios de segurança usados atualmente são insuficientes frente à violência empregada”. Por fim, alega “que os bancos brasileiros atuam em estreita parceria com os governos para conter os crimes e propor novos padrões de segurança.


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