Publicidade

Estado de Minas Energia

Biocombustível avança, mas ainda depende de incentivos do governo


postado em 30/08/2012 12:39 / atualizado em 30/08/2012 13:27

Brasil possui larga experiência em produção e comercialização de biocombustíveis, principalmente o etanol.(foto: edicionrural.com / Reprodução)
Brasil possui larga experiência em produção e comercialização de biocombustíveis, principalmente o etanol. (foto: edicionrural.com / Reprodução)


A pesquisa do economista Leandro Menegon Corder mostra os efeitos das políticas de incentivo a produção de biocombustíveis no Brasil e na Europa.

Enquanto na Europa, as metas da implantação gradativa pavimentam o avanço do biocombustível, no Brasil a realidade é um pouco diferente. Sete anos após o início do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), os incentivos governamentais ainda são fundamentais para manter a competitividade da produção, onde carecem de investimentos em tecnologia, além de ajustes ambientais.

Na última década, de acordo com o levantamento, houve crescimento no valor total na produção dos insumos utilizados na geração de energia. A maioria dos países europeus, mesmo que parcialmente, alcançaram as metas estabelecidas.

De acordo com o próprio economista, em entrevista para a revista Exame, alguns pontos do PNPB tiveram êxito, mas outros deixaram a desejar. "Se o Brasil deseja prosseguir com o Programa do modo como ele foi idealizado, terá de fazer vários pequenos ajustes para adequá-lo à realidade na qual se inseriu", alerta o economista.

"O ponto mais urgente é manter as usinas em funcionamento, pois a maioria não é economicamente viável, ao lado dos ajustes nas questões ambientais e da matéria-prima utilizada. Deve-se também incentivar a pesquisa de biocombustíveis de outras gerações, que trazem maior aproveitamento de resíduos e novas tecnologias para minimizar o efeito sobre cultivos tradicionais".

Já o interesse na produção e uso de biocombustíveis está em crescimento, em virtude das previsões de escassez do petróleo. De acordo com o pesquisador, o Brasil possui larga experiência em produção e comercialização de biocombustíveis, principalmente o etanol.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade