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Estado de Minas VIRALIZOU

Homem que vende café no trânsito de BH já faturou R$ 100 em único copinho

André Abrantes vende cafezinho em cruzamento da Antônio Carlos e virou uma espécie de celebridade


20/09/2023 14:03 - atualizado 20/09/2023 14:53
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Desde que a venda de cafezinhos viralizou nas redes sociais, André Abrantes, de 37 anos, virou uma espécie de celebridade na esquina entre a Rua Alcobaça e a Avenida Antônio Carlos, no Bairro São Francisco, na Regional Pampulha, em Belo Horizonte. Em meio aos carros, ele vende copos da bebida para motoristas e pedestres no semáforo e cada cliente paga aquilo que “sentir no coração”. 

O maior valor que André recebeu foi R$ 100 por um único copo de café. E, depois que o vídeo viralizou, ele não só está vendendo mais, como as pessoas estão sendo mais generosas. O vendedor já recebeu até Pix de quem nem passa pelo trecho, mas gostou tanto da ideia que resolveu apoiar.
 

Café do Sul de Minas

Ele conta que o segredo de tanto sucesso está na qualidade do pó que utiliza. “Eu uso um café do Sul de Minas, que eu compro todo fim de semana em uma lojinha em Vespasiano. Eles moem na hora”, revela. Todas as semanas, ele utiliza cerca de 1,2 kg do pó de café, que rende aproximadamente 5 litros da bebida pronta todos os dias ou 300 cafezinhos por semana. 

André serve cafés com açúcar e sem o dulçor e quem preferir pode adoçar a bebida com um adoçante, que ele leva para os clientes. “Eu comecei só com o café adoçado, mas muita gente pedia o café sem açúcar e eu passei a trazer. Mas eu mesmo prefiro com açúcar”, brinca. 

Independente de ser adoçado ou não, o sabor do café agradou tanto que a paradinha no sinal para tomar a bebida quentinha já faz parte da rotina de muita gente. André conta que conquistou fregueses fiéis. “Eu tenho muitos clientes que compram o café todo dia ou quase todo dia. Eu geralmente já sei o nome e como eles gostam do café”, afirma. Para ele, esse cuidado com a clientela faz com que eles se sintam especiais e ainda mais cativados. E a reportagem do Estado de Minas pôde ver de perto como ele já se tornou próximo de alguns desses fregueses. 

Mesmo aqueles que não compram o cafezinho, têm um lugar especial na rotina de André. “A maioria conversa. Tem pouca gente que fecha o vidro e vira a cara”, relata. 
 
André Abrantes
André vende café na esquina entre a Rua Alcobaça e a Avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte (foto: Larissa Kümpel/EM/D.A Press)
 
 

Inspiração 

André acorda, todos os dias, às 4h da manhã, para se arrumar e para preparar o café, que ele leva em garrafas térmicas. Morador do Bairro Santa Amélia, também na Pampulha, ele pega, por volta das 6h, o ônibus para chegar em seu ponto de vendas. 

Além do café, ele investiu em um avental e um suporte para vender a bebida, que ele serve em copos personalizados. Sem contar que ele usa luvas e máscara durante todo o processo. “A apresentação conta muito”, garante. 

Ao todo, ele vende 5 litros de café, diariamente, o que rende em torno de um salário mínimo e meio de renda extra para André, que também trabalha como assistente administrativo em um colégio da capital. Ele, que começou a vender a bebida para complementar a renda, sonha em terminar de construir a casa da mãe e conquistar seu carro – um Ônix, da marca Chevrolet. 

Por volta das 10h, André já vendeu todo o café. É quando ele junta todo o seu material e segue, de ônibus, para o seu trabalho formal, onde fica de 11h da manhã até às 21h. Por conta dessa rotina, ele não consegue vender o café no final da tarde, horário que também é tradicional para o brasileiro.

Mas André pensa em como ampliar seu negócio e se vê como inspiração. “Não penso em colocar mais gente para vender para mim, mas posso servir de inspiração para muita gente que está desempregada e quer ganhar um dinheiro. Eu penso em ampliar as vendas. Quem sabe um dia eu não abro uma cafeteria?”, sugere. 

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