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Estado de Minas

Obama reafirma apelo a congressistas para elevar teto da dívida pública


postado em 30/07/2011 09:15 / atualizado em 30/07/2011 09:17

WASHINGTON, EUA, 30 Jul 2011 (AFP) -O presidente Barack Obama pediu mais uma vez, neste sábado, que democratas e republicanos que cheguem a um rápido compromisso para elevar o teto da dívida pública do país, assinalando que há áreas significativas de acordo para conseguir um acordo.

"Os partidos não estão tão longe disso", afirmou Obama em seu programa de rádio e internet semanal.

"Estamos diante de um acordo difícil sobre quantos gastos precisamos cortar para reduzir nosso déficit. Estamos de acordo com um processo para encarar uma reforma fiscal e uma reforma da ajuda social. Há muitas saídas para este problema. Mas há pouco tempo", alertou.

Esses comentários acontecem depois que o Senado dos Estados Unidos, controlado pelos democratas, rejeitou na noite de sexta-feira uma proposta republicana aprovada pela Câmara de Representantes que buscava evitar o fim do pagamento das dívidas do país no próximo dia 2 de agosto.

Os legisladores votaram em 59-41 contra a proposta apresentada pelo presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, que buscava elevar o teto da dívida americana, atualmente em 14,3 bilhões de dólares, em duas etapas.

O líder dos democratas no Senado, Harry Reid, que planeja apresentar um projeto próprio no final de semana, disse esperar que o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, ajudará na conquista de um acordo orçamentário.

Líderes empresariais e financeiros advertiram que a moratória provocaria golpes devastadores a já frágil economia americana, que segue registrando altos níveis de desemprego neste período de recuperação da crise mundial de 2008.

O projeto de lei havia sido aprovado pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos na noite desta sexta-feira em resposta ao discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, feito na manhã desta sexta-feira.

Os legisladores da Câmara, dominada pelos adversários republicanos de Barack Obama, aprovaram o plano por 218 votos contra 210. Contudo, o Senado - onde os democratas são maioria - descartaram o plano do presidente da Câmara, John Boehner, e tentarão enviar seu próprio projeto.

Boehner teve dificuldades para reunir os votos para seu plano, que como ele mesmo sabe, é destinado ao fracasso. Consciente de que não contava com os votos necessários para aprovar o projeto, o líder republicano postergou na quinta-feira à noite a votação.

Para ganhar mais votos de seu partido, Boehner agregou na sexta-feira a seu projeto uma emenda constitucional para impor um "orçamento equilibrado", muito apreciado pela direita.

O plano de Boehner, que tem duas etapas, inclui um primeiro aumento do teto da dívida de mais de 900 bilhões de dólares a troco de reduções orçamentárias ao longo de dez anos. Um segundo aumento aconteceria no início de 2012, em plena campanha para os comícios presidenciais e legislativos de novembro.

O atual teto da dívida está em 14,294 trilhões de dólares.

Os democratas rejeitam firmemente um plano em duas etapas e preferem um único aumento do limite legal da dívida pública que possa manter-se até 2013.

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