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Estado de Minas ABUSO DE VULNERÁVEL

Menina de 10 anos denuncia em bilhete que sofre abuso sexual do pai

A vítima entregou o bilhete ao monitor do transporte escolar com o pedido: 'me ajuda eu estou sofrendo abuso sexual do meu pai'


18/05/2022 10:38 - atualizado 18/05/2022 10:56

Bilhete onde se lê 'me ajuda eu estou sofrendo abuso sexual do meu pai', escrito em um pedaço de folha de papel de caderno com caneta esferográfica azil
Menina de 10 anos pede ajuda em bilhete entregue ao monitor do transporte escolar (foto: Polícia Civil/Divulgação)


Uma menina de 10 anos entregou um bilhete ao monitor do transporte escolar com a denúncia de que estava sendo vítima de abuso sexual. "Me ajuda eu estou sofrendo abuso sexual do meu pai", escreveu a menina. Ao chegar à escola, o monitor entregou o pedido de ajuda aos responsáveis pela escola, que chamaram o Conselho Tutelar e acionou a polícia. O caso foi denunciado na terça-feira (10/05) em Chapecó, em Santa Catarina.

 

Segundo a Polícia Civil, o padrasto da criança, ao qual chama de pai, é o principal suspeito e teve a prisão preventiva decretada no dia 12 de maio. Segundo a investigção, os abusos ocorrem há pelo menos cinco meses, quando a mãe saia para trabalhar. Em depoimento, a mãe da menina disse que não sabia que a filha estava sendo abusada. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmaram os abusos.

 

O delegado Eder Matte, responsável pelo caso, declarou que as investigações devem ser finalizadas até o fim desta semana e ressaltou a importância da denúncia em casos de abuso sexual para que as devidas providências sejam tomadas.

Abuso de vulnerável no Brasil

Segundo levantamento da Unicef e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em outubro de 2021, entre 2017 e 2020, 180 mil crianças sofreram violência sexual, uma média de 45 mil por ano.

 

Um terço das vítimas são crianças de até 10 anos e quase 80% são meninas. “A maioria dos casos de violência sexual contra meninas e meninos ocorre na residência da vítima e, para os casos em que há informações sobre a autoria dos crimes, 86% dos autores eram conhecidos”, afirma  a Unicef.

 

*Estagiária sob supervisão.

 

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