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Estado de Minas

Rede que serve receitas originais de waffles inaugura primeira loja em BH

A The Waffle King reproduz exatamente os mesmos formato, tamanho, sabor e nome do que se encontra na Bélgica, país onde teria sido criada a primeira receita


10/10/2021 04:00 - atualizado 11/10/2021 17:54

waffle de Liège
Com bordas irregulares, o waffle de Liège é crocante por fora e macio por dentro (foto: The Waffle King/Divulgação)

Quem já conhece waffle, se surpreende. Para quem não conhece, então, a surpresa é ainda maior. A rede The Waffle King, que acaba de chegar a Belo Horizonte, produz massas que em nada se parecem com as norte-americanas, as mais populares no Brasil. Vêm da Bélgica duas receitas centenárias, uma aerada e outra crocante por fora e macia por dentro. “Fui lá na Europa aprender com os melhores para oferecer algo realmente único”, destaca o gaúcho Anderson Suriz, fundador da rede.
 
Reza a lenda que o waffle surgiu em Liège no século 18. Um príncipe-bispo teria pedido um doce para o seu cozinheiro e ele prensou na chapa de ferro uma massa semelhante a brioche, misturada com açúcar pérola. A cidade da Bélgica ficou conhecida por ter inventado essa receita, que se espalhou pela Europa. Em outros partes do mundo, ela é pouco difundida.
 
Os waffles da rede têm exatamente os mesmos formato, tamanho, sabor e nome dos que são vendidos na Bélgica. O de Liège é mais denso. O uso do açúcar de beterraba faz com que a massa caramelize e ganhe um sabor diferente. No fim, fica crocante por fora e macia por dentro.
 
A receita do waffle de Bruxelas é totalmente diferente. A massa é mais aerada e tem sabor neutro , mas também fica crocante. Outro jeito de distinguir os dois tipos de waffles é pelo formato. Enquanto o de Bruxelas é retangular e tem furos bem definidos, o de Liège, por ter a massa mais densa, fica disforme nas bordas quando é prensado na chapa.
 
Anderson aproveita para diferenciar os waffles belgas dos norte-americanos. Pelo que ele observou em várias visitas aos Estados Unidos, o resultado costuma ser massudo e sem gosto. “A principal diferença é que os de lá ficam borrachudos. Os nossos são mais aerados (Bruxelas) ou combinam crocância com maciez (Liège)”, compara.
 
A massa vai para a chapa só quando o pedido chega e demora de três a quatro minutos para ficar pronta. Imediatamente, adiciona-se o recheio . O objetivo é servir o waffle ainda morno. Existem 15 complementos disponíveis no cardápio, entre eles chocolate, doce de leite, morango, castanhas e sorvete. O cliente pode escolher quantos quiser. Com o de Liège, dá para montar até um sanduíche.
 
waffle salgado
Novidade no mundo: a rede criou uma massa salgada de waffle (foto: The Waffle King/Divulgação)
 
Além de reproduzir fielmente os waffles belgas, Anderson desenvolveu uma receita salgada, que quase não se encontra em outros países. “Nos Estados Unidos, algumas redes vendem o waffle doce com bacon, cheddar, frango frito, mas aqui não, a nossa massa é salgada”, destaca.
 
O waffle salgado é redondo e tem a logomarca da rede (um leão) gravada na massa. O recheio pode ser de quatro queijos, pepperoni, frango e peito de peru, fora a muçarela, que vai em todos.
 

Fila em sorveteria

A ideia de vender waffles surgiu em Barcelona. Uma fila na porta de uma sorveteria chamou a atenção de Anderson. Isso foi há três anos, quando estava de férias na Europa. Curioso, ele se aproximou e viu que as pessoas não estavam comendo sorvete, mas waffle, que era preparado na hora e saía quentinho . “Quando comi pela primeira vez, tive uma experiência gustativa maravilhosa. Nunca tinha sentido nada parecido e precisava replicar aquilo no Brasil.”
 
Em um mês, Anderson vendeu quatro empresas e mergulhou no mundo dos waflles. Rodou a Europa para pesquisar tudo o que envolve esse mercado, desde ingredientes a equipamentos, com foco na Bélgica, país onde mais se vende waffle no mundo. O gaúcho esteve em Liège algumas vezes. “Possivelmente, conheci as pessoas que mais entendem de waffle no mundo. Visitei uma empresa de insumos de mais de 170 anos, que já está na quinta geração da família”, conta.

As idas aos Estados Unidos foram para entender a lógica do fast-food , pois ele considera que os waffles de lá não são os melhores.
 
Depois de muito pesquisar, Anderson descobriu que waffle bom é a soma de receita e equipamento. Tanto que ele testou mais de duas mil receitas e montou uma indústria para fabricar os insumos. As massas são enviadas a seco para os pontos de venda do Brasil, como se fossem uma mistura de bolo. Assim, todas ficam com a mesma consistência . Nessa mesma indústria, a rede fabrica o maquinário, muito similar ao que existe na Europa. Se fosse importar, o custo seria quatro vezes maior.
 
A primeira operação da The Waffle King foi inaugurada em junho do ano passado, em Gramado. Essa é a única loja própria. Hoje, são 20 franquias abertas em 18 estados (além do Distrito Federal) e mais 70 estão por vir. Em Minas, já se chegou a três operações – BH, Monte Verde e Extrema, e outras sete estão em fase de projeto e devem ser abertas até fevereiro do ano que vem. A rede tem planos de internacionalização e estuda entrar nos mercados dos Estados Unidos e da Europa.
 

Serviço

The Waffle King
(31) 98381-9229
www.thewaffleking.com.br

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