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Estado de Minas GREVE DOS TANQUEIROS

Após sufoco na fila, motoristas relatam alívio ao abastecer carro em BH

Mesmo após enfrentarem longas filas em função da paralisação dos tanqueiros, motoristas da capital agradecem por encontrar postos ainda com combustíveis


22/10/2021 10:53 - atualizado 22/10/2021 13:39

Fila chegou até 1 km na manhã desta sexta-feira (22/10)
Posto Pica Pau, localizado na Avenida do Contorno 10.325, Bairro Carlos Prates (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
A greve dos tanqueiros continua nesta sexta-feira (22/10) e  vários postos de Belo Horizonte já apresentam falta de combustíveis . Nos estabelecimentos em que ainda há estoque, longas filas se formaram. E já tendo passado 'sufoco' para conseguir abastecer, boa parte dos motoristas acredita que o movimento iniciado pela categoria dos tanqueiros deve se prolongar um pouco mais.

Ver galeria . 12 Fotos Caminhões-tanque parados na refinaria Raizen, em Betim, na Grande BH, no segundo dia da paralisação dos tanqueirosLeandro Couri/EM/DA Press
Caminhões-tanque parados na refinaria Raizen, em Betim, na Grande BH, no segundo dia da paralisação dos tanqueiros (foto: Leandro Couri/EM/DA Press )


A reportagem conversou com vários motoristas que enfrentaram as filas gigantes e todos reconheceram que "correram para completar o tanque" com medo de que a paralisação dos tanqueiros possa se prolongar. 

O gerente de loja Roberto Vieira Ribeiro, de 56 anos, contou que já tinha rodado por vários postos na cidade e o que encontrou mais vazio foi o da Vila Estação na Rua Tupinambás, localizado no Centro da capital. 
 
Roberto Ribeiro ficou 20 minutos na fila do posto Vila Estação no Centro
Gerente de loja Roberto Vieira Ribeiro, de 56 anos (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
 
“Fiquei na fila por aproximadamente 20 minutos.Vim completar o tanque porque a gasolina do meu carro já estava quase acabando. Como preciso dele para poder ir ao trabalho, prefiro estar prevenido caso a greve dure mais dias”, afirmou.  
 
Roberto, entretanto, acredita que a greve não vai se estender muito. “Acho que não deve durar por muito tempo não. O governo deve tomar alguma providência, pois já teve a experiência de quando ocorreu aquela vez em que ficou parado por várias semanas e prejudicou muita gente”, acrescenta.
 
O motorista de aplicativo Cleuber José Chaves, de 62, que também abasteceu no mesmo posto, afirmou que a paralisação deve lhe causar prejuízos. “Isso prejudica muito no meu trabalho, uso o veículo como instrumento de trabalho, e rodei uns quatro postos até conseguir achar este que estava mais vazio e ainda tinha gasolina”, lamentou. 
 
José Chaves esperando na fila do posto Vila Estação no Centro
Motorista de aplicativo Cleuber José Chaves, de 62 anos (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
“Mas se a greve continuar vou para o interior e esperar ela passar, porque vai ser impossível trabalhar com esta bagunça”.
 
No posto Pica Pau, localizado na Avenida do Contorno, no Bairro Carlos Prates, a fila chegou a 1 km e motoristas ficaram esperando muito tempo para conseguir abastecer. 

O gerente de manutenção Rubens Fabiano Rodrigues, de 40, contou que faz o uso do carro para poder se deslocar ao trabalho e que ficou uns 30 minutos na fila. “ Neste posto agora só tem álcool, mas com os rumores é bom correr e completar o tanque, para não ficar sem combustível depois”. 
 
Rubens Rodrigues levou a mãe ao médico e aproveitou para completar o tanque. Ficou 30 minutos na fila
Gerente de manutenção Rubens Fabiano Rodrigues, de 40 anos (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
 
 
Rubens acredita que a paralisação pode se estender por mais dias. “Acho que sim, visto que tudo aumentou de preço, tanto a gasolina, quanto alimentação. Os impostos estão bem altos e os tanqueiros estão indignados com esta situação. Acredito que esta paralisação vá ser igual a de 2018 que durou por vários dias”, destacou.
 
 
 
O Posto Quick, na Avenida Tereza Cristina, também no Carlos Prates, tinha bastante movimento durante a manhã desta sexta (22/10). Francisco Morais, de 80, que após enfrentar grandes filas, conseguiu abastecer, relatou o sentimento da maioria: "acredito que o grande medo das pessoas seja o receio de ficar sem gasolina; não tem em nenhum posto para poder abastecer”. 
 
Francisco Morais completando o tanque caso a greve prolongue
Francisco Morais, de 80 anos (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
 
 
Mesmo assim, ainda agradeceu por ter conseguido abastecer: “Mesmo com esta paralisação, o que conforta é que em alguns postos ainda possuem combustíveis, mesmo tendo que enfrentar longas filas por algumas horas. O pior é quando acaba e você precisa dormir na fila para conseguir abastecer”, concluiu. 
 

* Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira 


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