Publicidade

Estado de Minas Compras

Loja on-line na Black Friday: vale a pena?

O número de e-shoppers cresceu 38% no 1.º semestre de 2020; a pandemia estimulou o comércio eletrônico, que deve ganhar mais força na Black Friday


14/10/2020 09:56 - atualizado 14/10/2020 10:11

(foto: Freepik)
(foto: Freepik)

 
Você vai aproveitar as liquidações da edição deste ano da Black Friday em loja on-line ou física? Tudo indica que o comércio eletrônico, mais uma vez, vai dominar a corrida do consumidor pelo preço baixo no dia 27 de novembro, quando acontece a Black Friday 2020. Mas será que a vale a pena comprar pela internet? 

O que se tem certeza até agora é que a pandemia da COVID-19 impulsionou a loja on-line. O e-commerce, que já era forte, ficou ainda mais com o fechamento das lojas físicas. 

O Ebit, por exemplo, registrou um aumento de 38% na taxa de novos compradores on-line no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019. Esse percentual representa 7,3 milhões de brasileiros.

Já outra pesquisa, realizada pela Ipsos, demonstrou que mais da metade dos brasileiros – 57% - dizem comprar mais em loja on-line agora do que antes da pandemia. Ao que tudo indica essa migração do off para o on-line continuará. 

Uma pesquisa da Salesforce antecipou que 90% dos brasileiros se dizem mais propensos a comprar produtos essenciais pela internet, mesmo após a estabilização da pandemia, que começa a declinar. A pesquisa, aliás, ouviu 3,5 mil pessoas no mês de julho em sete países, incluindo o Brasil. 

Confira outros dados do levantamento da Salesforce: 

  • 46% estão comprando no delivery sem contato com o entregador; 
  • 31% das pessoas estão comprando mais pelas redes sociais do que antes da pandemia; 
  • 32% estão comprando mais de pequenos negócios; 
  • 72% dos brasileiros estão comprando menos que o habitual no comércio físico; 
  • 32% mais pessoas estão usando os serviços de assinatura; 
  • 33% estão usando mais o modelo de comprar pela internet e retirar na loja. 

Loja on-line: produto pode sair 46% mais barato  


Não é regra, mas é grande a chance de o produto sair mais barato na loja on-line. Isso porque a loja virtual não gera despesas de aluguel, água, luz e folha de pagamento na mesma proporção de uma loja física. 
 
Um levantamento do Zoom, por exemplo, mostra que um produto que é bastante procurado, como um computador, pode sair 46% mais barato que nas lojas convencionais. É por isso que 78% dos consumidores acreditam que encontram preços mais baixos na internet, conforme a mesma pesquisa. 
 
Sendo assim, os compradores devem mais uma vez concentrar suas compras na internet. De acordo com a pesquisa da Rakuten Advertising, 86% dos consumidores brasileiros desejam aproveitar as ofertas da Black Friday Brasil comprando nas lojas on-line. 

Cupons e cashbacks 


A prática de cupons de desconto e cashbacks está nas lojas físicas. Porém, é na loja on-line que ela ganha evidência. Afinal, há centenas de sites especializados, como o Peixe Urbano e o Méliuz, que concedem esses mimos aos consumidores, que veem um incentivo a mais para as compras. 
 
Nesse sentido, quando um comprador visita um site de cupom de desconto ele tem 56,6% mais chance de comprar do que quando está olhando um site de ofertas. 
 
Assim, esses atrativos são mantidos por quase 100% das lojas on-line para convencer o cliente a encher o carrinho. Afinal, a concorrência também é alta no e-commerce. 

Vantagens e desvantagens de comprar on-line


É aquela velha história: há quem enxergue o copo meio cheio e, outros, o copo meio vazio. Nesse sentido, as compras on-line também têm suas vantagens e desvantagens. Confira abaixo: 

Vantagens

  • comodidade na hora de comprar;
  • várias formas de pagamento; 
  • privacidade nas compras; 
  • cupons de desconto que chegam a 50%; 
  • variedade de produtos; 
  • funcionamento 24h por dia; 
  • opiniões de outros compradores;
  • possibilidade de troca ou devolução facilitada. 

 

Desvantagens

  • frete caro em algumas lojas;
  • risco de atraso na entrega;
  • chance de receber produto trocado; 
  • clonagem de cartões; 
  • ataque de hackers e pessoas mal-intencionadas; 
  • não poder ver e tocar o produto antes da compra;
  • não receber uma orientação pessoal do vendedor. 

No que diz respeito ao risco de fraudes on-line, por exemplo, pelo menos 33% dos brasileiros já admitiram terem sido vítimas de fraudes eletrônicas em cartões de crédito e débito, segundo a pesquisa da ACI Worldwide. 

Benefícios para o varejista 


Mas do outro lado do balcão está o lojista, que pode aproveitar essa mudança de perfil do consumidor para vender mais na Black Friday 2020. 
 
Portanto, a migração pode trazer benefícios, como o aumento do faturamento e o maior alcance da sua marca, com a ampliação do seu público em potencial para outras regiões e estados.
 
Nesse sentido, o comerciante pode escolher entre dois caminhos: abrir sua própria loja virtual, com investimento em site e marketing digital, ou aderir ao marketplace, seguindo as regras das principais redes, como Magalu e Americanas.  
 
Independentemente da escolha, segundo especialistas, é importante que esse comerciante adote uma experiência omnichannel para o seu cliente. Ou seja, proporcionar a ele a mesma experiência de compra no on-line e no off-line. 
 
Há a possibilidade de, inclusive, aumentar as vendas com essa experiência. Pesquisas indicam que os consumidores tendem a gastar 4% a mais, na loja física, e 10% a mais, na loja on-ine, quando os dois canais estão integrados. 
 
Além disso, outra dica importante é facilitar o pagamento das compras por links ou pelo Auxílio Emergencial, já que o benefício foi estendido até dezembro. 
 
Marketplaces, como o Mercado Livre, já disponibilizam a integração com o Caixa Tem para que o cliente pague as contas usando o Auxílio Emergencial. 
 
Lojistas que já utilizam o WhatsApp Business como meio de relacionamento com o cliente também podem se valer do aplicativo para o recebimento de pagamentos por meio de links. Uma pesquisa da Dunnhumby, por exemplo, mostra que o percentual de usuários que fizeram transações pelo WhatsApp cresceu 31%.

Google Shopping: mais variedade para o consumidor 


Uma novidade trazida pelo Google deve aumentar as vendas na loja on-line. A partir da segunda quinzena deste mês de outubro, os lojistas poderão anunciar seus produtos gratuitamente na aba do Google Shopping. Com isso, os empresários ganham um canal a mais de divulgação dos seus produtos on-line, e os consumidores têm acesso a uma maior variedade de itens e lojas nas pesquisas. 
 
Antes da mudança, os comerciantes tinham que fazer o upload das informações na Merchant Center e ainda anunciar no Google Ads, que é a plataforma de anúncios do Google. Mas agora os e-commerces poderão anunciar gratuitamente no Google Shopping. Basta buscar informações na área de suporte. 

O Google também confirmou o que outras empresas já haviam verificado: o volume de buscas na categoria de varejo subiu no pico da pandemia, superando as pesquisas da Black Friday de 2019. 
 
Para exemplificar, 72% das buscas das macro categorias de varejo ocorreram na Black Friday de 2019. Mas no período entre 26 de agosto e 22 de setembro, 19 das 29 categorias analisadas pelo Google já foram mais buscadas que na edição de 2019. Na prática, é como se a Black Friday tivesse sido antecipada naturalmente pelo consumidor brasileiro devido à pandemia.  
 
Quer saber tudo sobre a Black Friday 2020? Clique aqui e confira todas as notícias e novidades sobre a data. 
 


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade