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Estado de Minas MINAS

Cemig faz alerta sobre nível nos reservatórios e pede economia de energia

Mananciais responsáveis pelo abastecimento da região estão com níveis próximos a 30%. A Lagoa de Furnas, por exemplo, já está quase seca.


03/06/2021 23:41 - atualizado 03/06/2021 23:51

Represa Várzea das Flores(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Represa Várzea das Flores (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
O alerta está ligado para a geração e abastecimento de energia elétrica em Minas Gerais. Pelo menos esse é o tom dado pela Cemig ao pedir para que a população economize água neste momento de estiagem. É porque os níveis dos principais mananciais que abastecem as usinas geradoras estão com 30% da capacidade total, o que pode representar um risco se não chover.
 
Só para se ter um exemplo: os lagos de Furnas e Peixotos, que abastecem a Usina Mascarenhas de Moraes, devem ter limíte mínimo de 15% de água até o final de novembro. Esses dois reservatórios foram incluídos em um apelo feito pela Agência Nacional das Águas (ANA), em que se prevê a maior estiagem dos últimos 111 anos.
 
Hoje, o reservatório de Furnas está com 37% de capacidade, enquanto o que abastece a Usina de Mascarenhas de Moraes está com 57%.
 
 
Como as chuvas estão abaixo da média nos últimos meses, colocando pressão sobre os reservatórios, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, onde estão as usinas de Minas Gerais, apresenta nível de armazenamento pouco superior a 30%, conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).  
 
Dessa forma, para garantir a integralidade dos reservatórios, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está despachando as usinas térmicas para suprir a demanda da população. Contudo, essas usinas utilizam combustíveis fósseis e encarecem o preço para a produção de energia.  

De todos os lados

A situação das bacias dos rios preocupa tanto que a Cemig emitiu o pedido para economizar depois de dizer que vai manter o valor da conta congelado até fevereiro do ano que vem.
 
A companhia energética de Minas ainda escolheu alguns "vilões" que devem ser observados, especialmente no momento em que as temperaturas nas cidades do Sul de Minas baixam gradativamente por causa do outono/inverno.
 
O chuveiro, por exemplo, gasta muita energia elétrica, e pode representar até 30% da conta de luz. “O consumo de energia depende de duas variáveis: da potência do equipamento (medida em watts) e do tempo de utilização. Como está mais frio e as pessoas tendem a utilizar o chuveiro em sua potência máxima, a melhor forma de economizar é reduzindo o tempo de banho. Como o consumo do equipamento é muito representativo, uma redução no tempo de uso trará uma economia significativa”, explica o engenheiro de Eficiência Energética da Cemig, Thiago Batista. 
 
Outro equipamento na "lista dos gastões" é a geladeira. Geralmente, é o segundo equipamento que mais consome energia em uma residência em virtude do “abre e fecha” ao longo do dia. 

Uma geladeira em bom estado de uso funciona 12 horas por dia, ou seja, 360 horas por mês. “É muito importante lembrar que alimentos ainda quentes não devem ser armazenados, pois isso sobrecarrega o aparelho e consequentemente aumenta o consumo. Cuidados como esses podem colaborar para a economia no final do mês” reforça. 

E no home office?

Pessoas que estão no sistema de trabalho remoto devem ficar atentas ao consumo de computadores e periféricos.
 
Ao se ausentar, mesmo que por curto período de tempo, o monitor deve ser desligado.
 
Outros componentes como impressoras e caixas de som também devem ficar desligados quando não tiverem sendo utilizados. 
 
A eletricidade consumida pelos aparelhos eletrônico em stand-by (modo de espera) pode representar até 15% de seu consumo funcionando.
 
Vale ressaltar que, ao desligar a TV, é importante desligar os demais equipamentos que estão conectados ao aparelho.
 
Os televisores mais antigos consomem mais que os novos e, no modo de espera, os receptores de TV por assinatura são os maiores vilões do desperdício. 

“Equipamentos como receptores de TV por assinatura, computadores e aparelhos de televisão, entre outros, que costumam ficar ligados em modo de stand-by 24 horas por dia, elevam o valor da conta no final do mês. Para economizar, é necessário que o consumidor retire o equipamento da tomada”, afirma Batista.   
 


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