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Estado de Minas MERCADO EXTERNO

Minas Gerais deve bater recorde nas exportações do agronegócio em 2021

Projeção para o encerramento do ano é de US$ 10,3 bilhões, maior valor desde o início da série, em 2005


22/12/2021 16:41 - atualizado 22/12/2021 17:16

Plantação de café
O café foi o principal produto mineiro exportado em 2021 (foto: Seapa/Divulgação )
As exportações do agronegócio em Minas somaram US$ 9,5 bilhões no acumulado de janeiro a novembro deste ano. A expectativa é de que as vendas internacionais do setor encerrem o ano ultrapassando a marca de US$ 10 bilhões, superando o recorde histórico de US$ 9,7 bilhões, registrado em 2011.

 

 


“Se registrarmos em dezembro o valor médio do ano alcançado nas exportações, em torno de US$ 800 milhões, vamos fechar 2021 com valor histórico de US$ 10,3 bilhões. O acumulado até novembro já é o segundo melhor resultado da série histórica, iniciada em 2005, mesmo contabilizando o registro total dos meses (janeiro a dezembro) dos anos anteriores”, destaca a secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Maria Valentini.

O agronegócio respondeu por 26,1% das exportações totais do estado, com crescimento de 19,2% em relação ao período de janeiro a novembro de 2020. Ainda assim, houve queda de 2,2% no volume exportado, de 11,6 bilhões de toneladas. A diferença é resultado do aumento do valor médio pago pelas commodities no mercado internacional, que alcançou cerca de US$ 816,32 a tonelada.  

Principais mercados


Os principais destinos do agronegócio no período foram a China (US$ 2,6 bilhões), os Estados Unidos (US$ 990 milhões), a Alemanha (US$ 839 milhões), a Itália (US$ 423 milhões) e o Japão (US$ 420 milhões). Os produtos agropecuários do estado foram exportados para 176 países no total.

O café - principal item exportado - representou 40,8% do total comercializado no período de janeiro a novembro. Foram 24,9 milhões de sacas, que totalizaram US$ 3,9 bilhões.

As exportações de grãos, farelo e óleo de soja totalizaram US$ 2,3 bilhões, com volume embarcado de 4,9 milhões de toneladas. O setor registrou crescimento tanto no valor (+31,3%) quanto no volume ( 2,3%). 

O setor sucroalcooleiro (açúcar de cana ou beterraba, álcool e demais açúcares) registrou receita de US$ 1,1 bilhão com o embarque de 3,3 milhões de toneladas.

Carnes mantêm bons números


As carnes mantiveram boa performance com um total de US$ 1,08 bilhão e 320 mil toneladas embarcadas para 110 diferentes mercados no mundo. O setor tem se mantido competitivo e, puxado pela alta do preço da commodity no mercado externo, apresentou valorização na receita em todos os seus segmentos (bovino, frango, suíno e demais carnes/preparações).

Em relação às exportações específicas de carne bovina, a China manteve a liderança na comercialização e aumentou em 10% a receita das compras de carne bovina mineira, alcançando US$ 480 milhões, na comparação com o período de janeiro a novembro de 2020. 

“As compras aquecidas da China durante todo o ano ajudaram a manter o resultado do acumulado com bons números, mesmo com o embargo da carne bovina nos meses de setembro, outubro e novembro", analisa a secretária. Hong Kong seguiu no 2º lugar do ranking com US$ 75 milhões. 

Ovos tiveram crescimento


As vendas de ovos para o mercado externo somaram US$ 1,6 milhão, um crescimento de 11%. Enquanto países latinos como Equador, México e Bolívia deixaram de comprar, outros parceiros surgiram, como Serra Leoa, Libéria, Gâmbia e Japão.

Produtos apícolas


As exportações de produtos apícolas foram de US$ 14,9 milhões e 5,9 mil toneladas, crescimento de 150% e 105%, na receita e no volume, respectivamente. Os EUA lideram as compras do segmento representando 67%. O país americano tem sido o principal destino do mel de Minas Gerais. Malásia e Hong Kong foram países estreantes neste ano.

Principais produtos exportados (janeiro a novembro):

  • Café: Valor: US$ 3,9 bilhões/Volume: 24,9 milhões de sacas
  • Complexo Soja: Valor: US$ 2,3 bilhões/Volume: 4,9 milhões de toneladas 
  • Carnes: Valor: US$ 1,1 bilhão/Volume: 320 mil de toneladas
  • Complexo sucroalcooleiro: Valor: 1,1 bilhão/Volume: 3,3 milhões de toneladas
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  


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