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Estado de Minas INVESTIMENTO

Mercados do Cruzeiro e São Paulo, em BH, vão ganhar reforma e incentivo

Um grupo de sete empresas ganhou a licitação na PBH, agora os mercados vão integrar o Circuito de Mercados de Origem


12/02/2021 13:27 - atualizado 12/02/2021 14:08

Mercado Cruzeiro, Região Centro-Sul de Belo Horizonte(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Mercado Cruzeiro, Região Centro-Sul de Belo Horizonte (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
O Mercado do Cruzeiro, localizado na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e o Mercado do Bairro São Paulo, na Zona Leste da capital, vão fazer parte do Circuito de Mercados de Origem. Um consórcio formado por sete empresas venceu a licitação na Prefeitura de Belo Horizonte e prevê quase R$ 500 mil por ano para o município e obras de reforma, manutenção e administração destes estabelecimentos.

O grupo é formado por: Grupo UAI, Conata, Facile Gestão e Administração Eirelli, B21 Participações, Urbanes Empreendimentos Eirelli e Infracon. O investimento estimado ao longo da concessão é de R$ 189.000.000,00 (cento e oitenta e nove milhões de reais). O projeto, segundo responsáveis pelas empresas, é resgatar a cultura da culinária mineira.

“A gente quer fazer desses mercados, um resumo da história e cultura de Minas Gerais, trazer o estado inteiro para dentro desses mercados e entender o que é a cultura mineira”, explica Bernard Siríaco Martins, vice-presidente da Fundação Doimo, gestora do Grupo UAI, uma das integrantes do consórcio vencedor.

O Circuito de Mercados de Origem, até o momento, já conta com empreendimentos nos bairros de Venda Nova, Padre Eustáquio, Santa Teresa, além de um próximo ao BH Shopping e outro na cidade de Ribeirão das Neves.

Apoio

Segundo Bernard, as empresas vão contar com diversos órgãos para fomentar o projeto. Entre elas, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), que vai auxiliar na ponte entre o produtor e os mercados. “Vai apresentar o mercado para todos os produtores de vários municípios mineiros e incentivar a venda dos produtos na capital”, disse.

Outro acordo de cooperação para o projeto foi com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), em que vão auxiliar os produtores a fornecer uma certificação pelos produtos. “A Emater está fazendo o produtor produzir melhor, nós do circuito estamos aqui para ajudar a vender e contar a história do produto, então oferecemos o IMA a entrar no projeto e ajudar o produtor a certificar e explicar o valor que isso gera ao produto dele”, ressaltou.

Além dessas duas empresas, Bernard explicou também que o projeto tem parceria com o Instituto Estrada Real, Sesc Mesa Brasil e as secretarias de Cultura e de Desenvolvimento de Minas Gerais para fomentar o circuito.

‘Vai valorizar muito a região’

Andréia Matozinhos, 59 anos, é advogada e mora no Bairro Cruzeiro há 50 anos(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Andréia Matozinhos, 59 anos, é advogada e mora no Bairro Cruzeiro há 50 anos (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Andréia Matozinhos, de 59 anos, é advogada e mora no Bairro Cruzeiro há 50 anos e acredita que pode valorizar o mercado. “Lá é um espaço muito bom e eles podem ampliar para dar a oportunidade para mais produtores e vai valorizar muito a região”, destacou. Ela também ressaltou a preocupação com os comerciantes locais que já estão no espaço há mais de 40 anos. “Mas eu também penso nas pessoas que trabalham lá há anos, se for para tirar eles de lá, não apoio. Eles têm que continuar lá”, disse.

A informação foi verificada pelo Estado de Minas e, segundo representantes do grupo, os comerciantes do local vão ser beneficiados com as mudanças. “Serão mantidos e nós vamos ajudar eles melhorando a área”, assegura Bernard.

História

Carlos Magno, 59 anos, comerciante do Mercado no Bairro Cruzeiro(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Carlos Magno, 59 anos, comerciante do Mercado no Bairro Cruzeiro (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Carlos Magno, de 59 anos, é um dos comerciantes do Mercado no Bairro Cruzeiro. Ele tem um hortifruti no local, mas antes disso precisou trabalhar muito para conquistar o estabelecimento. “O mercado aqui inaugurou em 1974, ou seja, tem 47 anos. Eu cheguei aqui há 43 anos como carregador. Aos poucos as coisas foram melhorando e eu consegui adquirir minha loja”, contou.

“Acho que chegou a hora de melhorar, nunca teve uma melhoria no mercado e tá na hora de fazer alguma coisa. Agora, fazendo parte deste projeto, acredito que vai trazer muitos benefícios para nós comerciantes e toda população da região”, completou.
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie. 


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