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Estado de Minas ZEMA

Governo de Minas apresenta ações voltadas às micro e pequenas empresas

Governo quer reformular a política de Arranjos Produtivos Locais (APLs); estado fará parceria com o Sebrae Minas


25/02/2021 17:56 - atualizado 25/02/2021 18:26

Governo também firmará parceria com o Sebrae Minas(foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG)
Governo também firmará parceria com o Sebrae Minas (foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG)
O governador Romeu Zema divulgou, nesta quinta-feira (25/2), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, duas ações direcionadas às micro e pequenas empresas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede).

A primeira consiste em reformular a política de Arranjos Produtivos Locais (APLs), empresas que atuam juntas, na mesma região, com foco nos mesmos produtos. O intuito é trazer uma movimentação no desenvolvimento regional e reforçar as políticas públicas. Vale ressaltar que, atualmente, 50 APLs exercem atividades no estado.
 
 
O Governo também firmará parceria com o Sebrae Minas, por intermédio do Sebraetec, com o objetivo de capacitar e proporcionar avanço, até 2022, das atividades dos 6 mil pequenos e médios empresários em 400 cidades do estado. Cerca de R$ 25 milhões serão investidos nesta ação.

Investimentos

Zema pontuou que o desejo é atrair bons investimentos para Minas Gerais.

“Estamos indo para R$ 95 bilhões em investimentos atraídos desde o início da gestão. Apenas nos dois primeiros anos, 2019 e 2020, foram R$ 88 bilhões atraídos. E isso tende a se intensificar por meio de medidas como essa aqui, além de outras que temos feito na área tributária, no sentido de simplificar as obrigações acessórias, e na área ambiental, para agilizar o procedimento de solicitação, principalmente para micro e pequenas empresas, que são o motor da nossa economia”, disse.

APLs

Os 50 Arranjos Produtivos Locais de Minas localizam-se em 257 cidades e possuem 34 mil empresas, com geração de 153 mil empregos.

A reformulação prevista quer separar em quatro diferentes tipos os arranjos produtivos regulamentados pelo Governo Estadual: pleno, consolidado, em consolidação e provisório.

Sendo assim, os APLs mais organizados, que têm mais empresas consolidadas nos mercados interno e externo, boa mão de obra, estarão à frente de outros arranjos na classificação que será feita.

Pode-se ter como exemplo a APL de Pequi, no Norte de Minas, que ainda necessita de investimentos para o comércio no estado, e o de Metal, no Vale do Aço, que tem registrado atividades internacionais e movimentado diversas empresas e empregos. Assim, o arranjo de Pequi seria classificado com consolidação e o de Metal como pleno.

Com essa divisão, o governo consegue impulsionar as regiões e suas respectivas economias, promover investimentos, criar oportunidades de negócios, gerar emprego e renda, estimular diversas áreas do Estado e identificar as demandas específicas de cada APL.
 
Segundo o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, o Governo quer facilitar o estreitamento de laços entre as empresas.

"O foco da nova política é levar prosperidade para todos os mineiros, por meio de iniciativas e investimentos privados. Vamos mostrar nessa nova política que o Estado entra como articulador perante diversos produtos e serviços. Estamos na era da informação, mas infelizmente peca-se muito na comunicação e conexão. Com melhores conexões, vamos melhorar esses resultados e a economia, com geração de empresa e renda", esclareceu.

SebraeTec

A parceria do Governo de Minas com o Sebrae Minas vai possibilitar uma retomada econômica em todo o estado.

O presidente do Conselho Deliberativo Estadual Sebrae-MG, Roberto Simões, disse que “esse projeto abrange todos os segmentos da economia. Neste momento de retomada econômica é fundamental, uma vez que as empresas estão buscando se reposicionar em um mercado cada vez mais dinâmico e digital. A parceria com a Codemge vai nos permitir alcançar mais empresas. Os pequenos negócios mineiros representam 99,2% dos estabelecimentos do estado, por isso são os grandes responsáveis pela recuperação da economia, e geração de emprego e renda.”

Dos R$ 25 milhões em investimentos, R$ 20 milhões serão financiados pelo Sebrae e pela Codemge, em partes iguais. Os R$ 5 milhões restantes ficarão a cargo dos empreendedores.

Podem participar do programa micro e pequenas empresas (MPEs), microempreendedores individuais (MEI) e produtores rurais. São mais de 60 produtos, em quatro áreas: Produção e Qualidade, Design, Sustentabilidade e Desenvolvimento Tecnológico. As empresas também recebem consultorias e acompanhamento do Sebrae.

Em 2020, mais de 2,6 mil empresas de micro e pequeno porte e MEIs em todo o estado foram atendidos pelo Sebraetec. Foram mais de R$ 19,5 milhões investidos.
 
* Estagiário sob supservisão da subeditora Ellen Cristie.  
 


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