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Estado de Minas EXPOMINAS

'Nunca vendi tanto', comemora expositora da Feira Nacional de Artesanato

Feira reúne artesãos de todo o Brasil e acontece até o próximo domingo (12/12), no Expominas


08/12/2021 18:54 - atualizado 08/12/2021 20:01

Estandes divididos por estados na Feira Nacional de Artesanato
Estandes divididos por estados na Feira Nacional de Artesanato (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
 A 32ª edição da Feira Nacional de Artesanato acontece no Expominas, no Bairro Gameleira, Região Oeste de Belo Horizonte, e reúne milhares de artesãos de todo o país. O evento, que tem como tema este ano Rotas do Brasil, começou na terça-feira (7/12) e vai até o próximo domingo (12/12). O avanço da vacinação contra a COVID-19 permitiu uma maior flexibilização das medidas sanitárias de prevenção contra o coronavírus nesta edição.

 

 

A feira conta com 620 estandes e espera um público de 100 mil pessoas. Uma novidade é a volta de shows e atrações artísticas e culturais que foram suspensas na edição de 2020, por causa da pandemia. Neste ano, serão cerca de 30 atrações de música e dança, além de cortejos folclóricos que percorrem todo o espaço da exposição.

Mônica Geralda Rosa expõe seus bordados no estande do Distrito Federal. Ela é mineira de Patos de Minas, mas mora em Brasília.

“Ontem o movimento não estava bom. Mas hoje a feira está ótima, muito movimentada. Não parei de vender um minuto. É a melhor feira de que participo desde 2017, nunca vendi tanto”, comemora. 

Ela conta que fez um intervalo nas vendas e aproveitou para comprar licores e doces. “Eu estou vindo pegar, senão eu sei que não consigo levar para casa porque vai vender tudo.”
 
Expositora mostra produtos para uma visitante da feira
A expositora Mônica Geralda Rosa (roupa colorida) comemora as vendas na edição deste ano (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
 

Ensinando bordados em vídeo 


Além de expor seus trabalhos na feira, Mônica também foi convidada para participar do projeto Borda Mariana, ensinando mulheres afetadas pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana. A artesã explica que conheceu a criadora do projeto em uma feira de bordados e rendas, em Brasília.
 
“A gente fez um combinado de eu ir a Mariana, dar aula presencialmente para as afetadas. Só que veio a pandemia, então ela me desafiou a fazer vídeos.” 
 
Mônica mostra um quadro com bordados do projeto Borda Mariana
Mônica mostra um quadro com bordados do projeto Borda Mariana (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
 

Nos vídeos, ela ensinou as mulheres a bordar cinco monumentos da cidade histórica em toalhas. Foram montados kits com esse material e enviados para 300 agências turísticas de todo o Brasil, para divulgar Mariana. A artesã gostou tanto da experiência que planeja criar um canal no Youtube para ensinar os bordados.

Superação por meio do trabalho


Outra artesã é Iris Ferreira Lana, que expõe peças de cama, mesa e banho no estande do Vale do Jequitinhonha e participa do evento desde 2003. Ela conta que o movimento está bom, mas as vendas nem tanto. “O povo está sem dinheiro, não está comprando muito, não. Hoje, pelo menos, eu não vendi nada.”
 
A artesã Iris Ferreira Lana expõe seus bordados
A artesã Iris Ferreira Lana expõe seus bordados (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
 

Para ela, apesar de este ano a feira estar bem movimentada, as pessoas têm comprado menos que em anos anteriores. Iris é moradora de Barra Longa, distrito de Mariana, e foi atingida pelo rompimento da barragem do Fundão. “Fui uma das atingidas. Fui fortemente afetada, perdi todo o meu material de trabalho, tudo o que estava dentro da casa.”
 
Ela conta que se reergueu com o trabalho dos bordados. “Vou me recuperando aos poucos.”
 

Visita em família 


Ana Flávia Machado Dias veio a BH especialmente para visitar a feira. Ela nasceu em Ipatinga, mas mora em Campinas. “Eu amei, vim de Campinas só para ver essa feira maravilhosa. Meu pai já expôs aqui e sempre falou bem dela. Ele faz brinquedos pedagógicos. Peguei um ônibus às 9 da noite de ontem e estou voltando em outro hoje também às 9 da noite porque trabalho amanhã.” Os pais dela saíram de Ipatinga e a família se encontrou para visitar a feira. 

Depois de passear pelos estandes, Ana Flávia diz que viu muitas coisas bonitas. “Tem de tudo um pouco, crochê, bolsas de vários tipos de tecido, pedras, enfeites, panos de prato mais sofisticados, produtos em madeira, bijuterias.”
 
Ana Flávia Machado Dias aproveitou a folga no trabalho para conhecer a feira
Ana Flávia Machado Dias aproveitou a folga no trabalho para conhecer a feira (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
 

Apesar de se encantar por tantos produtos, ela acabou não fazendo muitas compras.  “Comprei só uma máscara porque eu vim mais para ver a exposição mesmo. Mas a vontade é comprar uma coisa de cada barraca porque tem cada coisa divina”, se diverte. 

32ª edição da Feira Nacional de Artesanato

*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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